Aos domingos, 15h30
Reprise aos sábados, 11 horas
Na TV Brasil

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O difícil processo de aceitar as diferenças - por Edith Modesto*

Edith e seu filho
Hoje eu sei que, desde cedo, os homossexuais se percebem diferentes e aprendem que são considerados inadequados. As pessoas, injustamente, os vêem como anormais, dizem que foi uma “escolha”... E eles têm de esconder a sua homossexualidade dos colegas, dos vizinhos e, principalmente, dos seus pais!
Vivendo esse conflito, fecham-se em si mesmos. Eles têm poucos amigos e, sobretudo, não têm quem os oriente, não têm modelos positivos.
Qualquer criança, qualquer jovem, quando sofre, procura a mãe: “Mãe, fulano me chamou de tampinha... de gorducha... de quatro olhos...”
Os nossos filhos homossexuais, quando ofendidos, ao contrário, tendem a se retrair, não denunciando ofensas, nem procurando ajuda, pois sabem que a sociedade discrimina o diferente, que não serão aceitos pela família... Ficam sós, jogados à própria sorte, lutando em segredo contra o seu próprio preconceito e contra o preconceito alheio. E se apavoram de medo de perder o amor de suas mães.
E, assim, provavelmente aconteceu com o meu filho caçula.
E eu? Onde estava eu, a mãe que deveria lhe dar carinho, apoio, deveria protegê-lo dos perigos e do sofrimento de ser discriminado?
Como toda mãe, antes de ele nascer, preparei um enxoval azul quando soube que ia ter um menino. Mais tarde, fiquei feliz ao perceber que ele era bonito, forte, inteligente e esperava que meu filho arrumasse uma namorada, se casasse e me desse netinhos.
Eu percebi, sim, que, na adolescência esse filho tornou-se um garoto triste, calado, distante, mas sempre arrumei uma desculpa para isso. Nunca me passou pela cabeça que ele pudesse ser gay.
Gay? Na verdade, eu não tinha a mínima idéia do que era ser gay. Um dia, estranhando o seu jeito fechado e o fato de nunca ter tido namorada, eu lhe perguntei se não gostava de mulheres. E o meu mundo caiu, quando ele confessou que era gay.
A descoberta da homossexualidade de um(a) filho(a) é quase sempre uma tragédia para os pais. Para nós também foi como se aquele filho querido desse lugar a um outro, estranho, desconhecido...
Passei por um lento processo de aquisição de conhecimentos e aceitação. Fiquei brava, inconformada, triste, desesperada, senti medo, vergonha... E me senti muito só. Não tinha com quem conversar. Qualquer semelhança com o que, certamente, meu filho sentiu, não foi mera coincidência. Os pais, como os filhos, também passam por um processo de aceitação, também têm de “sair do armário” e também precisam de apoio. Uma ajuda que, dificilmente, seu filho(a) homossexual tem condição de lhes dar.
Na época, o meu maior desejo era conversar com outra mãe como eu. Trocar idéias, sentimentos, desabafar... Mas não consegui encontrar nenhuma! Poucos anos depois, fundei o GPH – Grupo de Pais de Homossexuais (mães-de-homos@uol.com.br) – para que os pais pudessem se encontrar.
Hoje somos mais de 200 pais no grupo. Conversamos entre iguais, trocamos informações, nos ajudamos mutuamente nos momentos de desalento e nos sentimos fortalecidos, principalmente porque sabemos que, com o nosso apoio, nossos filhos se sentirão mais seguros e felizes.


*Edith Modesto é escritora, fundadora da primeira ONG brasileira de apoio a pais de homossexuais e participou como convidada do programa Papo de Mãe sobre homossexualidade. Para saber mais sobre trabalho da ONG, acesse: www.gph.org.br.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Reapresentação do programa sobre Homossexualidade

Quando os filhos começam a namorar, os pais passam a viver uma nova fase da vida. E quando o filho ou filha se revela homossexual nem sempre pai e mãe conseguem lidar com isso numa boa. Mas será que ainda existe muito preconceito? Qual a primeira reação dos pais ao descobrirem a orientação sexual dos filhos? O Papo de Mãe deste domingo (30/01) reapresenta o programa sobre Homossexualidade.
No estúdio, Mariana Kotscho e Roberta Manreza conversam com mães, jovens e especialistas. Entre as convidadas, a terapeuta familiar Maria Alice Rufino e a escritora e fundadora do primeiro grupo de pais e mães de homossexuais do Brasil, Edith Modesto.
Na reportagem de Rosângela Santos você vai conhecer uma escola voltada para alunos homossexuais e simpatizantes. E na “vez do pai” Davi de Almeida tem uma conversa muito bacana com os homens.
Depois do programa, até às 21 horas, converse com a gente pelo chat aqui no blog. E durante a semana acompanhe as nossas postagens. Siga o Papo pelo Twitter e pelo Facebook, assine também o nosso Feed para receber nossas atualizações e torne-se  nosso seguidor.
Para conferir as postagens sobre o tema homossexualidade, clique aqui. Fique agora com uma prévia do que vai rolar no programa deste domingo. 

Papo de Mãe é um programa imperdível para quem vive as dores e as delícias da vida em família. Informal com informação. Emocionante. Interativo. E com muita prestação de serviço. Neste domingo, 19 horas, na Tv Brasil.


quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

UTILIDADE PÚBLICA: a moda na luta contra o câncer de mama

SPFW e Instituto Se Toque: câncer de mama é a causa oficial do maior evento de moda da América Latina
ONG que atua na educação sobre o câncer de mama entra pela segunda vez na passarela da semana de moda de São Paulo
Considerado o maior evento de moda da América Latina, neste ano a edição de Inverno do São Paulo Fashion Week também vai direcionar seus holofotes para uma causa social relacionada ao público feminino. Além dos tecidos, cores e modelagens, o evento coloca novamente em pauta a prevenção do câncer de mama.
Em sua segunda participação no evento o Instituto Se Toque, que atua na educação sobre o câncer de mama, espalha pela Bienal seu balão rosa, na cor ícone desta causa que nunca sai de moda. A nova identidade visual do Instituto foi lançada na última edição do São Paulo Fashion Week, com a presença de personalidades como Hebe Camargo e Monica Serra, presidente da ONG.
Desta vez a ação será realizada com o apoio da marca Melissa, uma das mais badaladas do evento, que escolheu o TEMPO como tema de sua coleção. “A Melissa sempre traz novidades no âmbito da moda, design e comportamento para o universo feminino e não poderia deixar de aproveitar esse canal de comunicação que tem com as mulheres para também alertá-las sobre os cuidados com a saúde, através da parceria com o Instituto Se Toque”, afirma a assessoria da marca. No intuito de disseminar informação sobre qualidade de vida com foco na prevenção do câncer de mama, o Se Toque promoverá a distribuição de kits contendo o charmoso Colar da Vida (símbolo do trabalho de informação da organização), folheto informativo, garrafa de água personalizada e adesivo para carros. Outra importante parceria foi firmada também com a Colcci, que presenteará os convidados de seu desfile com estes kits.
Além de presente nestes espaços, o Instituto também estará nas telas do SPFW: nas salas de desfile, áreas de convivência e lounges do evento será exibido um vídeo especialmente criado para o público fashion e consciente. Os banheiros também vão ganhar uma decoração especial para divulgar o combate ao câncer de mama.
“Causas abordadas em outras edições do SPFW, como a reciclagem, tiveram excelente repercussão. Levar o assunto para um evento tão importante é fundamental para sensibilizar mais pessoas sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama, e a influência dos hábitos de vida na prevenção de doenças”, afirma Alexandre Travassos, gerente executivo do Se Toque.
A ação também conta com o apoio de outras empresas que escolheram a saúde da mulher como foco de seu investimento social: Brookfield Incorporações, Agaxtur Turismo e Águas Ourofino.
Instituto Se Toque
Fundado em outubro de 2005, o Se Toque – Instituto de Desenvolvimento Social é uma organização sem fins lucrativos que atua na promoção da saúde da mulher, com foco no câncer de mama. O instituto utiliza a educação como instrumento de conscientização para a mudança de hábitos de vida, por meio de informações sobre a doença e estimulando a busca pelo diagnóstico precoce. Visite o site: http://www.setoque.org.br/.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

