Aos domingos, 15h30
Reprise aos sábados, 11 horas
Na TV Brasil

quarta-feira, 30 de junho de 2010

S.O.S. PAPO DE MÃE

QUEM PERGUNTA: Ana Carolina S. P. Moreira, mãe.
"Olá, meu nome é Ana Carolina, tenho 30 anos e sou mãe da Maria Luiza que tem 21 dias. Desde o dia em que ela saiu da maternidade, ela tem cólicas. Já tentei de tudo, já li várias coisas, mas nada tem ajudado. Já mudei minha alimentação e também não ajudou. Muitas pessoas me falam que a culpa é do que eu estou comendo e que isso tem passado para ela pelo leite. Às vezes dá até medo de amamentar... Enfim, estou desesperada. Ela sofre muito e eu também. Fico muito triste e desanimada... Gostaria de propor um programa que fale sobre cólica porque as dúvidas são muitas e o os pais ficam sem saber o que fazer. Beijos. Ana Carolina."

QUEM RESPONDE: Dra. Bárbara B. Matera A. Sampaio, pediatra e neonatologista do Hospital M Boi Mirim/SP, formada pela Faculdade de Medicina da Santa Casa/SP e pós-graduada pela FMUSP.
"Ana, antes de responder sua pergunta, você precisa saber que o choro em recém-nascidos nem sempre significa sofrimento. É a maneira que o bebê expressa se está com frio, com calor, com fome, se quer colo, se quer mamar... Na verdade, é muito difícil ter cólica antes do primeiro mês de vida.
A cólica geralmente tem um choro pós mamadas, porque estimula o transito intestinal. Ela vai e volta, não é continua. É preciso ver também se o bebê está com refluxo (quando volta o leite) porque junto com o leite volta também o ácido do estômago e isto provoca muita dor. O refluxo pode ser fisiológico (normal) até os 3 meses ou pode precisar de tratamento.
Geralmente, os 3 meses são um divisor de águas. Você vai perceber a diferença porque a cólica melhora, o refluxo melhora e o bebê fica bem mais calmo...
Para a cólica pode ser feita massagem na barriga no sentido horário; deixar o bebê de barriga para cima e dobrar as pernas, comprimindo os joelhos na barriga; e ainda funchicória (produto natural vendido na farmácia) que pode ser usado na chupeta. Raramente uso outras medicações nos meus pacientes.
Quanto à sua alimentação, os alimentos que devem ser evitados são: pimenta, repolho, cafeína, chocolate em excesso e derivados de leite em excesso.
E como eu disse antes, o problema pode não ser cólica. Por isto, você pode tentar as seguintes maneiras de acalmar o seu bebê:
• TAPINHAS RITMADOS : levinhos, nas costas ou nádegas
• SOM REPETIDO: tic tac do relógio, água corrente, batidas do coração, música calma.
• MASSAGEM / SHANTALA : há vários livros sobre este assunto (Arte e Pratica de Massagem em bebês de Peter Walker/ Massagem do bebê de Peter Walker/ e Shantala- massagem, saúde e carinho para seu bebê de Píer Campadello, dentre outros.)
• ACONCHEGO: acomode o rosto do bebê entre a sua bochecha e seu ombro aninhando-o, balance de um lado para o outro, cante também.
• CONTATO CORPORAL: coloque seu bebê com o peito nu sobre sua pele cobrindo-o.
• MOVIMENTO RITMADO.
• DISTRAIR: chame a atenção com brinquedos, luzes.
• ENROLAR: enrole o bebê em um pano de algodão ou flanela, deixando o com seus braços para dentro ou fora (experimente ambos). Quando quiser sair ele se movimentará e se desenrolará. 
E preste atenção nas razões para o choro do seu bebê:
• Fome: após 1h 30 ou 2 hs da mamada seu bebê pode estar com fome.
• Fralda molhada ou suja.
• Sono: alguns bebês choram antes de dormir. Sinais de sono: inquietação, pálpebras caídas e coceira nos olhos.
• Solidão: alguns sentem a falta do contato físico. Acalanto, enrolá-lo no cueiro ou passeio no colo podem acalmá-lo.
• Calor ou Frio: sinta as costas e a barriga do bebê, o vista como você está se vestindo e com uma camada a mais no frio.
• Sem roupa: muitos não gostam de ficar nus. Enquanto estiver trocando, cubra-o com um pano leve (barriga e peito).
• Hora errada: às vezes não é a melhor hora para mexer com ele; dar banho quando pode estar com fome, tirá-lo do peito para arrotar; brincar.
• Muito estímulo: barulho alto, movimentos bruscos, pessoas pegando/ mexendo com ele. Leve-o para local sereno com pouca luz e procure acalmá-lo.
• Sobressalto: alguns recém nascidos fazem movimentos abruptos quando caindo no sono. Enrolar-lhe pode evitar o choro.
• Dor: etiqueta pinicando ou algum outro desconforto.
• Cólica: alguns bebês choram por longo tempo ou em horários previsíveis. Às vezes você consegue confortá-los, e às vezes são necessárias medicações.
• Doença: febre, infecções. Se você não consegue acalmá-lo com seus métodos usuais, ligue para seu pediatra.
MAS ATENÇÃO: estas são dicas e NÃO REGRAS!!! PROCURE CONHECER SEU BEBÊ! Ninguém melhor do que você para identificar as causas do choro..."

