Aos domingos, 15h30
Reprise aos sábados, 11 horas
Na TV Brasil

terça-feira, 31 de maio de 2011

NOTAS DO PROGRAMA SOBRE DOENÇAS RARAS

• Dia 29 de fevereiro é o dia mundial das doenças raras. Mas como o dia 29 só existe em anos bissextos, as comemorações se dão também no dia 28 de fevereiro.
• Existem mais de 7 mil tipos de doenças raras catalogadas e a estimativa é que elas atinjam de 6% a 8% da população mundial.
• 80% das vítimas de síndromes raras têm origem genética, mas também existem doenças raras de origem infecciosa e alérgica. A maioria das doenças raras são graves, incuráveis, crônicas, frequentemente degenerativas e progressivas.
• 75% das doenças raras atingem crianças. A maioria leva anos para chegar ao diagnóstico correto. 50% são diagnosticados tardiamente.
• Menos de 10% das síndromes raras contam com tratamentos específicos. Segundo a Sociedade Brasileira de Genética Médica, a anemia falciforme, a distrofia muscular e o autismo são os tipos de doenças raras que mais atingem os brasileiros.
• A Portaria que institui a Política Nacional de Atenção Integral em Genética Clínica no Sistema Único de Saúde, assinada em 2009, não foi colocada em prática. O projeto melhoraria a assistência a pacientes com doenças raras. Segundo o Ministério da Saúde, hoje, o governo oferece 149 medicamentos para o tratamento de 79 síndromes raras.
• O Manifesto pela Vida é um movimento pela regulamentação do Projeto de Genética Médica (Política Nacional de Atenção Integral em Genética Clínica). Somente depois de sua regulamentação, ele permitirá que pessoas com doenças genéticas e raras tenham acesso pela rede pública de saúde a aconselhamento genético, exames de diagnóstico e tratamento, além da criação de centros de referência para tratamento em todas as regiões do país. Para assinar o manifesto acesse: http://www.manifestopelavida.com.br/
• O trabalho dos médicos geneticistas é fundamental para o avanço das pesquisas. Entretanto, atualmente, no Brasil, eles são em menos de 200. Cerca de 85% estão concentrados nas regiões sul e sudeste. Estima-se que a fila de espera para passar em consulta com um médico geneticista possa chegar a um ano, em média.
• A Orphanet é um portal de referência para informação sobre doenças raras e medicamentos. O site disponibiliza um inventário de síndromes raras e informação para mais de 6 mil doenças. A Orphanet é liderada por um consórcio de cerca de 40 países e o endereçoeletrônico é o http://www.orpha.net/.
Fonte: Programa Papo de Mãe exibido em 29.05.2011
***
DICA DE LEITURA
BERLENDIS & VERTECCHIA EDITORES TRAZ AS PERIPÉCIAS DO MUNDO ANIMAL PARA OS LIVROS

Chega às Livrarias a obra ’Auau miau piu-piu’, ganhadora dos prêmios Sorciéres e Pitchou na França
A obra retrata de forma lúdica e divertida o comportamento, as ações, forma de agir e os lugares preferidos dos cachorros, gatos e passarinhos, além das peripécias diárias de cada um. Com cores vibrantes, traços precisos e criativos e indicações das sonoridades emitidas pelos animais, o livro ‘Auau miau piu-piu’ propicia a aprendizagem do pequeno leitor, que além de se divertir com a animada história irá conhecer de forma descontraída um pouco mais do mundo animal.
Sobre a autora: Cécile Boyer nasceu em Paris em 1981. É designer gráfica e ilustradora e sempre trabalhou com atividades ligadas ao mundo da infância: cenografia, fotografia, design têxtil e gráfico. Auau miau piu-piu é seu primeiro livro como autora. A obra venceu os prêmios Sorciéres e Pitchou (França) e obteve Menções Honrosas ao posto de ‘Opera Prima’ na Feira Internacional do Livro Infantil de Bolonha de 2010.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