DICAS DE LEITURA

Olá!
No domingo passado, reprisamos o programa sobre violência doméstica, que contou com a presença de convidadas muito especiais, dentre elas a Maria da Penha, também vítima de violência, que deu nome à lei que hoje assegura uma série de medidas protetivas às mulheres que também sofrem este tipo de crueldade. Se você perdeu o programa, não deixe de conferir as postagens que fizemos na ocasião da primeira exibição. Basta clicar aqui que você será automaticamente redirecionado. Vale a pena dar uma conferida!


DICAS DE LEITURA

Para descontrair, hoje temos 3 dicas muito bacanas para vocês!

"O que tem no prato do seu filho? – Um guia prático de nutrição para os pais”,  de Elaine de Pádua, Editora Alles Trade. Lançamento: 03/02/2011 - 18h30 - Livraria Cultura do Conjunto Nacional em São Paulo/SP - Loja de Artes.
 A publicação pretende ajudar, de maneira criativa, os pais na difícil tarefa de fazer crianças terem uma alimentação de qualidade. Além de orientá-los em como lidar com restrições alimentares, prisão de ventre, obesidade infantil e, até mesmo, o vegetarianismo.

“Betina tem um problema”, de Lívia Garcia Roza e Mariana Massarani, Editora Galera Record.
A menina Betina tem um mundo só seu; e ele não é nada compatível com o dos adultos. A única coisa que ambos concordam é que tem alguma coisa errada com Betina. O que será?



“O nome deste livro é segredo”, de Pseudonymous Bosch, tradução de Rita Sussekind, editora Galera Record.
Quando Cass, uma jovem e destemida detetive, e Max, um menino orientado pela lógica, encontram a Sinfonia dos Cheiros - uma caixa que pertenceu a um mágico e contém aromas relacionados a sons - tudo muda em suas vidas.


Por hoje é isto, gente! Continuem ligados no Papo de Mãe! Até mais!!!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

S.O.S PAPO DE MÃE

QUEM PERGUNTA: a telespectadora Adriana
Boa tarde. Meu nome é Adriana e tenho um bebê de 2 meses. Ao nascer, constatamos que o lóbulo da orelha direita dele é torto. Ele sempre pendeu a cabeça para o lado direito. Não gosta de ficar do lado esquerdo. É só colocá-lo para ele ficar resmungando e virar. Com isso, a cabeça ficou totalmente torta e não sabemos o que fazer, pois ele não dorme do lado esquerdo. Gostaria de saber o que fazer, pois a pediatra disse que isso é normal e não tem o que se possa fazer. Grata.

QUEM RESPONDE: Dra. Bárbara B. Matera Sampaio, pediatra e neonatologista. Contato: barbaramatera@globo.com. Consultório: (11) 3045-2005.
Dra Bárbara
Olá Adriana, como o bebê ainda é pequeno, você precisa fazer alongamento da musculatura cervical que deve estar mais contraída. Com o bebê deitado em decúbito dorsal, coloque sua mão espalmada na região da orelha direita e vire o rosto do bebê em direção ao ombro esquerdo e segure por 10 segundos, mesmo que ele se incomode um pouco. Depois, com o bebê no seu colo, a mão espalmada sobre a orelha direita, empurre devagar a cabeça para baixo em direção ao ombro esquerdo, como se quisesse encostar a orelha esquerda no ombro esquerdo, e então segure por 10 segundos. São exercícios de alongamento da musculatura cervical. Outro exercício é deixar o bebê de decúbito ventral por 1 a 2 minutos para fortalecer a musculatura cervical. Mude a posição do bebê na cama, pois eles sempre viram a cabeça a para o lado onde esta a janela, (coloque os pés onde, normalmente, fica a cabeça do bebê). Acho que seria interessante também marcar uma consulta com ortopedista para descartar torcicolo congênito. E se você tiver dificuldade em fazer o alongamento, acho que vale a pena fazer fisioterapia motora com uma boa fisioterapeuta, pois ele ainda é pequeno e esses vícios de posição podem ser desfeitos. Espero ter te ajudado. Abraços, Bárbara.
***
Se você também tem dúvidas e gostaria de esclarecer com os especialistas colaboradores do Papo de Mãe, escreva para a gente. Nosso e-mail é contato@papodemae.com.br. Até mais!!!

domingo, 23 de janeiro de 2011

Atenção moradores da capital paulista!!!

DICA DE HOJE
Shopping Light terá atividades gratuitas no aniversário de São Paulo
Para comemorar o aniversário da cidade de São Paulo, festejado nesta terça-feira, dia 25, o Shopping Light presenteará os visitantes com atrações para toda a família. Estão programadas a apresentação de peças infantis e shows musicais dos mais variados gêneros. Entre 14h e 15h, no Espaço Criança, a garotada irá acompanhar a peça As crianças malucas na cidade. Uma divertida história de duas crianças muito atrapalhadas, que resolvem conhecer a cidade de São Paulo. Porém, em meio a muita música e brincadeiras elas acabam se perdendo de seus pais. Para conseguir retornar para suas casas será preciso pedir a ajuda do público, que irá interagir por meio de uma gincana muito animada. Na seqüência o público poderá acompanhar a incrível aventura da garotinha Doroty, que foi levada para um estranho mundo além do arco-íris. A peça O Mágico de Oz é uma das mais famosas histórias infantis e será apresentada às 15h30, também no Espaço Criança. Na praça de eventos, localizada no piso térreo, entre 14h e 18h, ocorrerão shows ao vivo com artistas locais. As apresentações incluem um pouco de MPB, Pop Rock internacional e sertanejo universitário. O Shopping ficará aberto das 11h às 18h e a abertura das lojas é facultativa.
Teatro infantil: As crianças malucas na cidade.  Horário: 14h às 15h. Local: Espaço Criança (1° Piso).
Teatro infantil: O Mágico de Oz. Horário: 15h30 às 16h30. Local: Espaço Criança (1° Piso).

MPB / Pop Rock. Horário: 14h às 16h. Local: Praça de Evento (Piso Térreo).