terça-feira, 29 de junho de 2010

Educação: relato de telespectadora

Oi, gente!
No Papo de Mãe deste último domingo conversamos sobre Educação. O papo foi, sem dúvida, muito interessante e proveitoso, principalmente porque pudemos escutar não somente os educadores, mas também pais e filhos, para saber o que cada um tem a dizer a respeito das escolas nos dias de hoje.
Quem acompanha o blog já deve estar acostumado com a interatividade que a equipe Papo de Mãe faz questão de manter com os seus telespectadores, seja por meio do próprio blog, do e-mail ou das redes sociais. Para nós, a participação de todos é fundamental para manter a qualidade e a proposta do programa, que é sempre levar informação e prestação de serviço, mas de uma maneira leve e descontraída, tal como um verdadeiro papo entre mães (ou entre avós, pais, tios, professores, enfim...)
Para nossa alegria, ontem recebemos um relato muito interessante da nossa telespectadora Yra, uma mãe com muita experiência de vida e que tem exata noção da importância da Educação na formação de nossos filhos. Confiram que bacana o que ela tem a dizer e façam seus comentários!
“Gosto muito do programa. Sou mãe de um adolescente de 14 anos e tenho outro no 'céu' há 16 anos. De 1978 a 1994 estive com ele 'estudando'. Depois, com a vinda do segundo, estou novamente na escola há 11 anos. É muito tempo (juntando os dois!), e nesse tempo, fui observando, aprendendo, questionando... Resumindo: dói e muito ver como funciona a EDUCAÇÃO. Ou a falta dela...
Os dois estudaram em escolas particulares. Ambos paguei por alguns anos e depois passaram para bolsa integral. O primeiro ganhou espontaneamente. Já o segundo, precisei pedir.
O primeiro ficou 15 anos no mesmo colégio. De lá entrou na USP. Já o segundo, estudou por 4 anos em um colégio muito, muito bom. Porém, mudamos para o interior e ele está há 7 anos no atual. No próximo ano, me pediu para estudar no Centro Paula Souza, pois tem "fama" de ser melhor...
Na minha opinião, enquanto os pais, educadores, professores, governo e qualquer pessoa que trabalhe com educação nesse país não se unirem, vai continuar a mesma 'josta' que está aí há anos. Além da união em prol da educação, será preciso que falem a mesma língua, ou seja, escola de primeira para todos, não somente para alguns.
O que se vê por aí é que deixam a escola por conta dos alunos, mas eles não têm como saber o que estão perdendo... Os pais já passaram por essa fase e não percebem!
No meu caso, plantei na cabecinha dos dois desde pequenos: o gosto pelo saber e pelo conhecimento. Primeiro, porque não quero ver meu filho trabalhando em troca de comida.
O pai deles e eu passamos por isso. De 1974 até 1993 nós não podíamos nada. Fiquei 8 anos usando a mesma roupa. Eram 3 peças. Meu marido também. Tudo para conseguir juntar dinheiro... Comida era arroz, feijão, banana, alface, tomate, pão e chá mate. Vícios? Nenhum. Passeios, carro, comer fora, cinema, teatro, viagens, revistas, livros, discos... Isso sempre foi considerado luxo. E muito. A saída para o pobre é unicamente o SABER. E não basta saber fazer, tem que ter o diploma superior, depois fazer e bem feito!
Aqui em casa conseguimos subir os degraus da vida. Não queríamos ficar ricos, queríamos ter uma vida digna, já que trabalhávamos dignamente. Há 17 anos meu marido comprou um caminhão usado e velho com dinheiro que guardou dos serviços extras que fez com topografia, mais o FGTS. Desde então melhorou muito, muito mesmo.
Neste país, não basta trabalhar para ter um vida decente. Ninguém quer pôr a “mão na massa”. Por outro lado, também não querem pagar um salário decente para quem põe. Aliás, um dos motivos que faço todo o trabalho doméstico ainda e às portas dos 60 anos é que não tenho como pagar um salário de acordo com a minha exigência.
Agradeço o espaço e torço para que o país um dia acorde e descubra que a saída é a EDUCAÇÃO. A educação passa por tudo!
Embora eu acredite que é quase impossível isto acontecer, por onde eu passo deixo minhas sementes. Assim, quem sabe um dia os serviços considerados menos nobres fiquem apenas para aquelas pessoas que como eu não conseguiram aprender na escola, mas aprenderam na vida. E aprenderam bem, pois trabalharam em empresas excelentes: por 10 anos numa, 10 anos em outra (as anteriores foram como estágios). Enfim, novamente, obrigada!”
---
Yra, nós é que agradecemos pelo seu relato. Muito obrigada e um grande beijo!!!

E a nossa DICA DE HOJE é o blog da nossa convidada Vanessa Cabral, que optou por apostar no ensino público para seus dois filhos e acabou criando o blog Escola Pública não é de graça (http://escolapublica.zip.net), espaço em que ela se dedica a refletir sobre esta importante decisão.


Por hoje é isto, gente. Continuem acompanhando o blog no decorrer da semana! Um grande beijo e até +!!!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Educação é o tema desta semana!!!

O Papo de Mãe deste próximo domingo (27/06) vai falar sobre Educação. Vamos conversar com mães e especialistas sobre alfabetização, repetência, mudanças no currículo, escolha profissional, inclusão social e como andam as escolas nos dias de hoje. Entre os convidados, a pedagoga e educadora Elisabete Cerutti e a socióloga e educadora Helena Singer.
Nas reportagens externas, Rosângela Santos vai até um cursinho pré-vestibular conversar com jovens sobre a difícil tarefa de escolher uma profissão tão cedo. Davi de Almeida entrevista um pai médico, cujos filhos escolheram profissões bem diferentes. E Pedrinho Tonelada confere nas ruas como anda a satisfação de pais e alunos com as escolas que frequentam.
Papo de Mãe é um programa para quem vive as dores e as delícias da vida em família. Informal com informação. Interativo. E com muita prestação de serviço.
Neste domingo, 19 horas, na Tv Brasil.

Até +!!!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

S.O.S. PAPO DE MÃE

QUEM PERGUNTA: Bernardo Silva Rodrigues
Na hora do parto o bebê ficou um tempo preso no canal vaginal o que causou uma espécie de “bolha” em sua cabeça. Os médicos disseram que com 15 dias desapareceria, mas já se passaram esses 15 dias e ele ainda permanece com essa "deformação". O que fazer? Desde já agradeço.

QUEM RESPONDE: Dr. Luiz Alcides Manreza, neurocirurgião e professor doutor da Faculdade de Medicina da USP.
Pelo descrito trata-se de um caso de céfalo hematoma ou "bossa" - coleção de sangue entre o osso e o periósteo de ocorrência comum em trabalhos de parto prolongados. O diagnóstico diferencial é com as encefaloceles, (defeitos de fechamento do crânio). Estas são sempre de linha média, enquanto que aqueles são lateralizados. O diagnóstico é muito fácil. Os céfalo hematomas são de resolução espontânea na maioria dos casos e devem se resolver no máximo em 30 dias. Caso contrário, poderão se calcificar, causando um dano estético importante. Neste caso, faz-se necessário observar se a tendência é de absorção, ou seja, se o tamanho e a tensão diminuem, se o hematoma vai se tornando cada vez mais "mole". Se isto não ocorrer, deverá ser tratado com uma drenagem por agulha e curativo compressivo.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

ATENÇÃO PARA NOVAS GRAVAÇÕES!!!