INSTITUTO CANGURU & MANIFESTO PELA VIDA

Olá, pessoal!!!
Gostaríamos de agradecer pela audiência do Papo de Mãe de ontem que tratou do tema Doenças Raras e pela participação de todos no chat aqui no blog logo após a exibição do programa. Foi muito legal!!!
Quem acompanhou o programa, viu que contamos com a presença de especialistas representantes do Instituto Canguru - Grupo de Apoio a Erros Inatos do Metabolismo e Doenças Raras -, entidade sem fins lucrativos que desenvolve um trabalho muito importante junto a pacientes, familiares, profissionais da saúde e público em geral, difundindo conhecimentos e propondo ações que facilitem o acesso dos pacientes à informação, aos diagnósticos e aos tratamentos necessários. O trabalho do instituto inclui ainda orientação jurídica e o desenvolvimento de políticas públicas visando o benefício dos pacientes.
Atualmente, o Instituto Canguru está engajado em conseguir assinaturas em prol do Manifesto pela Vida. Trata-se de um movimento pela regulamentação do Projeto de Genética Médica (Política Nacional de Atenção Integral em Genética Clínica), que foi publicado no diário oficial em janeiro de 2009 e até hoje não foi regulamentado.
A regulamentação deste projeto é essencial porque somente depois dela será possível que pessoas com doenças genéticas e raras tenham acesso pela rede pública de saúde a aconselhamento genético, exames de diagnóstico e tratamento, além da criação de centros de referência para tratamento em todas as regiões do país. Regulamentar significa publicar diretrizes que especifiquem o que deve ser feito em cada caso, daí a importância.
Para assinar o Manifesto pela Vida é muito fácil. Basta clicar aqui ou ir até a página http://www.manifestopelavida.com.br/ e preencher seu nome e demais dados. Vocês podem ajudar compartilhando o link pelo facebook, orkut e twitter através da própria página do movimento. E para entrar em contato com o Instituto Canguru, que tem sede em São Paulo e parcerias em várias cidades brasileiras, basta acessar o site http://www.institutocanguru.org.br/.
Por hoje é isto, gente. Mas continuem ligados aqui no blog que no decorrer da semana falaremos mais a respeito de doenças raras, inclusive sobre cada uma delas que abordamos no programa. Sigam o blog Papo de Mãe para ficarem por dentro das nossas novidades. Também estamos no twitter (@papodemae), facebook, orkut e rede mulher&mãe. E para entrar em contato com a nossa equipe, enviar relatos ou perguntas aos especialistas que colaboram com o nosso programa, escrevam para papodemae@papodemae.com.br. Obrigada a todos e até amanhã!!!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

DOENÇAS RARAS É O TEMA DESTE DOMINGO

Neste domingo no Papo de Mãe vamos conversar sobre doenças raras. Vamos conhecer alguns casos de difícil diagnóstico e conversar sobre as dificuldades e angústias de pais e pacientes nesta situação.
No estúdio, Mariana Kotscho e Roberta Manreza recebem convidados que vão compartilhar experiências. Casos como a Síndrome de Angelman, Hemimelia fibular, Síndrome de Gaucher, entre outras doenças, serão alguns dos temas abordados.
Para nos ajudar nesta conversa, teremos a presença da Dra. Cecília Micheletti, médica pediatra e delegada brasileira da Fundação GEISER (Grupo de Enlace, Investigación y Soporte de Enfermedades Raras de Latino América), da advogada Dra Cristiane Cordeiro Von Ellenrieder, presidente do Instituto Canguru – Grupo de Apoio a Erros Inatos do Metabolismo e Doenças Raras, da Dra Daniella Neves, ortopedista pediátrica da AACD – SP, e do Dr. Miguel Akkari, chefe do Grupo de Ortopedia Pediátrica da Santa Casa-SP.
Após o programa, converse com a gente pelo chat no blog até às 21 horas. Durante a semana, acompanhe as nossas postagens sobre o tema. Siga o programa pelo Twitter (@papodemae), pelo Facebook, pela Rede Mulher & Mãe e pelo Orkut. Assine o nosso Feed para receber as nossas atualizações e torne-se nosso seguidor. E para entrar em contato com a nossa equipe escreva para papodemae@papodemae.com.br.
Papo de Mãe é um programa imperdível para quem vive as dores e as delícias da vida em família. Informal com informação. Emocionante. Interativo. E com muita prestação de serviço. Neste domingo, 29/05, às 7 da noite, na Tv Brasil.