Pop / Sertanejo Universitário. Horário: 16h às 18h. Local: Praça de Evento (Piso Térreo). 
End: Rua Coronel Xavier de Toledo, 23 - Centro - São Paulo/SP - F: (11) 3154-2292 - site: http://www.shoppinglight.com.br/

UTILIDADE PÚBLICA
Hospital Alemão Oswaldo Cruz monta postos de arrecadação de doações para vítimas das enchentes no Rio Janeiro
O Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, iniciou campanha para arrecadação de materiais a serem enviados às vitimas das enchentes na região Serrana do Rio de Janeiro. São cinco postos de coleta dentro da Instituição, preparados para receber água, alimentos não-perecíveis, roupas e calçados, cobertores e artigos de higiene pessoal. As doações podem ser entregues nas recepções dos Blocos A e B do Hospital, localizado na Rua 13 de Maio, 1815, no bairro do Paraíso, Zona Sul de São Paulo. Todas as arrecadações serão encaminhadas à Cruz Vermelha para distribuição nos locais atingidos. Hospital Alemão Oswaldo Cruz – http://www.hospitalalemao.org.br/.

***

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Papo de Mãe sobre violência doméstica


Neste domingo (23/01), vamos reapresentar o Papo de Mãe sobre Violência Doméstica - um assunto muito sério e triste, mas que precisa ser discutido.

No estúdio, Mariana Kotscho e Roberta Manreza recebem Maria da Penha, a mulher que deu nome à Lei criada para defender e proteger mulheres vítimas de violência. Além dela, a presença de Natália Just, uma jovem que há 21 anos luta para colocar na cadeia o pai foragido que matou sua própria mãe.

Vamos conhecer também as histórias de outras convidadas que vão contar o que passaram e como superaram a violência dentro de casa. E para nos orientar neste papo emocionante e emocionado, a juíza Vanessa Mateus, do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de São Paulo.

Nas reportagens, Rosângela Santos mostra pra gente como é a rotina numa delegacia da mulher. Pedrinho Tonelada conversa com as pessoas nas ruas. E Davi de Almeida ouve a opinião dos homens na “vez do pai”.
Depois do programa, até as 21 horas, converse com a gente pelo nosso chat aqui no blog.

Papo de Mãe é um programa imperdível para quem vive as dores e as delícias da vida em família. Informal com informação. Emocionante. Interativo. E com muita prestação de serviço. No ar todo domingo, 7h da noite, pela TV Brasil.


Atenção, papais e mamães!
Embora o assunto seja de extrema importância e o Papo de Mãe seja um programa para toda a família, este programa sobre violência doméstica não é recomendado para as crianças. Portanto, pedimos que fiquem atentos a este detalhe. 
Para conferir as postagens sobre o tema do programa, cliquem aqui. Fiquem agora com a íntegra do programa:


terça-feira, 18 de janeiro de 2011

S.O.S. RIO DE JANEIRO - vamos ajudar!!!

Oi gente!
Estamos muito comovidos e sensibilizados com esta tragédia que aconteceu no Rio de Janeiro. Nessas horas, a gente nem sabe o que dizer... Mas é preciso fazer alguma coisa! Então, resolvemos postar orientações para quem deseja ajudar e não sabe como.
O que eles precisam: Água potável, roupas, cobertores, itens de higiene pessoal, como sabonetes e pasta de dente, e alimentos – de preferência não-perecíveis e prontos para o consumo. Doações em dinheiro também são bem-vindas e podem ser feitas de qualquer lugar.
Cidades atingidas:
Teresópolis – A prefeitura da cidade de Teresópolis, uma das mais atingidas pelas águas, abriu uma conta exclusiva para receber doações em dinheiro de qualquer valor. A conta corrente foi denominada SOS Teresópolis – Donativos e está disponível no Banco do Brasil, agência 0741-2, conta corrente 110000-9, CNPJ 29.138.369/0001-47. O depósito também pode ser feito na Caixa Econômica Federal, agência 4146, c/c 2011-1 ou ainda agência 0199, c/c 2011-0, opção 006 . Ainda em Teresópolis, há um posto no Ginásio Pedrão, na rua Tenente Luiz Meirelles, 211, no centro da cidade. Telefones: (21) 2741-7025 / 2741-1970 / 2742-1994 / 2742-7625.
Petrópolis – Em Petrópolis, outro município muito atingido na serra do Rio, foram montados outros três pontos para doação. A Igreja Wesleyana, no Vale do Cuiabá; Igreja de Santa Luzia, na Estrada das Arcas; e no centro de Petrópolis, na sede da Secretaria de Trabalho, Ação Social e Cidadania. Telefones: (24) 2249-4337 / 2249-4221 / 2249-4222 / 2222-2071 / 2246-8954. Doações em dinheiro podem ser feitas pelo Banco do Brasil Ag. 0080-9 c/c 76000-5.
Nova Friburgo – Na cidade de Nova Friburgo foram montados três pontos para doações. Um no Centro de Assistência Social, no centro da cidade; outro no 6° Grupamento do Corpo de Bombeiros, localizado na Praça da Bandeira, 1.027, bairro Vila Nova; e o terceiro na Sociedade Esportiva Friburguense, na avenida Doutor Galdino do Valle Filho, 35, no centro. Doações em dinheiro podem ser feitas pelo Banco do Brasil Ag. 0335-2 c/c 120000-3. 
Outros locais para doações:
Polícia Militar e Polícia Rodoviária Federal – Todos os batalhões da Polícia Militar do Rio de Janeiro e a Polícia Rodoviária Federal começaram a receber, nesta última quinta-feira, as doações para ajuda às cidades devastadas pelas chuvas. Os postos da PFR recebem alimentos e produtos de higiene pessoal e dois deles vão funcionar 24 horas – na BR-116, na altura do pedágio Rio-Magé, e na BR-101, no trecho Casimiro de Abreu. Os outros dois postos, na Rio - Petrópolis e na Rodovia Presidente Dutra, funcionarão das 8h às 17h. Telefones: (21) 2333-2568 / 2333-2369
Corpo de Bombeiros – 106 quarteis do Corpo de Bombeiros instalados em diversos municípios do Rio de Janeiro estão recebendo doações. A Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil pede que sejam doados água, alimentos não-perecíveis, fósforos, velas, isqueiros, e produtos de higiene pessoal. Não são necessários roupas e calçados, pois esses itens já estão sendo recolhidos e enviados para as vítimas por outros órgãos e entidades sociais.
Cruz Vermelha – As doações precisam ser entregues na sede na entidade, localizada na Praça da Cruz Vermelha, 1.012, centro do Rio. As pessoas que estiverem interessadas em ajudar a fazer o transporte do material arrecadado até a região serrana, também podem oferecer esse tipo de ajuda. Doações também são aceitas através do depósito na conta da Cruz Vermelha no Banco Real: agência 0201, conta corrente: 1793928-5.
Ministério Público - O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) também receberá as doações que serão encaminhadas à Defesa Civil para serem distribuídas às vítimas das enchentes. O posto fica na Av. Marechal Câmara, 370, no centro do Rio de Janeiro, e funciona de segunda a sexta-feira, das 10 às 17 horas.
Rodoviária - A Rodoviária Novo Rio também montou um posto no piso de embarque inferior, que funciona das 9h às 17h, para ajudar na arrecadação. Telefones: (21) 2224-1941
Supermercados – A rede de supermercado Pão de Açúcar também montou postos de arrecadação em todas as 100 lojas do grupo no estado do Rio de Janeiro, que incluem os supermercados Pão de Açúcar, Sendas, Extra, Assaí e ABC Compre Bem.
Viva Rio – A ONG Viva Rio iniciou uma campanha de arrecadação de roupas e mantimentos em todas as unidades das Lojas Americanas e nas estações do metrô de General Osório, Siqueira Campos, Botafogo, Carioca, Glória, Largo do Machado, Catete, Central do Brasil, Saens Peña, Nova América e Pavuna. Outra possibilidade é levar as doações para a sede na Rua do Russel, 76, Glória, ou fazer depósito bancário na conta do Viva Rio: Banco do Brasil, agência 1769-8, conta corrente 411396-9 e CNPJ: 00343941/0001-28. Telefones: (21) 2555-3750 e (21) 2555-3785.
Shopping centers – Shopping centers do Grande Rio receberão doações a partir desta quinta-feira.
Hemorio – Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti (Hemorio), localizado à rua Frei Caneca, 8, no centro do Rio, recebe doações de sangue. Pode doar quem tiver entre 18 e 65 anos, mais de 50 quilos e estiver bem de saúde. Basta levar um documento oficial de identidade com foto à sede do Hemorio, das 7h às 18h. Informações: 0800-282-0708
Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro – O órgão arrecada alimentos não-perecíveis, água mineral, material de higiene pessoal, colchonetes e cobertores, entre outros itens, conforme lista de prioridade sugerida pela Defesa Civil. Todo o material arrecadado será entregue na unidade do Corpo de Bombeiros da Praça da República, no centro do Rio de Janeiro. Os servidores também estão sendo informados da urgência nas doações de sangue para reforço dos estoques do Hemorio.
Sesc/Senac e Fecomércio – As unidades do Sesc Rio e Senac Rio e a sede do Sistema Fecomércio estão coletando água mineral, alimento não-perecível, roupas de cama e banho, material de limpeza e de higiene pessoal e colchões para as vítimas. As unidades do Sesc receberão as doações de terça a domingo, das 9h às 17h.
Loterj - Loteria do estado do Rio de Janeiro (Loterj) recebe doações na rua Sete de setembro, 170, no centro do Rio. O estabelecimento fica aberto de segunda a sexta de 9 às 18h e aos sábados de 9 às 16h.
Barcas S/A - A concessionária que administra o serviço das barcas no estado do Rio mobiliza usuários para arrecadar donativos. Os pontos de coleta são estação da Praça XV, Araribóia, Charitas, Cocotá e Paquetá. A empresa recolhe água potável, alimentos não perecíveis, produtos de limpeza, itens de higiene pessoal e colchonetes. A data limite para fazer as doações nas estações das barcas é 31 de janeiro. Todo o material arrecadado será distribuído pela Cruz Vermelha.
Legião da Boa Vontade - Podem ser feitas doações em dinheiro. CNPJ: 33.915.604/0001-17. Banco Bradesco: Agência 0292-5 — C/C: 92830-5.  Banco do Brasil: Agência: 3344-8 — C/C: 205010-2.
Voluntários - O cadastro dos profissionais interessados em ajudar os desabrigados no Rio deve ser feito no Portal da Saúde, que pode ser acessado no endereço http://www.saude.gov.br/. Os profissionais cadastrados serão selecionados e ficarão à disposição da Secretaria da Saúde do Rio de Janeiro, que vai avaliar como e onde utilizará a ajuda.