Oi gente!
A equipe Papo de Mãe entrará em estúdio para gravar mais uma série de programas  e nós gostaríamos muito de contar com a participação de todos vocês.
Os temas serão os seguintes: 
1 - Mães cadeirantes
2 - Filhos rebeldes
3 - Namoro dos filhos
4 - Ninho vazio (quando os filhos crescem e vão embora)
5 - Brinquedos, brincadeiras, brincar (a importância do brincar)
6 - Cirurgia plástica em crianças e adolescentes
Caso você se identifique com algum destes temas e tenha vontade de participar do programa escreva para contato@papodemae.com.br e envie seu relato, pergunta ou comentário. Você pode escrever também nos comentários abaixo. A participação de todos é muito importante para nós!
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E atenção também para a DICA DE HOJE que tem a ver com o assunto da semana: ABESO alerta sobre obesidade durante a gravidez!
A ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica) alerta sobre o crescimento de gestantes obesas e ressalta que a futura mamãe não deve se preocupar em comer por dois, pois o excesso de peso pode levar ao diabetes e aumento de gorduras no sangue.
Para a Dra. Leila Maria Batista Araújo, Endocrinologista e vice-presidente da ABESO, “é natural que se ganhe algum peso após o parto em relação ao peso anterior a gestação, mas com alguns meses isso volta a normalidade - desde que não tenha havido ganho excessivo -. Assim, a gestante deve ficar de olho na balança e na nutrição.
O sobrepeso vem crescendo cada vez mais entre os brasileiros, desde bebês ainda no ventre da mãe até os adultos, os índices de ganho de peso tem comprometido a saúde destes indivíduos. Para se ter uma ideia, de acordo com informações dos Centros para Controle e Prevenção de Doenças do Governo Federal dos Estados Unidos, uma em cada cinco mulheres é obesa ao entrar no período de gestação, ou seja, uma mulher com 1,65m e que pesa 81,6 kg corresponde a um índice de massa corporal de pelo menos 30.
Com este panorama e indícios médicos denotam que o aumento de cesarianas, deficiência do feto e até morte de mães e filhos está ligada a atual realidade.
É preciso que haja conscientização sobre a obesidade durante a gestação para que as mudanças de hábitos aconteçam o quanto antes. Para a futura mãe é importante saber que a obesidade compromete a vida dela e do seu filho, destaca a Dra.
Na correria do dia-dia a busca por uma alimentação balanceada e rica em nutrientes é algo cada vez mais difícil nas grandes metrópoles. A todo instante as futuras mães estão correndo contra o tempo visando resultados em sua vida profissional, e acabam esquecendo de cuidar da saúde através de uma alimentação saudável e com medidas calóricas suficientes para manter-se bem ao longo do dia.
Quem nunca viu colegas de trabalho, de faculdade ou até mesmo em casa substituírem uma refeição por lanches, fast food e doces?! Nesta rotina e a médio prazo, o corpo começa a manifestar sinais de ganho de peso com a presença de gordura localizada principalmente na região abdominal, falta de condicionamento físico, pressão arterial alta, baixa alta-estima, e por conseqüência, agravantes maiores podem surgir caso estes maus hábitos se tornem uma constante.
Portanto, a ABESO enfatiza a importância das futuras mães terem uma alimentação saudável contendo massas integrais, grãos (feijão, lentilha, ervilha) proteína, verduras e frutas de três cores diferentes, leite ou derivado. Evitando gorduras, principalmente de origem animal, como manda a boa nutrição. Os exercícios físicos são bem vindos, mas nada exagerado.
Fonte: Informações à imprensa
Jornalista responsável: Erika Figueiredo
 CR Comunicação - Cláudia Rubinstein
Site da ABESO: www.abeso.org.br

terça-feira, 22 de junho de 2010

Direitos da Gestante

O programa deste último domingo foi sobre Gravidez: antes, durante e depois. Falamos sobre muitos assuntos, como, por exemplo, da necessidade do ácido fólico e das vacinas na preparação para a gravidez, da importância do pré-natal bem assistido, das causas mais comuns de abortos, do parto, da amamentação, dos cuidados com o coto umbilical do bebê, etc...
Foi um programa bem alto astral que contou com a presença de uma entrevistada que está se preparando para engravidar, uma gestante, um pai “grávido” e um casal com uma linda bebezinha de 3 meses, além dos especialistas que ajudaram a esclarecer as dúvidas de todo este pessoal e de um grande número de telespectadores que escreveram para o Papo de Mãe.
A propósito, este programa chamou bastante atenção pela grande interatividade com os telespectadores, mostrando que não é preciso estar no estúdio para participar do Papo de Mãe. Vocês todos podem sempre mandar perguntas, sugestões, comentários e relatos para enriquecer cada vez mais o nosso programa, seja pelo site (nos comentários) ou pelo nosso e-mail (contato@papodemae.com.br). Ah, e agora temos uma novidade: depois de cada programa, as apresentadoras costumam bater um papo aqui no blog por meio do nosso chat. É muito bacana!!!