quinta-feira, 26 de maio de 2011

Vaidade Infantil - por Paula Belmino

Olhem só que legal, gente! 
A Paula Belmino - mãe daquela princesa chamada Alice, que apareceu na reportagem da Mariana Verdelho no programa deste último domingo -, escreveu esta bela poesia para homenagear nosso programa sobre VAIDADE. Obviamente, não poderíamos deixar de retribuir todo este carinho, pois a Paula, além de telespectadora assídua, nos ajuda muito a divulgar o programa. Por isto, em agradecimento, gostaríamos de compartilhar com vocês o que ela escreveu.  
Vaidade Infantil
Por Paula Belmino
Menina bonita Deus te pintou
De uma cor dourada
Da estrela mais linda ele te criou
Enfeitada de ouro celeste
Meiguice de anjo ele te presenteou
Adornada de amor.
Menina bonita
Não precisa esmalte e nem batom
Tua boca vermelha se ilumina
Quando um sorriso se faz esplendor.
Tuas mãos macias tocadas pela mão do criador
É criança inocente
É de Deus presente
Beleza e cor.
Menina bonita
Tu fostes desenhada em uma noite de lua
Teus cabelos encaracolados
Nas ondas do mar se criou.
Teu corpo infantil
Pureza do céu
Pés que trilham o caminho da paz
Não precisam de salto, pois és o templo de Deus.
Deixa que tua mocidade
Que tua juventude se achegue ao tempo oportuno
Pois agora tu és criança
Linda esperança
E adorno do mundo
Não precisa de enfeites
Não precisas de tintas e pinturas
Pois tu oh! Linda criança
És o espelho de Deus!
Acreditamos que foi inspirada na filha que a Paula escreveu estas belas palavras. Também, não é para menos, a Alice é um doce, e a Paula, mãe coruja assumidíssima! Mas é importante esclarecer que a Alice faz trabalhos como modelo porque gosta, não por imposição. Em nenhum momento a mãe permite que estes trabalhos prejudiquem a escola e os momentos de lazer da filha. A propósito, relembrem a participação da Alice no Papo de Mãe! 
***
DICA DE LEITURA
Editora Lua de Papel lança “Vamos ter um bebê”, um guia prático para pais de primeira viagem, ou não.
Livro desvenda todas as dúvidas e curiosidades dos pais, desde a decisão de ter um filho até o primeiro mês de vida do novo morador



quarta-feira, 25 de maio de 2011

VOTE NO PAPO DE MÃE PARA O TOPBLOG 2011!!!

Oi pessoal!
O nosso blog está participando novamente do Prêmio TopBlog! No ano passado, ficamos em terceiro lugar como blog mais votado pelo público na categoria Comunicação. Este ano, estamos novamente concorrendo pela mesma categoria e queremos muito pedir ajuda de vocês!
Para votar é muito fácil. Basta clicar no selo do concurso (logo abaixo ou na coluna da direita no topo do blog) e no botão “votar” na página do topblog. Depois, selecione a opção “e-mail” para preencher seus dados e “twitter” para recomendar o blog aos amigos caso você tenha uma conta. O voto só será computado depois de você validá-lo pelo link que irá receber em seu e-mail. As votações serão feitas em 2 turnos. Este primeiro turno vai até 11/10/2011.
Contamos com o apoio de vocês. Votem! Votem mesmo!! E recomendem aos amigos!!! Muito obrigada!!!




DICAS DE HOJE
Cia das Mães

Confira ainda no  www.ciadasmaes.com.br os lindos modelitos de festa junina que a Cia das Mães reuniu para vestirmos nossos filhotes!!!
***
Encontro Barriga Crescente