É ISSO, PESSOAL, SEJAMOS SOLIDÁRIOS, VAMOS AJUDAR NOSSOS IRMÃOS CARIOCAS!!!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O sono dos pais depois do nascimento dos filhos

Olá!
Ontem tivemos a oportunidade de rever o Papo de Mãe sobre SONO - assunto de interesse unânime entre pais. 
Para conferir as postagens anteriores sobre o assunto, cliquem aqui.
Fiquem agora com um artigo especialmente escrito para Bayer® sobre o sono dos pais e dos filhos, baseado no programa reapresentado neste último domingo.
***   
O sono dos pais depois do nascimento dos filhos
Por Clarissa Meyer*

São 10 horas da noite. Você está exausta. Trabalhou o dia inteiro e ainda está na ativa tentando a todo custo fazer seu filho dormir. Passada meia, uma hora, você finalmente consegue fazê-lo pegar no sono e aí pensa: “agora é minha vez! Vou deitar na minha cama quentinha e dormir até...”
O quê!? Mal você deita, fecha os olhos, e já ouve aquele chorinho vindo do quarto. Será que você está sonhando? Não. Seu filho acordou. Antes de se levantar, você ainda espera um pouquinho para ver se ele pega no sono novamente, mas em poucos segundos percebe que sua esperança de dormir foi por água abaixo mais uma vez.
Então, você se dá conta de que aquele conselho que ouvia desde a gravidez “aproveite para dormir agora porque depois que os filhos nascem suas noites nunca mais serão iguais” tinha um fundo de verdade.
Enfim, se em algum momento da sua vida como mãe você se viu numa situação semelhante a esta, saiba que você não está sozinha. A privação do sono depois do nascimento dos filhos é uma das maiores queixas por parte dos pais.
Foi pensando neste assunto – de interesse geral - que o Programa Papo de Mãe foi ouvir algumas famílias e especialistas para tentar descobrir se existe alguma “receita” para fazer nossos filhos dormirem melhor e, consequentemente, garantirmos mais qualidade no nosso sono de cada dia.
Ao longo do programa, o que constatamos é que, quando a criança é pequena, dormir uma noite inteira sem acordar é privilégio de poucos. Isto porque existe um processo natural de maturação do sono, pelo qual todas as crianças passam, onde algumas inconstâncias como, por exemplo, acordar chorando à noite por estar com fome, fralda molhada, medo ou algum outro incômodo, são consideradas normais até certa idade, e só exigem um pouco de paciência por parte dos pais.
O sono do recém nascido é um exemplo. Embora seja capaz de dormir de 16 a 20 horas por dia, o bebê muito pequeno não possui noção da diferença entre o dia e a noite. Além disto, nesta fase (que, em geral, vai até os 3 meses), o bebê precisa ser alimentado em intervalos de, em média, 3 a 4 horas. Mas à medida que o desenvolvimento progride, a duração do sono se modifica e cada bebê vai estabelecendo seu próprio ritmo.
De acordo com a neonatologista Dra. Bárbara Matera Sampaio, embora não exista uma regra para isto, aos 4 meses, já é possível que o bebê consiga dormir uma noite inteira. Segundo ela, o importante é manter sempre uma rotina, tanto de horários quanto de sequência das atividades para que o bebê aprenda a dormir sozinho. Também é importante que a criança aprenda a confortar-se a si mesma, caso acorde durante a noite, ensina.
Porém, se com o passar do tempo os pais perceberem que o sono dos filhos em vez de melhorar está se tornando um problema, vale a pena investigar as causas e procurar ajuda. Em entrevista exclusiva para o Papo de Mãe, a neuropediatra Dra. Márcia Pratella Hallinan, especialista em distúrbios do sono, alerta que alguns distúrbios são frequentes em crianças e merecem atenção. Podemos citar como exemplo o terror noturno, o sonambulismo, o bruxismo, a enurese noturna, a apneia do sono, entre outros.
Meu filho de 4 anos, por exemplo, nem sempre dormiu bem. Quando bebê, sofria de refluxo após as mamadas e, mais tarde, com um pouco mais de um ano de idade, descobri que ele tinha um desconforto respiratório em razão de uma hipertrofia de adenóides (popularmente conhecida como “carne esponjosa”) que o impedia de dormir tranquilamente. Passei muitas noites em claro, mas assim que procurei ajuda médica, ele foi tratado e hoje dorme muito bem – salvo raras exceções.
De qualquer forma, mesmo que a criança não apresente qualquer distúrbio ou problema, não existe uma “fórmula mágica” para fazer os filhos dormirem melhor. O que existe é uma tendência natural do organismo a melhorar a qualidade do sono à medida que a criança amadurece e algumas dicas que podem ajudar na hora de colocar a criança para dormir.
Estabelecer um horário e criar uma rotina relaxante antes de dormir, sem estímulos que possam estressar a criança é o primeiro passo. Um banho morno, uma massagem e uma leitura (ou música) apropriada podem ajudar neste processo de relaxamento. A alimentação também é um fator importante. Segundo a neuropediatra, “não é recomendável, nem para o adulto nem para criança, comer muito próximo do horário de dormir”.
Por fim, o ambiente também é muito importante. Para a Dra. Márcia, um local agradável, ventilado e com uma luz azul fraquinha é recomendável. “O comprimento de onda da luz azul favorece a entrada no sono e a manutenção das ondas elétricas do cérebro mais uniformes, o que faz com que o sono fique mais tranquilo”.