Mas voltando ao tema da semana, nesta postagem vamos falar um pouco a respeito dos Direitos da Gestante. Isto mesmo. A mulher grávida tem uma série de direitos amparados por lei e que devem ser respeitados. Um exemplo disto é o direito ao atendimento preferencial em caixas e guichês de instituições públicas e privadas e o direito ao assento especial nos transportes públicos.
No trabalho, durante o período gestacional, a mulher tem direito a justificar a sua ausência com uma declaração médica sempre que tiver que comparecer a uma consulta pré-natal. Além disto, ela tem direito a mudar de função (ou setor), caso a atividade que ela exerça venha a provocar algum risco para ela ou para o bebê; tem direito à licença maternidade, à estabilidade do emprego por 5 meses depois de sua volta (salvo demissão por justa-causa) e à dispensa para fins de amamentação por 2 períodos de 30 minutos por dia até o bebê completar 6 meses.
Nos serviços de saúde, a gestante tem direito a ser atendida com respeito e dignidade, sem discriminação de cor, raça, orientação sexual, religião, idade ou condição social. Tem direito ao pré-natal gratuito pelo SUS com pelo menos seis consultas durante toda gravidez e ao “cartão da gestante”, que deve conter todas as anotações sobre seu  estado de saúde, o desenvolvimento da gestação e o resultado de todos os exames realizados. Nas consultas de pré-natal é importante que a equipe médica sempre verifique a pressão arterial da paciente, o peso corporal, o tamanho da barriga e escute o coração do bebê. Além disto, um número mínimo de exames devem ser feitos durante este período: exames de sangue (para descobrir diabetes, sífilis, anemia, HIV e classificar o tipo sanguíneo), exames de urina (para detectar eventuais infecções e a presença de proteína na urina) e o papanicolau (exame preventivo contra o câncer do colo do útero).
Na hora do parto, é importante que a gestante tenha consciência de que seu atendimento é considerado de urgência e que não pode ser recusado em nenhum hospital ou maternidade. No entanto, caso a unidade de saúde não possua vaga, a parturiente deve ser examinada e somente encaminhada à outra unidade caso haja tempo hábil para tanto e certeza de vaga e atendimento.
Durante o trabalho de parto e a internação, a paciente tem o direito de ser escutada e ter esclarecidas as suas dúvidas. Além disto, a mulher tem direito a ter um parto normal - que na maioria das vezes é a maneira mais segura e saudável de se ter o bebê – e a uma assistência humanizada, gentil e de boa qualidade. Contudo, caso haja necessidade de uma cesariana, a parturiente tem o direito de saber os motivos que levaram à opção por tal procedimento.
Depois do parto, a mãe tem direito a ter a criança ao seu lado, em alojamento conjunto (salvo se algum dos dois tiver algum problema que impossibilite de ficarem juntos), e de amamentar (recebendo orientações sobre o processo e suas vantagens). Por fim, no momento da alta, a mãe deve ainda receber orientações sobre quando retornar para consulta pós-parto e de controle do bebê.
Fonte: Cartilha Gravidez Saudável e Parto Seguro são Direitos da Mulher
(Rede Nacional Feminista de Saúde e Direitos Reprodutivos - Ministério da Saúde)

Por enquanto é isto, pessoal. Na próxima postagem falaremos mais a respeito do tema da semana e daremos algumas dicas interessantes. Não deixem de acessar o blog!

E a nossa DICA DE HOJE é o site http://www.gestamater.com.br/ da nossa convidada, Daniella Andretto, que é psicóloga, doula e conselheira em aleitamento materno, e o CURSO GRATUITO PARA GESTANTES do site http://www.bebe.com.br/, que contém 21 aulas gravadas com profissionais de saúde da maternidade do Hospital Israelita Albert Einstein. Clique aqui e inscreva-se.
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ATENÇÃO PARA GRAVAÇÃO DE NOVOS PROGRAMAS!!!

A equipe Papo de Mãe entrará em estúdio para gravar mais uma série de programas com os seguintes temas:
1 - Mães cadeirantes
2 - Filhos rebeldes
3 -Namoro dos filhos
4- Ninho vazio (quando os filhos crescem e vão embora)
5- Brinquedos, brincadeiras, brincar (a importância do brincar)
6- Cirurgia plástica em crianças e adolescentes
Caso você se identifique com algum destes temas e tenha vontade de participar do programa escreva para contato@papodemae.com.br e envie seu relato, pergunta ou comentário. Você pode escrever também nos comentários abaixo. A participação de todos é muito importante para nós!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Próximo programa: Gravidez - antes, durante e depois!

O Papo de Mãe deste domingo (20/06) é sobre Gravidez: antes, durante e depois. Isto mesmo! Vamos falar sobre como deve ser a preparação para engravidar, os cuidados ao longo da gestação e como lidar com o bebê nos primeiros dias de vida.
Vamos bater um papo descontraído sobre as principais dúvidas dos pais durante esta fase tão intensa. E para ajudar nesta conversa teremos a presença do ginecologista Dr. José Luís de Oliveira, da psicóloga Daniela Andretto, e do pediatra Dr. Nélio Cavinato.
Na “vez do pai”, Davi de Almeida conversa com pais sobre a hora do parto. Pedrinho Tonelada sai às ruas para conversar com as pessoas. E na reportagem especial de Rosângela Santos, vamos conhecer uma mãe que teve que abandonar o trabalho por conta da depressão pós-parto.
Tudo isto e muito mais você confere no Papo de Mãeum programa para quem vive as dores e as delícias da vida em família. Informal com informação. E muita prestação de serviço. Neste domingo, 7 da noite, na Tv Brasil.


Até +!!!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Problemas visuais: estrabismo e ambliopia