***
Programação CineMaterna

Curitiba, Porto Alegre, Recife, Fortaleza, São Paulo e Rio de Janeiro

Curitiba, 26/05, Quinta, Os agentes do destino - CineMaterna no Unibanco Arteplex Shopping Crystal - Horário: 13h30 - Preço: R$ 8 (inteira), R$ 4 (meia) Sala: 4
Porto Alegre, 26/05, Quinta, O noivo da minha melhor amiga - CineMaterna no Unibanco Arteplex Bourbon Country - Horário: 13h30 - Preço: R$ 12 (inteira), R$ 6 (meia) - Sala: 4
Recife, 26/05, Quinta, O noivo da minha melhor amiga - CineMaterna no Multiplex UCI Ribeiro Shopping Recife - Horário: 13h30 - Preço: R$ 14 (inteira), R$ 7 (meia)- Sala: 4
Fortaleza, 26/05, Quinta, O noivo da minha melhor amiga - CineMaterna no Multiplex UCI Ribeiro Iguatemi Fortaleza - Horário: 13h30 - Preço: R$15 (inteira) R$ 7,50 (meia) Sala 5
São Paulo, 26/05, Quinta, O noivo da minha melhor amiga -  CineMaterna na Cinemark Market Place - Horário: 14h - Preço: R$ 15 (inteira), R$ 7,50 (meia) Sala: 5
Rio de Janeiro, 26/05, Quinta, O noivo da minha melhor amiga - CineMaterna no Kinoplex Fashion Mall - Horário: 14h - Preço: R$ 19 (inteira), R$ 9,50 (meia) - Sala: 4
São Paulo, 26/05, Quinta, O noivo da minha melhor amiga - CineMaterna na UCI Anália Franco - Horário: 13h45 - Preço: R$ 11 (inteira), R$ 5,50 (meia) - Sala: 4
Mais informações: http://www.cinematerna.org.br/