*Clarissa Meyer é mãe, advogada, editora e colunista do Blog do Programa Papo de Mãe. E-mail: clarissa@papodemae.com.br.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Reapresentação do Programa sobre Sono!


Todos nós sabemos que a tarefa de ser mãe e pai exige dedicação integral, o que pode custar muitas horas de sono ao longo da vida... Quando o bebê é pequeno, ele acorda várias vezes porque precisa mamar. Quando cresce um pouquinho, raros são os momentos em que a criança não desperta no meio da noite seja qual for o motivo. E quando chega a adolescência, a preocupação é outra: os pais não dormem enquanto os filhos não chegam em casa.
O Papo de Mãe deste domingo (16/01) vai falar sobre como anda o SONO dos filhos e dos pais*. Afinal, o que muda na rotina de sono da família depois da chegada dos filhos e como lidar com isto?
Papo de Mãe é um programa imperdível para quem vive as dores e as delícias da vida em família. Informal com informação. Emocionante. Interativo. E com muita prestação de serviço. No ar todo domingo, 19h, pela TV Brasil.

*Reapresentação do programa exibido em 04.03.2010. Para conferir as postagens sobre o tema clique aqui.

ATENÇÃO!!!
Excepcionalmente, neste domingo, não haverá chat após o programa, mas vocês podem enviar mensagens para a gente por meio dos comentários do blog ou para o e-mail contato@papodemae.com.br. Obrigada pelo carinho e audiência!!! Até +++++ 

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

DICA: exposições de moda e arte gratuitas em SP!

3ª Edição do Circuito de Moda e Arte
Gratuita, a programação traz mostras de fotos e artes visuais de artistas brasileiros renomados na Aliança Cultural, Cinema Reserva Cultural e Casa das Rosas.
Começa neste final de semana a 3ª Edição do Circuito de Moda e Arte, idealizado por Danilo Blanco e Fernando Zelman, da Galeria Central, com apoio institucional do São Paulo Fashion Week (SPFW), que vai agitar a cidade com uma série de atividades variadas e gratuitas ao público. A maratona cultural inicia oficialmente no dia 15 de janeiro, com abertura de quatro exposições na Aliança Francesa (unidades Brooklin e Jardins-Trianon), Casa das Rosas e Cinema Reserva Cultural. O objetivo do Circuito é promover acesso democrático à cultura da moda, por meio de atividades abertas à população. O evento conta com o patrocínio do Banco do Brasil, Aliança Francesa e Rhodia, além do apoio da Lei Rouanet, de incentivo à cultura.
A Aliança Francesa do Brooklin abre a multiprogramação do ciclo com a exposição coletiva "Cinema Desenhado", composta por desenhos e ilustrações gráficas, inspiradas nos filmes da Mostra Cinema de Moda do Centro Cultural Banco do Brasil, assinadas por 25 artistas conceituados, entre eles, Guilherme de Faria, Spacca, Flávio Del Carlo e Cristina Campana. Na unidade Jardins-Trianon, o destaque é a exposição "La Sape", do fotógrafo congolense, Baudouin Mouanda. Em suas fotos, Mouanda, considerado um dos mais renomados fotógrafos africanos da nova geração, retrata o cotidiano e a elegância irreverente dos sapeurs, termo usado para denominar dândis africanos, que há mais de 25 anos se exibem nas ruas pobres de Brazzaville, capital do Congo, e de diversos bairros africanos de Paris e Londres.
A Casa das Rosas apresenta a 9a edição da mostra itinerante "Roupa de Domingo". A exposição reúne fotos, pinturas, ilustrações e outras obras em artes visuais, tendo como temática a poesia e a prosa, de artistas de renome como Cláudio Rocha, tipógrafo e editor da revista Tupigrafia, a publicitária Magy Imoberdorf, a poetisa Paula Valéria de Andrade, designer gráfica do Circuito Mônica Jackson, entre outros. O Cinema Reserva Cultural apresenta a exposição "Passagem", do fotógrafo Drago, com dez imagens do cotidiano e o comportamento dos personagens da av. Paulista, cartão-postal de São Paulo.
Programação:
ALIANÇA FRANCESA - Unidade Brooklin - Av. Santo Amaro, 3921 - Acesso para portadores de necessidades especiais. Mostra Coletiva "Cinema Desenhado". Período: 16 de janeiro a 15 de fevereiro - Horário: de segunda a sexta, das 9h às 21h; sábados das 9h às 13h - Classificação: Livre - Entrada franca.
Unidade Jardins-Trianon - R. Min. Rocha Azevedo, 419 - Acesso para portadores de necessidades especiais. Exposição "La Sape". Período: 17 de janeiro a 4 de março de 2011 - Horário: de segunda a sexta, das 9 às 20h30; sábados até 12h30 - Classificação: Livre - Entrada franca
CASA DAS ROSAS - Av. Paulista, 37 - (11) 3285-6986 / 3288-9447 - Acessibilidade a pessoas portadoras de necessidades especiais. Exposição Roupa de Domingo - 9a edição. Período: de 16 de janeiro a 06 de fevereiro de 2011 - Horário: de terça a sábado das 10h às 22h; domingo, das 10h às 18h.
RESERVA CULTURAL - Av. Paulista, 900 - térreo baixo - tel. (11) 3287 3529 - Estacionamento no local - Acesso para portadores de necessidades especiais. Exposição "Passagem". Período: 16 de janeiro a 20 de fevereiro - Horário de visitação: de segunda a domingo das 10h às 22h - Classificação: Livre.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Feliz Ano Novo - por Frei Betto*