Olá, pessoal!
Conforme prometemos, estamos de volta para falar um pouco mais sobre a saúde dos olhos, tema do Papo de Mãe deste último domingo (13/06).
Conforme vimos no programa, existem vários tipos de problemas que podem acometer a visão. Os mais comuns são os chamados vícios de refração, ou seja, erros na captação da luz que impedem que a pessoa enxergue com nitidez, tais como a miopia, a hipermetropia, o astigmatismo e a presbiopia (popularmente conhecida como “vista cansada”).
Porém, existem doenças oculares mais graves, as quais exigem diagnóstico e tratamentos específicos, como é o caso da catarata congênita, do glaucoma congênito, da retinopatia da prematuridade e do retinoblastoma - doenças que se não forem detectadas precocemente podem levar à perda da visão. Neste rol de doenças graves, podemos incluir ainda o ceratocone, distúrbio que altera a curvatura da córnea, fazendo com que ela fique ‘pontiaguda’, e que, embora possa aparecer em qualquer idade, seja mais freqüente durante a adolescência.
Mas hoje queremos falar especificamente sobre dois tipos de problemas abordados durante o programa e que, certamente, são de interesse de muitos de pais: o estrabismo e a ambliopia.
O estrabismo é uma doença que pode ser perceptível a olho nu, pois os olhos apresentam-se desalinhados, geralmente olhando em direções opostas. Trata-se de um problema frequente que ocorre em ambos os sexos numa proporção de 2 a 5% das crianças. A causa mais comum do estrabismo é genética, embora doenças que acometam o cérebro como paralisia cerebral, síndrome de down, hidrocefalia, prematuridade, viroses, traumas e tumores craneanos possam ser acompanhadas de estrabismo.
Mas antes de tudo, é importante lembrar que, logo que o bebê nasce, ele ainda não tem total controle sobre a musculatura ocular, sendo comum desviar os olhos em direções opostas – o que preocupa muitos pais. O que de fato acontece é que somente a partir dos 3 meses é que o bebê tem condições de fixar o olhar e mantê-los alinhados. E este processo pode perdurar até os 6 meses, quando então o bebê não deve mais desviar os olhos em direções opostas. Sendo assim, caso o desalinhamento persista após os 6 meses, é importante que os pais levem o filho para uma avaliação oftalmológica.
O estrabismo pode ainda ser confundido com o chamado pseudoestrabismo, que nada mais é do que a impressão de que a criança esteja desviando os olhos para dentro, quando na verdade não está. Esta impressão é causada por características faciais próprias de alguns bebês (como, por exemplo, bebês orientais) e tende a melhorar à medida que a criança cresce e o rosto vai naturalmente alongando.
O estrabismo verdadeiro não tem cura espontânea e requer tratamento o mais cedo possível. Dependendo da gravidade, alguns casos  podem ser corrigidos por meio de uso de óculos ou melhorados com exercícios ortópticos, embora, na maioria dos casos, a indicação cirúrgica prevaleça como tratamento.
De qualquer forma, em todos os casos de estrabismo, o primeiro passo é avaliar se os dois olhos estão se desenvolvendo da mesma maneira e nenhum deles está ficando “preguiçoso”. A popular “vista preguiçosa” tem nome e é chamada ambliopia, que pode ter como uma das causas o próprio estrabismo, além de outras como os erros de refração (quando um olho apresenta um grau muito maior de miopia, astigmatismo ou hipermetropia em relação ao outro) ou a opacidade nos meios transparentes do olho (como é o caso da catarata).
A ambliopia ocorre quando, por alguma razão, o cérebro “desliga” um dos olhos e a criança passa a utilizar somente o outro para enxergar. O olho “desligado” acaba não se desenvolvendo e, se não tratado adequadamente, pode ficar com comprometimento permanente.
Normalmente, o tratamento da ambliopia consiste em estimular-se o olho que ficou “esquecido” cobrindo-se o “olho bom” com um tampão e obrigando o outro olho a trabalhar. Um outra forma de tratamento consiste na chamada “penalização” do olho bom, onde a visão deste fica comprometida através do uso de uma lente de contato ou uma solução química (ou ambos), cuja intenção é provocar um “borramento” da visão sadia de forma que o olho amblíope enxergue melhor que o olho penalizado.
Para finalizar, seja qual for o problema, o mais importante é saber que o cuidado com a saúde dos olhos deve começar muito cedo, de forma preventiva, logo nos primeiros dias de vida. A Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica, por exemplo, orienta que a primeira avaliação oftalmológica do bebê deva ser feita logo ao nascer, antes da alta da maternidade (teste do olhinho). Depois disto, a orientação é de que seja feita nos 2 primeiros anos uma avaliação oftalmológica completa a cada 6 meses. E após, se estiver tudo bem, uma avaliação completa anual, pelo menos até os 8-9 anos de idade.
Para maiores informações sobre o teste do olhinho e doenças oculares acessem os sites/fontes:

E a nossa DICA DE HOJE é de utilidade pública!!!
Queremos passar para vocês maiores informações sobre algumas instituições que desenvolvem trabalhos super bacanas para pessoas com deficiências visuais. São elas:
Instituição Laramara: organização civil que visa apoiar a inclusão educacional e social da pessoa com deficiência visual: cegos, baixa-visão ou múltipla deficiência, cuja missão é promover a disseminação de conhecimentos e experiências na área da deficiência visual, desenvolvendo cursos especializados, seminários, encontros e conferências dirigidas a professores, profissionais da área, familiares e comunidade em geral. As ações da instituição incluem avaliação oftalmológica especializada, avaliação das necessidades educacionais especiais referentes à deficiência visual e atendimento específico de crianças e jovens vindos de todo o Brasil. Maiores informações pelo site http://www.laramara.org.br/ ou pelo telefone (11) 3660.6400.
Fundação Dorina Nowill para cegos: entidade que há mais de seis décadas tem se dedicado à inclusão social das pessoas com deficiência visual, por meio da educação e cultura, atuando na produção de livros em braille, livros e revistas falados e obras acadêmicas no formato Digital Acessível, distribuídos gratuitamente para pessoas com deficiência visual e para centenas de escolas, bibliotecas e organizações de todo o Brasil. Além disto, a fundação oferece, gratuitamente, programas de atendimento especializado ao deficiente visual e sua família, nas áreas de avaliação e diagnóstico, educação especial, reabilitação e colocação profissional. Para conhecer melhor o trabalho acesse: http://www.fundacaodorina.org.br/ ou pelo telefone (11) 5087.0998.
Instituto Benjamin Constant: ligado ao Ministério da Educação, o IBC é considerado um centro de referência nacional para questões de deficiência visual. Entre os serviços oferecidos, o instituto possui uma escola, capacita profissionais da área de deficiência visual, assessora escolas e instituições, realiza consultas oftamológicas à população, reabilita, produz material especializado, impressos em Braille e publicações científicas, além de educação à distância. Para saber mais acesse: http://www.icb.gov.br./
Instituto IRIS: entidade sem fins lucrativos, cuja missão é desenvolver atividades que acelerem o processo de inclusão social das pessoas portadoras de deficiência visual utilizando o cão-guia como facilitador. Entre os objetivos do Instituto está a formação de convênios internacionais que propiciem a importação gratuita de cães já em processo avançado de treinamento, o desenvolvimento de programas de treinamento realizados integralmente no Brasil, a qualificação de profissionais nas áreas de criação e treinamento de cães-guia e instrução de times de graduados (usuário e cão-guia) e a criação de um centro de treinamento. Atualmente, o Instituto Iris está passando por sérias dificuldades financeiras e corre o risco de ter suas portas fechadas. Portanto, para quem quiser conhecer melhor o trabalho e também ajudar a instituição é só acessar http://www.iris.org.br/.
Por hoje é isto, gente. Obrigada pela atenção, pelo carinho e pela audiência!!!
Um grande beijo de toda a equipe Papo de Mãe!