terça-feira, 24 de maio de 2011

VAIDADE INFANTIL - entrevista com pediatra Dr. José Luiz Setúbal

Pessoal, para dar prosseguimento ao papo sobre VAIDADE INFANTIL, segue agora para vocês a íntegra da entrevista que Rosangela Santos fez com o pediatra Dr. José Luiz Setubal, do Hospital Infantil Sabará - São Paulo/SP.
ROSANGELA - Dr. Luiz, o senhor diria que as crianças de hoje estão ficando vaidosas mais cedo?
DR. J.LUIZ- Com certeza. Eu acho que é um fenômeno cultural. As crianças estão sendo expostas a uma mídia que exalta a beleza, o corpo perfeito, e acho que isso acaba influenciando também, para elas, a busca desse sonho, desse objeto de desejo que seria ser bonita, ser uma Gisele Bündchen.
ROSANGELA – O senhor se depara com essa situação no seu consultório, de crianças que chegam e falam, "ah, eu estou gordinha"? Pequenas ainda?
DR. J.LUIZ – Sim. As crianças pequenas menos, mas a partir dos 9, 10 anos, no início da puberdade, a maioria das meninas já tem essa preocupação. Os meninos um pouco mais tarde e não tanto com a parte de estar magro, ou estar gordo, mas de ser fortinho, ser sarado, essas coisas que fazem parte do ideal de beleza masculina de hoje.
ROSANGELA- Isso preocupa os pais também?
DR. J.LUIZ – No caso dos meninos, preocupa muito porque, normalmente, eles associam a ida a uma academia ao uso de um hormônio que a mídia mostra também. Isso é um perigo. Agora, no caso das meninas, eu sinto que é um estímulo das mães, principalmente, para que elas sejam magrinhas, sejam bonitas e sejam vaidosas.
ROSANGELA - O senhor acha que é mais uma preocupação com a saúde da criança ou também com a vaidade?
DR. J.LUIZ – Eu acho que a saúde não é pensada. É muito mais do ponto de vista da vaidade. Da beleza como um objeto de desejo. Não como um objeto de saúde.
ROSANGELA - Crianças com 6,7, 8 anos, meninas, principalmente, elas podem usar maquiagem? Isso pode trazer algum problema clínico para essas crianças?
DR. J.LUIZ – Eu diria que não é aconselhável. Agora,  se for usar uma maquiagem, é melhor usar uma maquiagem feita para criança. Mas tenha consciência que você está expondo a criança a substâncias químicas, a produtos que podem levar a uma alergia, à intolerância, a um problema de pele. E isso vale para maquiagem, para o batom, para o esmalte. São substâncias químicas fortes. Mesmo que elas sejam para o uso infantil, ou hipoalergênicas, elas podem causar danos. Temos sempre que pensar que a criança não é um pequeno adulto. Ela tem um metabolismo diferente, a pele tem uma absorção diferente, muito mais sensível. É mais fácil uma criança adquirir uma intolerância, uma alergia a uma substância química do que um adulto.
ROSANGELA - Nessa mesma linha estão as mechas, os cabelos pintados, as escovas progressivas que, normalmente, crianças de 8, 9, 10 anos fazem?
DR. J.LUIZ – Com certeza. Porque ela vai estar exposta a substâncias químicas para conseguir esse efeito.
ROSANGELA - E o tal do saltinho, Dr. José Luiz, que as meninas pedem?
DR. J.LUIZ – Este é um outro problema. Criança, como ela tem muita energia, ela está sempre brincando, pulando, sempre em atividade física. Um sapato com saltinho não é a melhor opção para a atividade física. Então ela está mais sujeita a uma torção, a problemas ósseos e musculares do que uma criança que está com um tênis, um sapato adequado, ou mesmo descalça, para uma brincadeira ou qualquer atividade física maior.
ROSANGELA - Esse saltinho seria liberado a partir de que idade, em função do crescimento?
DR. J.LUIZ – O salto nunca. Para nenhuma idade. Porque você está forçando uma postura diferente. Mas no caso de uma menina, ela vai ter 90% do crescimento dela até uns 15 anos. Aí estaria mais fácil de usar. Evidentemente que um uso eventual numa festa, uma festa de 15 anos, ou um casamento, uma coisa mais formal, eu não veria como um problema para uma adolescente. Para uma criança menor eu não recomendaria jamais.
ROSANGELA - Roupas apertadas podem fazer mal à criança?
DR. J.LUIZ – Do ponto de vista médico, não. Aí entra a parte psíquica, emocional. Existe uma erotização, uma sensualização da criança muito precoce nos dias de hoje e isso pode provocar alterações do ponto de vista emocional. É um fenômeno muito recente que tem poucos estudos sobre o que acontece com essa criança. Então, é uma coisa que a gente vai ver no futuro...
ROSANGELA - Excesso de vaidade aos, 6, 7 anos, por exemplo, pode antecipar de alguma maneira a puberdade?
DR. J.LUIZ – A puberdade é um fenômeno físico. São alterações hormonais que vão ocorrer na menina por volta dos 8, 9 anos. Isso está mais ligado a uma carga genética, ao peso da criança, do que a fatores externos como a roupa que ela usa ou se usa maquiagem. Isso só vai afetar o desenvolvimento emocional dela, não o físico.
ROSANGELA – Essa revolução hormonal, ela não pode ter nenhuma mudança, não pode sofrer nenhuma consequência se a criança for exposta de uma maneira excessiva a uma “sensualidade” cada vez mais precoce, a estímulos na internet ou na própria mídia, na televisão? Isso não tem relação? Isso é mito?
DR. J.LUIZ - É mito. Não tem. Ela está muito relacionada com a genética e com o peso da criança. Quando a criança atinge determinado peso existe uma ligação, vamos dizer assim, no cérebro dela que diz “olha, está na hora de começar a produzir hormônio feminino”. E ela vai entrar na puberdade. No caso da menina, no fim da puberdade, quando ela menstrua, vai coincidir com a adolescência. No menino a puberdade vai coincidir com a adolescência por volta dos 12 anos.
ROSANGELA - Essa idade da menina é variável de acordo com a genética?
DR. J.LUIZ – No Brasil, o início da puberdade nas meninas é em média por volta dos 9 anos. Aos 7 anos, menino e menina são muito semelhantes fisicamente. Com o início da produção do hormônio feminino, a primeira coisa que vai alterar na menina é a pelificação e o crescimento do broto mamário. Então, uma menina de 9 para 10 anos já vai começar a apresentar um esboço de uma mama. Mas isso junto com uma erotização precoce pode ter consequência.
ROSANGELA - Que cuidados as mães devem ter com as crianças nessa faixa etária? Como as mães podem ajudar as crianças?
DR. J.LUIZ – Eu acho que o jeito mais fácil de ajudar é tratar a criança como uma criança. A infância, hoje em dia, está menor porque as crianças querem logo se transformar num adolescente, e a adolescência é uma fase que está aumentando. Eles demoram mais para sair de casa, demoram mais para serem autônomos. Existem estudos no mundo que mostram que a adolescência, hoje, passou dos 23, 24 anos... E a infância está diminuindo. Então, eu acho que o melhor seria estimular a criança a ser criança. A ter brincadeiras de criança, atividades de criança, se vestir de uma maneira mais infantil. Não como um pequeno adulto.
ROSANGELA - De uma maneira geral, o pai e a mãe tem o mesmo comportamento frente à vaidade das crianças?
DR. J.LUIZ – Na minha prática médica, muitas vezes, eu vejo que a mãe estimula mais essa questão da beleza, da vaidade, e o pai bloqueia um pouco. Ele dá um breque, muitas vezes, ele é um crítico da situação. Ele acha bonitinho, mas não quer transformar a filha numa modelo, numa coisa mais sensualizada.