Olá!!!
Como vocês já estavam sabendo, durante este mês, vamos reprisar alguns programas exibidos em 2010.
Em dezembro, fizemos uma enquete aqui no blog e os programas mais votados para serem reapresentados foram ESPIRITUALIDADE, SONO, VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E HOMOSSEXUALIDADE.
Ontem, foi a vez de revermos o Papo sobre Espiritualidade  e esperamos que tenham gostado! Todas as postagens que fizemos sobre o tema vocês podem conferir clicando aqui.
Agora, gostaríamos de deixar esta bela mensagem do nosso amigo Frei Betto, que tem tudo a ver com o tema do programa de ontem e com o que desejamos para este ano que se inicia. Feliz 2011 a todos!!!
Feliz Ano Novo

Por Frei Betto*

O ano será novo se, em nós e à nossa volta, superarmos o velho, aquilo que já não contribui para tornar a felicidade direito de todos.
A felicidade, o bem mais ambicionado, não figura nas ofertas do mercado. Não se pode comprá-la, há que conquistá-la. A publicidade empenha-se em nos convencer de que ela resulta da soma dos prazeres. Para Roland Barthes, o prazer é “a grande aventura do desejo”.
Estimulado pela propaganda, nosso desejo exila-se nos objetos de consumo. Vestir esta grife, possuir aquele carro, morar neste condomínio de luxo, reza a publicidade, nos fará felizes.
Desejar feliz ano novo é esperar que o outro seja feliz. E desejar que também faça os outros felizes? O pecuarista que não banca assistência médico-hospitalar para seus peões e gasta fortunas com veterinários para o seu rebanho espera que o próximo tenha também um feliz ano novo?
A arte da verdadeira felicidade consiste em canalizar o desejo para dentro de si e, a partir da subjetividade impregnada de valores, imprimir sentido à existência. Assim, consegue-se ser feliz mesmo quando há sofrimento. Trata-se de uma aventura espiritual. Ser capaz de garimpar as várias camadas que encobrem o nosso ego.
Porém, ao mergulharmos nas obscuras sendas da vida interior, guiados pela fé e/ou pela meditação, tropeçamos nas próprias emoções, em especial naquelas que traem a nossa razão: somos ofensivos com quem amamos; rudes com quem nos trata com delicadeza; egoístas com quem nos é generoso; prepotentes com quem nos acolhe em solícita gratuidade.
Se logramos mergulhar mais fundo, além da razão egótica e dos sentimentos possessivos, então nos aproximamos da fonte da felicidade, escondida atrás do ego. Ao percorrer as veredas abissais que nos conduzem a ela, os momentos de alegria se consubstanciam em estado de espírito. Como no amor.
Feliz ano novo é, portanto, um voto de emulação espiritual. É claro que muitas outras conquistas podem nos dar prazer e a alegre sensação de vitória. Mas não são o suficiente para nos fazer felizes. Melhor seria um mundo sem miséria, sem desigualdade, sem degradação ambiental, sem políticos corruptos!
Essa infeliz realidade que nos circunda, e da qual somos responsáveis, por opção ou por omissão, se constitui num gritante apelo para nos engajarmos na busca de “um outro mundo possível”. Contudo, ainda não será o feliz ano novo.
O ano será novo se, em nós e à nossa volta, superarmos o velho. E velho é tudo aquilo que já não contribui para tornar a felicidade um direito de todos. À luz de um novo marco civilizatório, há que se superar o modelo produtivista-consumista e introduzir, no lugar do PIB, a FIB (Felicidade Interna Bruta), fundada numa economia solidária.
Se o novo se faz advento em nossa vida espiritual, então, com certeza, teremos, sem milagres ou mágicas, um feliz ano novo, ainda que o mundo prossiga conflitivo; a crueldade, travestida de doces princípios; o ódio, disfarçado de discurso amoroso.
A diferença é que estaremos conscientes de que, para ter um feliz ano novo, é preciso abraçar um processo ressurrecional: engravidar-se de si mesmo, virar-se pelo avesso e deixar o pessimismo para dias melhores.
*Frei Betto é escritor, autor de “Diário de Fernando – nos cárceres da ditadura militar brasileira” (Rocco), entre outros livros. Acesse: http://www.freibetto.org/ – twitter:@freibetto

sábado, 8 de janeiro de 2011

Reapresentação do Programa sobre Espiritualidade


Independentemente de religião, como devemos tratar do assunto Espiritualidade com nossos filhos? Será que a fé move montanhas? Muita gente no mundo todo acredita que sim. A espiritualidade não está diretamente ligada a nenhuma religião e faz parte da vida da maioria dos brasileiros. Mas será que existe uma idade certa para passar ensinamentos, aprender orações, meditação? E afinal, qual a importância de tudo isso? No Papo de Mãe deste domingo (09/01) o tema é ESPIRITUALIDADE.
No estúdio, Mariana Kotscho e Roberta Manreza conversam com mães de diferentes religiões como a Monja Coen e com o professor Antônio Carlos Ribeiro Foster, educador em direitos humanos. Tem ainda reportagens especiais de Rosângela Santos, Davi de Almeida e Pedrinho Tonelada.
Papo de Mãe é um programa imperdível para quem vive as dores e as delícias da vida em família. Informal com informação. Emocionante. Interativo. E com muita prestação de serviço. No ar todo domingo, 19h, pela TV Brasil.


ATENÇÃO: Este programa foi exibido em 21.11.2010 e ficou em primeiro lugar na nossa enquete realizada em dezembro/2010 para decidir quais os programas seriam reprisados em janeiro/2011.
As postagens sobre o tema vocês conferem clicando aqui. Caso tenham perguntas para enviar aos especialistas, escrevam nos comentários abaixo ou enviem pelo e-mail contato@papodemae.com.br. Obrigada pela audiência e carinho de sempre!!!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

PLANTÃO PAPO DE MÃE- por Roberta Manreza*

A BORDO DO PAPO DE MÃE
Por Roberta Manreza

Férias! Tem época mais gostosa para reunir a família? Meu pai tem uma lancha, o nome é Breeze. Para batizar o novo barco foi difícil. Todos queriam dar um palpite e fizemos uma lista enorme. Doctor, Dom Luiz (meu pai é médico e se chama Luiz ), Tutti Capi (já que todos gostam de mandar, rsrsrs). Resolvemos decidir através de uma votação, mas arbitrariamente meu pai escolheu o nome sozinho, sugestão da minha cunhada Susana que lançou um condomínio homônimo em Cuiabá.
O barco ganhou todo o enxoval personalizado. Toalhas, tapetes e o principal, o nome escrito no casco com letras e cores devidamente escolhidas pelo meu cunhado arquiteto Robert. Mas faltava um toque final, é lógico, e a minha sogra, a Mari, deu de presente para a lancha dois lindos adesivos do Papo de Mãe. O nome e o logo do programa ficaram realmente demais, né? Bom, dá para imaginar o que aconteceu??? O Breeze virou Papo de Mãe!!!
Acabamos de voltar de uma viagem a Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Em todas as praias que visitamos as pessoas dos outros barcos apontavam e comentavam o nome da lancha: Papo de Mãe! O nome é simpático mesmo e todo mundo se identifica. As pessoas não resistiam, várias fizeram questão de elogiar; homens e mulheres. Muitas também disseram que já conheciam o programa e davam opinião sobre os temas que assistiram. Passamos por situações engraçadas também. Quando todas as crianças e mulheres entravam no mar e só sobravam os homens na lancha, sempre tinha algum engraçadinho para fazer uma brincadeira. Tudo levado na maior esportiva, afinal o Papo de Mãe é Papo de Pai também. Selecionei algumas fotos das nossas férias a bordo do Papo de Mãe (espero que meu pai não leia esta coluna, rsrsrs). Feliz 2011! 