Post: Clarissa Meyer

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Saúde visual: a importância do teste do olhinho

Olá!
O programa deste último domingo foi sobre a saúde visual dos nossos filhos, e é sobre este assunto que continuaremos falando aqui no blog no decorrer da semana.
Durante a conversa, contamos com a presença do oftalmologista Dr. Samir Bechara que nos ajudou a esclarecer uma série de dúvidas sobre os mais diversos problemas que podem acometer a visão das crianças como, por exemplo, a ambliopia, a miopia, o astigmatismo, o estrabismo, a hipermetropia, a retinopatia da prematuridade, entre outros.
Falamos também sobre a importância do primeiro exame visual, o qual deve ser feito ainda na maternidade, nas primeiras 48 horas de vida. É o chamado TESTE DO OLHINHO ou TESTE DO REFLEXO VERMELHO, um exame indolor baseado no mesmo fenômeno que se observa quando se fotografa uma pessoa e a pupila fica vermelha. Porém, ao invés de se utilizar uma máquina fotográfica, se utiliza outro equipamento chamado oftalmoscópio direto. Este aparelho permite ao médico que realiza o exame observar um reflexo avermelhado na pupila, o que é considerado normal. Entretanto, na presença de doenças oculares (catarata, opacidades de córnea, retinoblastoma, etc), este reflexo apresenta-se comprometido ou inexistente (neste caso a criança deve ser encaminhada imediatamente para tratamento).
Infelizmente, no Brasil, na maioria dos serviços de neonatologia, os olhos dos recém-nascidos ainda não são adequadamente examinados. Para se ter uma idéia, somente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Paraná o teste do olhinho é obrigatório por lei. Esperamos que esta situação mude, afinal trata-se de uma questão de saúde pública! Para saber mais acesse: http://www.testedoolhinho.org.br/.
E aqui vai uma dica: Observe uma fotografia de seu filho. Se em vez do reflexo vermelho (normal) que fica nos olhos aparecer uma mancha branca ou alguma assimetria, procure um oftalmologista para descartar qualquer possibilidade de problema visual!
No próximo post falaremos mais a respeito de problemas visuais e sobre o trabalho de instituições como a Laramara, Instituto Benjamin Constant, Íris e Fundação Dorina.
Fiquem agora com o primeiro bloco do programa!

Um grande beijo e até mais!!!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Próximo programa: VISÃO



O Papo de Mãe deste domingo (13/06) é sobre Visão.

No mundo todo existem cerca de 400 mil crianças cegas, mas boa parte destes casos poderiam ser evitados se houvesse diagnóstico e tratamento precoce.

No estúdio, Mariana Kotscho e Roberta Manreza conversam com convidados sobre casos de miopia, astigmatismo, ambliopia e as dificuldades que podem surgir na fase de alfabetização por conta destes e outros problemas.

Na reportagem especial de Rosângela Santos, vamos conhecer o Instituto Laramara, que oferece tratamento gratuito para crianças e adolescentes com problemas de visão. Na “Vez do Pai”, Davi de Almeida conversa com um pai cego. E Pedrinho Tonelada, bate um papo com as pessoas nas ruas.

Papo de Mãe é um programa para quem vive as dores e as delícias da vida em família. Informal com Informação. E muita prestação de serviço. Neste domingo, 19 horas, na Tv Brasil.

Um grande beijo e até mais!!!





quarta-feira, 9 de junho de 2010

Tratamentos Alternativos

Olá!
No post anterior comentamos um pouco a respeito da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) do SUS, criada em 2006 e aprovada pela Portaria nº 971 do Ministério da Saúde.
Hoje, para dar continuidade ao assunto, falaremos um pouquinho sobre algumas das terapias incluídas no rol da PNPIC.

Acupuntura
A Acupuntura é uma tecnologia de intervenção em saúde que aborda de modo integral e dinâmico o processo saúde-doença no ser humano, podendo ser usada isolada ou de forma integrada com outros recursos terapêuticos. Originária da Medicina Tradicional Chinesa (MTC), a Acupuntura compreende um conjunto de procedimentos que permitem o estímulo preciso de locais anatômicos definidos por meio da inserção de agulhas filiformes metálicas para promoção, manutenção e recuperação da saúde, bem como para prevenção de agravos e doenças.
A OMS recomenda a Acupuntura aos seus Estados-membros, tendo produzido várias publicações sobre sua eficácia e segurança, capacitação de profissionais, bem como métodos de pesquisa e avaliação dos resultados terapêuticos das medicinas complementares e tradicionais. O consenso do National Institutes of Health dos Estados Unidos referendou a indicação da acupuntura, de forma isolada ou como coadjuvante, em várias doenças e agravos à saúde, tais como odontalgias pós-operatórias, náuseas e vômitos pós-quimioterapia ou cirurgia em adultos, dependências químicas, reabilitação após acidentes vasculares cerebrais, dismenorréia, cefaléia, epicondilite, fibromialgia, dor miofascial, osteoartrite, lombalgias, asma, entre outras.
No Brasil, a Acupuntura foi introduzida há cerca de 40 anos. Em 1988, por meio da Resolução Nº 5/88, da Ciplan, teve as suas normas fixadas para o atendimento nos serviços públicos de saúde. Vários conselhos de profissões da saúde regulamentadas reconhecem a Acupuntura como especialidade em nosso país, e os cursos de formação encontram-se disponíveis em diversas Unidades Federais. Em 1999, o Ministério da Saúde inseriu na tabela Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA/SUS) a consulta médica em Acupuntura (código 0701234), o que permitiu acompanhar a evolução das consultas por região e em todo País.

Homeopatia
A Homeopatia, sistema médico complexo de caráter holístico, baseada no princípio vitalista e no uso da lei dos semelhantes enunciada por Hipócrates no século IV a.C, foi desenvolvida por Samuel Hahnemann no século XVIII. No Brasil, a Homeopatia foi introduzida por Benoit Mure em 1840, tornando-se uma nova opção de tratamento. A partir da década de 80, alguns estados e municípios brasileiros começaram a oferecer o atendimento homeopático como especialidade médica aos usuários dos serviços públicos de saúde, porém como iniciativas isoladas e, às vezes, descontinuadas, por falta de uma política nacional.
Em 1988, pela Resolução nº 4/88, a Ciplan fixou normas para o atendimento em Homeopatia nos serviços públicos de saúde e, em 1999, o Ministério da Saúde inseriu na tabela SIA/SUS a consulta médica em Homeopatia.
A implementação da Homeopatia no SUS representa uma importante estratégia para a construção de um modelo de atenção centrado na saúde uma vez que:
• Recoloca o sujeito no centro do paradigma da atenção, compreendendo-o nas dimensões física, psicológica, social e cultural. Na homeopatia o adoecimento é a expressão da ruptura da harmonia dessas diferentes dimensões. Desta forma, essa concepção contribui para o fortalecimento da integralidade da atenção à saúde.
• Fortalece a relação médico-paciente como um dos elementos fundamentais da terapêutica, promovendo a humanização na atenção, estimulando o autocuidado e a autonomia do indivíduo.
• Atua em diversas situações clínicas do adoecimento como, por exemplo, nas doenças crônicas não-transmissíveis, nas doenças respiratórias e alérgicas, nos transtornos psicossomáticos reduzindo a demanda por intervenções hospitalares e emergenciais,
contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dos usuários.
• Contribui para o uso racional de medicamentos, podendo reduzir a fármaco-dependência.