DICA DE HOJE
Matéria sobre concurso de beleza infantil publicada na Revista Crescer.
Miss Brasil Infantil 2010: beleza e limites
Maquiagem, competição pela roupa mais bonita, deixar de brincar para não se sujar... O que é exagero e o que é fantasia na relação da criança com a beleza? CRESCER acompanhou o concurso Miss Brasil Infantil, ouviu histórias e especialistas para discutir o tema.
Clique aqui e tenha acesso direto ao site.
****

E você que perdeu o programa do domingo, pode conferí-lo aqui:

Vaidade - Parte 1 por papodemae

Parte 2
Parte 3

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Artigo sobre vaidade infantil + dica de hoje

Vaidade Infantil: um perigo à saúde dos pequenos ou um exercício saudável ao desenvolvimento das crianças?
Por Larissa Fonseca*
Quem nunca se deparou com uma pequena menina tentando se equilibrar nos saltos da mãe e com o rosto todo borrado de maquiagem sentindo-se a “princesa” mais bela de todos os tempos. Ou então um menino se olhando no espelho checando se seus músculos então iguais aos do pai e enchendo seu rosto com pasta de dente dizendo que está “fazendo a barba” para deixar o rosto lisinho?
Esses são apenas exemplos de algumas das situações que mostram interesses naturais das crianças em imitar e “experimentar o universo adulto”. Apesar de muitas discussões a respeito da vaidade infantil, é fato que ela é útil e saudável. O perigo está no exagero!
Maquiagem e acessórios são parte do universo das crianças, assim como a boneca (como sua bebê), os carrinhos, o relógio, e todos os itens lúdicos que representam o universo no qual as crianças vivem e permitem que ela explore situações da vida adulta, sem realmente estarem nessa fase da vida.
Assim, para entender melhor e diferenciar as situações em que a vaidade da criança está aparecendo mais como um estímulo à sua sexualidade do que propriamente um exercício útil ao desenvolvimento, é importante atentar-se para algumas questões.
Imitar adultos e procurar identificação com esse universo do qual ainda não fazem parte é uma brincadeira saudável e faz parte da infância. O problema aparece quando esse brincar construtivo dá lugar a um culto à beleza e aparência que, não só limitam as vivências das crianças como também impedem que ela realize atividades fundamentais para o seu desenvolvimento físico e motor saudáveis.
Se a criança para de brincar porque está preocupada em sujar ou amassar a roupa, se ela deixa de sair e se divertir para ficar se arrumando e cultuando sua aparência, se no dia a dia, suas conversas e assuntos giram em torno de sua aparência ou aparência dos outros ao invés de interessar-se por assuntos diversos principalmente os do universo infantil, se ela para de se relacionar e trata com desprezo e desrespeito àquele que julga feito, gordo ou fora de seu padrão de aceitação, se sua alimentação passa a ser mais restrita, excluindo determinados alimentos comuns à outras crianças, demonstrando demasiada preocupação com sua alimentação e as conseqüências da mesma para a sua aparência (pele, cabelo, peso, celulite, etc), está na hora de prestar atenção e intervir!
Muitos pais gostam de ver seus filhos imitando-os, acha graça das filhas quererem usar saltos, maquiagens, perfume como o do pai, enfim. Mas deve existir um limite entre usar os vestidos e saltos da mamãe em uma brincadeira e só sair de casa, até mesmo para brincar usando sapatinho de salto! São inúmeros os problemas que esse tipo de preocupação e comportamento podem causar nas crianças.
É comprovado que o uso de salto alto em crianças é prejudicial para formação saudável da sua estrutura óssea, podendo gerar dores e problemas de equilíbrio, postura e coluna. Usar maquiagens, esmaltes, perfumes, xampu, cremes e demais produtos de beleza adultos também não é recomendado dado que a pele da criança é mais fina e possui outras características. Assim, esses produtos inadequados podem provocar desde reações simples como irritações e alergias leves até cegueira em alguns casos mais graves.
E as consequências negativas para esse exagero não param por ai. As conseqüências negativas no campo emocional também aparecem. Uma criança que cresce agindo e pensando como adulto não se sente à vontade com sua própria idade e tem dificuldades em aproveitar sua infância, se identificar com seus grupos e a descobrir o mundo pois está sempre sentindo-se em desacordo com sua idade. E a criança sofre muito com isso.
E a alimentação saudável das crianças também acaba dando lugar a outro tipo de situação prejudicial à saúde dos pequenos. Muitas crianças dizem que não vão comer porque estão insatisfeitas com seu corpo e têm medo de engordar. É fundamental que elas sejam instruídas e tenham a consciência de que não é o fato de se alimentar que vai fazê-la engordar ou emagrecer, e sim o que e quanto ela ingere. Ela deve estar interessada no fato do alimento fazer bem ou mal para sua saúde e não se ele engorda ou emagrece!
E quando a vaidade infantil representa um comportamento positivo?
Ser vaidoso é algo positivo quando está relacionado ao cuidado e bem estar. A vaidade da criança deve ser direcionada para o auto cuidado e isso significa mostrar a ela que o importante é manter sua higiene e cuidados com sua saúde física, mental e bem estar e não as roupas que vai usar.