* Roberta Manreza é mãe, jornalista, roteirista e apresentadora do Programa Papo de Mãe.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

S.O.S. PAPO DE MÃE


Vera Iaconelli
Olá! As mães realmente têm muitas dúvidas quando o assunto envolve "com quem deixar os filhos", tema do nosso Papo de Mãe deste último domingo. Por isto, selecionamos algumas perguntas enviadas por telespectadores para compartilhar com vocês.  Quem responde é a psicóloga e coordenadora do Instituto Gerar de Psicologia Perinatal, Vera Iaconelli, especialista que esteve presente como convidada no programa exibido em 02.01.2011, a quem desde já agradecemos a colaboração.

Quem pergunta: telespectadora Andreia.
Estou passando por essa fase em não saber o que fazer, pois a minha filha está com 01 aninho e é minha irmã quem cuida dela. Mas acabamos de saber que a minha irmã de 42 anos está grávida. Eu não tenho com quem deixá-la e por isso estou pensando em colocar na escolinha, mas ainda estou muito insegura. Por favor, me ajudem.
Vera: Oi Andreia! Primeiro, parabéns à sua irmã, que será mãe na maturidade, tendo cuidado de sua filhinha, não é? Não precisa ficar aflita, pois, provavelmente, enquanto a gravidez se desenrola, você terá tempo para se preparar e para preparar sua filha para entrar em uma escolinha ou creche. Quanto mais convicção você tiver nesta passagem, mais fácil será para ambas. Vocês já estão acostumadas a passar uma parte do dia separadas, e isto ajudará muito nesta passagem. Fique tranquila, esta é apenas uma das etapas do desenvolvimento de sua filha e do desenvolvimento do papel de mãe. Abs!

***
Quem pergunta: telespectadora Rosane
Oi, estava assistindo ao programa e achei muito interessante. A minha filha quer desmamar a minha neta que está com 1 ano e 10 meses, pois tem sido muito cansativo para ela de uns tempos pra cá. A bebê fica no peito quase 1 hora para dormir e quase já não tem mais leite. Daí a pergunta: ela tira de uma vez e deixa a filha chorar algumas noites ou resiste? Ela está precisando de uma opinião. Obrigada.
Vera: Oi Rosane, parabéns pela sua filha que se mostra uma mãe tão dedicada. A amamentação nesta idade é puramente afetiva e não está mais relacionada à nutrição. A amamentação deve durar o tempo que for bom para o par: esta é uma regra de ouro, fundamental. Não deve ultrapassar este limite, tornando-se um fardo para mãe ou para o bebê. Sua filha está certa em ir parando e quanto mais amorosamente e firme isto for feito, melhor para ambas. Peça para que o pai ou outra pessoa distraia a bebê, ofereça algum objeto que ela goste, fale claramente com a bebê e, aos poucos, ela compreenderá. Ajude sua filha nesta etapa de separação. Ela já cumpriu sua parte amamentando, agora cumprirá parando. Abs!
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Quem pergunta: telespectadora Tina
Meu filho de 1 ano passou os últimos 5 meses com uma babá muito amorosa, ele gosta muito dela. Talvez ele comece na creche este ano. A separação pode causar sofrimento? Obrigada!
Vera: Oi Tina! Ele sentirá falta sim, mas isso faz parte do desenvolvimento de todos nós: encontros e separações. Converse sobre essa separação com o seu bebê. Os seres humanos, desde bebês, são sensíveis à fala. Abs!
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Quem pergunta: telespectadora Zaira
Meninas, gostaria de ouvir a opinião da especialista sobre os processos que um bebê vai passar indo para creche aos 9 meses...
Vera: Oi Zaira! Nesta fase ele estranhará um pouco: em parte porque está se descobrindo separado de você, em parte porque terá contato com muitas pessoas entre crianças e adultos. Fale com ele, explique a situação (seres humanos são sensíveis à fala dos pais desde o berço) e ajude-o oferecendo ou mantendo algum objeto privilegiado (ursinho, paninho...). Algo que ele possa levar consigo para todo lugar e não deve ser descartado (só por ele mesmo, no devido tempo). Quanto mais você se sentir segura com a escolha da creche, mais transmitirá isto ao seu filho. Abs!
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Quem pergunta: telespectadora Sandra
Tenho um filho de 8 anos que estuda em uma escola conceituada de tempo integral, mas ele não se adaptou com a refeição. Pelas normas da escola, é proibido levar lanche. Ele não quer ir para outra escola. Gostaria de saber se a escola tem este direito? Grata.
Vera: Oi Sandra! Neste caso, é preferível conversar com a direção e descobrir o que pode haver de intolerável na comida da escola. Aos 8 anos já se espera que as crianças estejam mais abertas às diferentes comidas e que a comida da escola respeite hábitos saudáveis. Você pode pesquisar se outras crianças estão questionando a alimentação. De toda maneira, a forma como os pais lidam com os limites e posicionamentos da escola é o que ficará de mais importante na educação do seu filho: sabendo conversar e aceitar que as normas da escola que vocês escolheram devem ser respeitadas, vocês ensinam seu filho a fazer o mesmo. Legalmente, a escola está amparada pela lei, exceto se estiver oferendo alimentos insalubres. Abs!
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DICA DE HOJE
O CineClubinho, projeto do CineSesc, que realiza sessões voltadas para o público infantil, anuncia sua programação de férias. Começando no dia 09 de janeiro, as exibições serão aos domingos e feriados às 11hs com entrada franca. Além do filme, a criança poderá se divertir com as performances de artistas e brincadeiras antes e depois de cada sessão. Maiores informações: clique aqui