Plantas Medicinais e Fitoterapia
A Fitoterapia é uma "terapêutica caracterizada pelo uso de plantas medicinais em suas diferentes formas farmacêuticas, sem a utilização de substâncias ativas isoladas, ainda que de origem vegetal". O uso de plantas medicinais na arte de curar é uma forma de tratamento de origens muito antigas, relacionada aos primórdios da medicina e fundamentada no acúmulo de informações por sucessivas gerações. Ao longo dos séculos, produtos de origem vegetal constituíram as bases para tratamento de diferentes doenças.
Desde a Declaração de Alma-Ata, em 1978, a OMS tem expressado a sua posição a respeito da necessidade de valorizar a utilização de plantas medicinais no âmbito sanitário, tendo em conta que 80% da população mundial utiliza estas plantas ou preparações destas no que se refere à atenção primária de saúde. Ao lado disso, destaca-se a participação dos países em desenvolvimento nesse processo, já que possuem 67% das espécies vegetais do mundo.
O Brasil possui grande potencial para o desenvolvimento dessa terapêutica, como a maior diversidade vegetal do mundo, ampla sociodiversidade, uso de plantas medicinais vinculado ao conhecimento tradicional e tecnologia para validar cientificamente este conhecimento. Além disto, o interesse popular e institucional vem crescendo no sentido de fortalecer a Fitoterapia no SUS.
Além destas, a PNPIC ainda contempla o Termalismo Social/Crenoterapia (uso de águas minerais para tratamentos de saúde) e a Medicina Antroposófica (abordagem médico-terapêutica complementar, de base vitalista, cujo modelo de atenção está organizado de maneira transdisciplinar, buscando a integralidade do cuidado em saúde). Para saber mais acessem:http://www.telessaudebrasil.org.br/

MAS ATENÇÃO!!!!
É preciso que fique claro que nem sempre as terapias alternativas são capazes de substituir os tratamentos da medicina convencional. Além disto, devem sempre ser receitadas, aplicadas e acompanhadas por um profissional devidamente capacitado, pois como qualquer tratamento, também possuem contra-indicações e podem trazer prejuízos à saúde.
E já que mencionamos a medicina tradicional,também conhecida como Alopatia, não poderíamos deixar de dizer que o Ministério da Saúde também conta com o Programa Farmácia Popular do Brasil, cujo objetivo é atingir uma parcela da população que, mesmo não buscando assistência no SUS, tem dificuldade em manter um tratamento médico pelo alto custo dos medicamentos.
O Programa atua sobre dois eixos de ação: as UNIDADES PRÓPRIAS, desenvolvidas em parceria com Municípios e Estados, e o SISTEMA DE COPAGAMENTO, desenvolvido em parceria com farmácias e drogarias privadas. As Unidades Próprias são operacionalizadas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que coordena a estruturação das unidades e executa a compra dos medicamentos, o abastecimento das unidades e a capacitação dos profissionais. Contam, atualmente, com um elenco de 108 medicamentos mais o preservativo masculino, os quais são dispensados pelo seu valor de custo representando uma redução de até 90% do valor comparando-se com farmácias e drogarias privadas. A única condição para a aquisição dos medicamentos disponíveis nas unidades, neste caso, é a apresentação de receita médica ou odontológica. Já no Sistema de Copagamento, o Governo paga uma parte do valor dos medicamentos e o cidadão paga o restante. O valor pago pelo Governo é fixo. Por esse motivo, o cidadão pode pagar menos para alguns medicamentos do que para outros, de acordo com a marca e o preço praticado pela farmácia. Mas, em geral, a população pode pagar até um décimo do preço de mercado do medicamento. Para ter acesso a essa economia, basta que a pessoa procure uma drogaria com a marca “Aqui tem Farmácia Popular” e apresente a receita médica acompanhada do seu CPF e documento com foto. Atualmente, o Sistema de Copagamento está trabalhando com medicamentos para hipertensão, diabetes e anticoncepcionais.
Por hoje é isto, pessoal. Para maiores informações acessem http://www.saude.gov.br/. Obrigada pela atenção, um grande beijo a todos e até logo mais!!!
Post: Clarissa Meyer

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Terapias alternativas ao alcance de todos

Olá!
Quem assistiu ao programa deste último domingo pode conferir que o papo estava muito interessante. Conversamos a respeito de métodos convencionais e não convencionais de tratamento (terapias alternativas).
O que muita gente não sabe é que, hoje em dia, é possível o acesso gratuito à medicina alternativa.  Isto mesmo.  Embora esta possibilidade não seja novidade, pois já era oferecida de maneira tímida pelo SUS, graças à Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), criada em 2006 e aprovada pela Portaria nº 971 do Ministério da Saúde, uma parcela muito maior da população pode hoje se beneficiar deste tipo de tratamento. Para se ter uma idéia, em 2000, foram realizadas 257.508 consultas em homeopatia. Já em 2007, foram 312.533.
O campo das Práticas Integrativas e Complementares contempla sistemas médicos complexos e recursos terapêuticos, os quais são também denominados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de medicina tradicional e complementar/alternativa (conforme WHO, 2002). Tais sistemas e recursos envolvem abordagens que buscam estimular os mecanismos naturais de prevenção de agravos e recuperação da saúde por meio de tecnologias eficazes e seguras, com ênfase na escuta acolhedora, no desenvolvimento do vínculo terapêutico e na integração do ser humano com o meio ambiente e a sociedade. Outros pontos compartilhados pelas diversas abordagens abrangidas nesse campo são a visão ampliada do processo saúde-doença e a promoção global do cuidado humano, especialmente do autocuidado. “Com a institucionalização das práticas não convencionais no SUS, muitos Estados e Municípios tiveram suas ações fortalecidas. A PNPIC prioriza a promoção da saúde e promove acesso da população a práticas antes restritas a área privada”, analisa Carmem De Simoni, coordenadora da PNPIC.
Além disso, em 2006, o Ministério da Saúde criou a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, que financiará seis novos medicamentos fitoterápicos neste ano. A partir de 2010, os postos de saúde poderão oferecer fármacos produzidos à base de alcachofra, aroeira, cáscara sagrada, garra do diabo, isoflavona da soja e unha de gato. Com isso, o número de fitoterápicos financiados pelo SUS passa de dois (espinheira santa e guaco) para oito. Os novos produtos – preparados a partir de plantas medicinais – são indicados para o tratamento de problemas como prisão de ventre, inflamações, artrite reumatóide e sintomas do climatério.  Para saber mais sobre os novos fitoterápicos, clique aqui.