Afinal, de nada adianta usar roupas de marcas famosas, maquiagens e cremes caríssimos ou comprar os sapatos da moda, se não se toma banho, não cuida da higiene bucal, assiduidade das unhas, limpeza dos cabelos, cuidados com os órgãos vitais e saúde do corpo, enfim.
É importante passar para as crianças valores como: não adianta ser bonita se levar uma vida fútil, de nada adianta ter um corpo esguio se a saúde está deteriorada e a cabeça está vazia e, principalmente, ser admirada pelos outros estando infeliz consigo mesma só trará insatisfação e tristeza.
A criança deve ter prazer em se cuidar e não ser escrava de sua aparência para sentir-se aceita, amada e respeitada. A vaidade é algo positivo quando trata-se de uma brincadeira na qual as crianças estão apenas buscando referências de figuras femininas e masculinas de modo lúdico e inofensivo e têm limites construtivos impostos pelos pais.
Com isso, ao invés de simplesmente proibir determinados comportamentos das crianças, os pais devem oferecer opções adequadas para a criança. Se a criança quiser usar uma roupa inadequada, explique o por que de sua reprovação e mostre a ela outras duas opções de roupas lindas e apropriadas para que ela ainda sinta-se com liberdade para escolher, porém diante de uma adequação que os pais julgam correta, elogiando muito a criança para que ela sinta-se bem e valorizada.
E qual o papel dos pais nesse processo?
Os pais são os responsáveis pela integridade da criança e devem ter firmeza com amor e respeito para instruí-la, guiá-la e educá-la. Fique atento para não exagerar reprimindo as manifestações de feminilidade ou masculinidade, fazendo com que a criança sinta-se culpada por cultivar qualquer hábito ligado à vaidade.
Lembre-se de que cultivar a saúde é positivo e deve ser incentivado nas crianças! Como primeiras referências de uma criança, os pais devem dar o exemplo e ficar atentos com exageros em relação à sua própria vaidade.
Procure diferenciar uma brincadeira de faz de conta como vestir-se como os pais em casa e querer sair de casa para ir aos lugares todos os dias sempre impecavelmente arrumado. A criança deve brincar de ser adulto e não viver como um!
Observe atentamente e diariamente o comportamento de seus filhos, sempre dialogando, intervindo quando julgar relevante e mostrando quais são as coisas mais importantes que devem valorizar, como a saúde ao invés da beleza física e a aceitação de como são.
A vaidade excessiva na infância contribui para que as crianças deixem de viver etapas fundamentais de seu desenvolvimento e crescimento comprometendo aspectos sociais, emocionais, físicos e escolares.
Os maiores prejuízos são causados pela limitação ou ausência das vivências infantis, das brincadeiras e atividades que explorem seu desenvolvimento psicomotor, como correr, pular, subir em árvores, andar de bicicleta, mexer com tinta, se sujar, enfim.
Assim, valorizar e criar tempos e espaços para as crianças serem crianças é proporcionar uma educação saudável e construtiva para formar um adulto seguro, feliz, crítico e saudável.
*Larissa Fonseca é pedagoga, pós-graduada em Educação Infantil e Psicopedagogia,   especialista no Universo do Brincar pelo Centro de Estudos Filosóficos Palas Athena e em Psicanálise e Educação pelo Instituto de Psicologia da USP. Participou como especialista convidada do programa Papo de Mãe sobre VAIDADE INFANTIL exibido em 22.05.2011. Contato e informações: http://www.larissafonseca.com.br/.
***
DICA DE HOJE
Reuniões do Grupo MadreSer
A gravidez, embora seja um fenômeno natural e comum em nossa sociedade, ainda é vivenciada com muitas dúvidas. Mesmo que programada e desejada, quando confirmada, gera insegurança, medo e ansiedade.
Pensando em auxiliar a mulher a vivenciar da maneira mais positiva esse período, foi criado em Sumaré o Grupo MadreSer!
O MadreSer tem como objetivo principal dar apoio, suporte e informação baseada em evidências científicas a toda e qualquer mulher interessada em maternar ativamente. Nossa equipe acredita no protagonismo feminino durante o processo de gestação, parto e pós-parto, assim como na importância da informação de qualidade no processo de amadurecimento dessa mulher como gestante, mãe, mulher ativa.
Nossos encontros são mediados por uma equipe multiprofissional especializada atenta aos temas relacionados a esse período, ajudando assim amenizar as ansiedades naturais do processo e fornecendo respostas às questões que assombram as gestantes e casais grávidos. Discutimos os direitos da gestante, pré-natal, parto, pós-parto, a escolha do hospital, sexualidade, alimentação, exercícios físicos, preparo para a amamentação entre outros temas, conduzindo a uma experiência gestacional e de parto bem positiva, com queda significativa na depressão puerperal e grande sucesso na amamentação.
Se você se preocupa com sua gestação e seu bebê, participe de nossos encontros!!!
O Grupo Madreser está todas as quintas-feira, das 19:30 às 21h na Sala Cultural do Villa Flora, em Sumaré/SP, esperando por você.
Contatos: madreser@gmail.com - http://madreser.blogspot.com/ - F: (19) 9152.1980