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

PITACO DE MÃE - por Clarissa Meyer*


Clarissa e seu filho

Oieee!!!! Depois da correria de fim de ano, estou de volta com meu “pitaco”. Viajei, levei meu filho para ver os primos que moram longe, foi muito bom. Agora, estamos de volta ao caótico e viciante meio urbano. É incrível, reclamamos até não poder mais de São Paulo, mas basta que nos afastemos alguns dias que a saudade bate... Nos dois últimos dias, até meu filho, que aproveitou ao máximo as férias, já estava pedindo para voltar!
Mas vamos ao que interessa... O programa deste último domingo “Com quem deixar meu filho?” é realmente uma questão que faz a gente pensar, e eu vou contar para vocês o que eu penso sobre isto...
Antes de engravidar, eu tinha uma rotina completamente incompatível com a maternidade. Trabalhava muitas horas por dia, morava num apartamento muito pequeno, não conhecia praticamente ninguém e estava longe de toda a minha família. Por isto, a idéia de ter um filho parecia bem distante. Embora tivesse vontade de ser mãe, minha grande dúvida sempre foi esta: Com quem eu deixaria? Quem cuidaria do meu filho para que eu pudesse trabalhar? Ao mesmo tempo, eu queria cuidá-lo. Queria exercer este papel de mãe...
Então eu engravidei. Tive uma gravidez super complicada. Foi um susto atrás do outro. E mesmo depois que meu filho nasceu, os sustos continuaram. Então, eu decidi que naquele momento da minha vida teria que abrir mão de tudo para cuidar do meu filho. Foi o que fiz. Durante quase um ano e meio fui 100% mãe. Me dediquei de corpo e alma à maternidade. Cuidei só dele, vivi para ele. Confesso que até mesmo com um certo exagero, pois mal deixava que os outros chegassem perto e lia tudo a respeito de filhos. No fundo, eu tinha as minhas razões para tal comportamento...
A ideia de deixá-lo com babá não me passava pela cabeça. Entre escola e babá, sempre preferi a primeira opção. Só queria que ele crescesse um pouquinho para não entrar tão novinho na escola. Esperei ele completar um ano e o coloquei no berçário. Os primeiros dias foram difíceis, pois eu ficava imaginando se estariam cuidando dele direitinho, trocando a fralda e o babador, impedindo que ele colocasse porcarias na boca, e todas estas neuras de mãe... Com o tempo, fui adquirindo confiança e me libertando. Voltei a ter as minhas atividades e assim fui reconstruindo a minha identidade.
Agora, passados 5 anos, estou numa fase muito boa e tranquila. Meu filho já está grandinho e faz quase tudo sozinho. Não gostaria de mudar a minha rotina atual, embora a vontade de ter outro filho seja grande. Mas como eu sei o trabalho que dá, algumas coisas eu faria diferente.
É claro que nem tudo na vida acontece como a gente planeja (normalmente as coisas não são como a gente planeja, rsrsrs!!!), mas se eu pudesse escolher, na minha segunda gravidez, já cogitaria a ideia de ter uma babá. Não para ficar o tempo todo, pois eu continuo achando importante colocar na escola desde cedo. Por outro lado, não pararia de trabalhar como fiz da primeira vez. Acho que manter uma atividade profissional ajuda a manter a sanidade mental.
Na verdade, ainda tenho muito o que avaliar. Tenho algumas coisas para fazer antes de providenciar um segundo filho. Além disto, precisaria, antes de tudo, arrumar uma babá de confiança e que não faltasse ao emprego. De que adianta eu pagar uma pessoa para me deixar na mão? Isto sem falar no lado financeiro. Não vou ser hipócrita a ponto de não comentar que este lado pesa, e muito. Então, vou aguardar mais um ou dois anos e depois deixar rolar...
Acho que a mensagem que fica do Programa é que cada um deve procurar adequar-se à sua realidade. Quem pode contar com a família para ajudar com os filhos, ok. Quem não pode, conta com babá, escola ou ambos. Não dá para generalizar. A maioria das mulheres não se pode dar ao luxo de parar de trabalhar. E eu nem acho que devam. Então, é preciso fazer o que está ao alcance de cada um. A gente vai aprendendo. Erra num dia, acerta no outro...
Não existe receita ideal. O que existe são recomendações de médicos, psicólogos, pedagogos, etc. E a gente segue o que é possível. Sejamos realistas! Não temos o dom da onipresença. Não temos como colocar os filhos numa “bolha” para protegê-los de tudo e de todos. Somos humanos, cheios de dúvidas e assim vamos levando a nossa vida...
Na minha opinião, o mais importante de tudo é que estejamos abertos a receber informações e dispostos a mudar comportamentos porventura inadequados.
Feliz 2011 a todos!!! Que este seja um ano repleto de alegrias e conquistas!!! Muita saúde e muita paz!!!

*Clarissa Meyer é mãe, advogada, editora e colunista do Blog do Programa Papo de Mãe. E-mail: clarissa@papodemae.com.br.

ATENÇÃO PARA O RECADINHO!!!
Em janeiro, os programas sobre ESPIRITUALIDADE, SONO, VIOLÊNCIA DOMÉSTICA e HOMOSSEXUALIDADE serão reprisados, pois foram os mais votados na nossa enquete feita em dezembro aqui no site.
A partir de fevereiro, não deixem de conferir os programas inéditos. Novos temas e convidados muito especiais!!!
Ajudem a divulgar o Programa e o Blog!!! Assinem nosso Feed para receber diariamente nossas novidades. Sigam o Papo de Mãe também pelo twitter (@papodemae) e pelo facebook.
Contamos com vocês! Obrigada por todo o carinho! Um grande beijo e até mais!!!!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Avó, babá ou creche - existe uma opção ideal?

O programa deste último domingo (02/01) tratou de um dilema que todos nós que temos filhos já nos deparamos: com quem deixá-los quando temos que sair para trabalhar? O que é melhor: babá, creche ou uma pessoa da família para tomar conta da criança?
Embora não seja obrigatório matricular crianças de até 3 anos em escolas, a vaga em creches é um direito previsto em lei, sendo dever dos municípios, com ajuda dos estados, garantir creches e pré-escolas públicas para todas as crianças. Uma pesquisa realizada em Londres constatou que crianças de 3 anos que, aos 9 meses de idade, começaram a frequentar o berçário, estão mais preparadas para a vida escolar do que as que tinham sido cuidadas pelos avós ou babás.
Na opinião dos especialistas presentes no programa, não existe opção ideal, tudo vai depender da realidade familiar. Entretanto, algumas considerações merecem atenção.  Uma criança até 1 ano de idade, por exemplo, tem muito mais propensão a adquirir doenças, e por isto, do ponto de vista médico, seria mais indicado que ela permanecesse num lugar mais reservado como sua casa ou a de um parente. Por outro lado, sob o ponto de vista psicológico, é muito importante que a criança tenha oportunidade de conviver com crianças da mesma faixa etária para que, mais tarde, não haja problemas de sociabilização.
Para quem opta por contratar uma babá, é preciso ficar atento. Segundo uma pesquisa realizada por uma empresa do ramo, que analisou 6 mil fichas ao longo de 4 anos, 15% delas tinham antecedentes criminais, a maioria por agressão. Além disto, 28% das babás mentiram sobre as referências no momento da contratação. Por isto, diante de qualquer suspeita, os pais devem observar, sobretudo, o comportamento das crianças, que pode sofrer mudanças caso elas estejam sendo vítimas de maus tratos.
 De acordo com uma pesquisa da Organização Internacional do Trabalho, há 600 mil babás em todo o Brasil. São técnicas em enfermagem, pedagogas, ex-vendedoras e, principalmente, empregadas domésticas. O número de babás empregadas hoje é cinco vezes maior do que há uma década. A profissão ainda não foi regulamentada e segue a legislação das empregadas domésticas.
Enfim, não se pode generalizar afirmando o que é melhor para cada família. O mais importante de tudo é que os pais estejam conscientes e satisfeitos com a sua decisão, seja optando por deixar o filho com um parente, colocando na creche ou contratando uma babá.
Por fim, apenas para lembrar que, segundo a lei, deixar uma criança ou um adolescente de até 16 anos sozinho em casa é crime. O abandono de incapaz tem pena prevista de seis meses a três anos de prisão.
Por hoje é isto. Este foi um resumo do nosso Papo. Esperamos que tenham gostado. Acessem os sites de nossos convidados para outras informações:
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AVISO AOS TELESPECTADORES
Durante o mês de janeiro serão reprisados os programas mais  votados pelo site. Mas em fevereiro, voltaremos com programas inéditos! Continuem ligados!!! Um beijo a todos e até mais!!!