Por enquanto é isto. No decorrer da semana ainda falaremos um pouco mais sobre tratamentos alternativos. Não deixem de visitar o nosso blog!!!!
Votem também no http://www.papodemae.com.br/ para o prêmio TOPBLOG clicando aqui. 
Um grande beijo e até mais!!!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Próximo programa: Alopatia, Homeopatia e Tratamentos Alternativos



No PAPO DE MÃE deste domingo (06/06) o assunto é Homeopatia, Alopatia e Tratamentos Alternativos.

No estúdio, Mariana Kotscho e Roberta Manreza recebem especialistas como a pediatra Dra. Ângela Cristina Donda, o pediatra homeopata Dr. Ariovaldo Ribeiro Filho e o farmacêutico Dr. Ely Eduardo Saranz Camargo, além de mães e filhos com diferentes experiências para contar.

Vamos falar ainda sobre fitoterapia, vacinação e  muito mais! Na reportagem especial de Rosângela Santos, um grupo de pacientes da periferia de São Paulo que faz tratamento gratuito com remédios homeopáticos.

PAPO DE MÃE - um programa para quem vive as dores e as delícias de vida em família. Informal com informação. E muita prestação de serviço. Neste domingo, 19 horas, na TV Brasil!

Até +!!!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Pitaco de Mãe - por Clarissa Meyer

Bem, meu filho ainda é criança, tem  só 4 anos. Por isso, ainda não posso falar sobre como é ser mãe de um adolescente. Mas posso contar para vocês um pouquinho da minha própria experiência...
Na verdade, não lembro exatamente quando começou a minha fase de transição ou pré-adolescência. Creio que foi aos 11, 12 anos, como a maioria das meninas da minha época. Mas lembro exatamente do auge da minha adolescência – dos 15 aos 17 anos -, quando me tornei uma legítima “aborrecente”.
Tenho pena dos meus pais só de lembrar dessa época... Apesar de nunca ter me metido em grandes encrencas, eu me lembro muito  bem do meu “jeito insuportável de ser”: mal humorada e descontente com tudo e com todos.
É estranho, pois hoje sou uma pessoa completamente diferente. Quem me conhece jamais poderia imaginar que fui uma adolescente rebelde, que furou as orelhas no banheiro de casa com ajuda de uma pedra de gelo e um brinco velho, que aos 16 anos pegou sozinha um ônibus Porto Alegre – São Paulo (sem conhecer a cidade) para assistir a um show de rock, e que pensou em largar a escola porque estava “de saco cheio de viver”...
Hoje, eu tenho vontade de rir, mas lembro que, na época, tudo era muito sério para mim. Sempre fui uma menina estudiosa, responsável, mas quando cheguei na adolescência, mudei completamente. Lembro da minha mãe me levando em psicólogos e centros espíritas para tentar acalmar a “fera” que existia dentro de mim...
Que coisa louca, não? Mas o mais interessante é que num piscar de olhos tudo mudou. Aos 18 anos eu já estava com outra cabeça, cursando faculdade, trabalhando e namorando firme...
É difícil dar conselhos porque a gente sabe que a adolescência é uma fase realmente conturbada: cheia de mudanças, incertezas, medos e cobranças. E que muitos jovens ficam realmente perdidos. Por outro lado, acredito que algumas atitudes – tanto por parte dos pais como dos filhos – podem tornar esta passagem da vida menos conflitante.
Em primeiro lugar, o diálogo é fundamental. Filhos que não têm abertura dentro de casa para conversar vão procurar fora outras formas de saciar a necessidade de informação.  Não estou defendendo aqui a proibição das amizades, longe de mim (quem assistiu ao programa viu quando o Dr. Içami Tiba ressaltou a importância dos adolescentes conviverem com pessoas da mesma idade), mas estou falando em manter, no ambiente familiar, uma condição favorável para que o adolescente se sinta à vontade para conversar sobre todos os assuntos que lhe dizem respeito.
Uma outra dica, que ficou muito clara durante o papo no programa, é a necessidade de preparamos nossos filhos desde cedo, ainda crianças,  atribuindo-lhes responsabilidades de acordo com a faixa etária e a capacidade de cada um. Assim, desde pequenos, devemos mostrar a importância de guardar os brinquedos, de manter o quarto e as roupas em ordem, de fazer a lição da escola, e por aí vai... 
Particularmente, eu acho bacana que o jovem (pelos 18, 19 anos), paralelamente aos estudos, comece a trabalhar. Acredito que este tipo de experiência contribua muito para o seu desenvolvimento e amadurecimento. Falo por experiência própria e por conhecer muitas pessoas que se deram bem indo por este caminho - seja por opção, incentivo dos pais ou por necessidade mesmo.
Enfim, não é fácil ser adolescente, nem pai ou mãe de adolescente. Tudo que se fala na teoria nem sempre na prática é aplicável. Contudo, acho que temos que ter em mente que, acima de qualquer coisa,  esta é uma fase de transição e aprendizado (para uns mais complicada, para outros nem tanto...), e que passa – como tudo na vida! Acredito que o segredo é termos boa vontade, respeito e paciência para tentarmos entender  e atender nossos filhos nas suas necessidades, mas na medida da nossa capacidade. Afinal de contas, a gente faz o melhor que pode, não é verdade? 
Por Clarissa Meyer

DICA DE HOJE:
Semana Cinematerna
Filme: Sex and the City 2 
Clique aqui para conferir a programação da sua cidade.