sexta-feira, 20 de maio de 2011

VAIDADE INFANTIL É O TEMA DESTE DOMINGO!

No Papo de Mãe do dia 22/05 vamos bater um papo sobre VAIDADE. Vamos conversar com mães e especialistas sobre o uso de salto alto, batons, esmaltes, gel e afins em crianças pequenas para saber até que ponto isto é ou não saudável. Será que o excesso de vaidade ou a falta dela é prejudicial na infância? Para nos ajudar na conversa teremos a presença da terapeuta Dorli Kamkhagi e da pedagoga Larissa Fonseca. Tem também reportagens especiais de Rosângela Santos e Mariana Verdelho.
Após o programa, converse com a gente pelo chat aqui no blog até às 21 horas. E, durante a semana, acompanhe as nossas postagens sobre o tema. Siga o programa pelo Twitter (@papodemae), pelo Facebook, pela Rede Mulher & Mãe e pelo Orkut. Assine o nosso Feed para receber as nossas atualizações e torne-se nosso seguidor. E para entrar em contato com a nossa equipe escreva para papodemae@papodemae.com.br.
Papo de Mãe é um programa imperdível para quem vive as dores e as delícias da vida em família. Informal com informação. Emocionante. Interativo. E com muita prestação de serviço. Neste domingo, 22/05, às 7 da noite, na Tv Brasil.










quinta-feira, 19 de maio de 2011

S.O.S PAPO DE MÃE e muito mais!

Oi Pessoal!
Antes de fecharmos as postagens sobre o tema PERDAS, gostaríamos de publicar este “SOS” que tem a ver com o que foi dito durante o programa sobre as possíveis reações de uma criança diante de uma perda ou abalo emocional. Contudo, não podemos esquecer que a enurese noturna (xixi na cama) também pode ter causa física - não apenas emocional -, por isto,  sempre é bom consultar um médico para uma avaliação.
Na sequência, vocês conferem o relato de uma telespectadora sobre fé e superação. E para terminar, uma bela poesia de autoria de uma mãe que perdeu seu filho e hoje se dedica a escrever para aliviar a dor da ausência. Tem também uma dica bacana!

S.O.S. PAPO DE MÃE
QUEM PERGUNTA:  telespectadora que prefere não se identificar
"Por favor, gostaria de saber se é normal o meu filho de 10 anos ainda fazer xixi na cama todas as noites? Aguardo resposta. Muito obrigada."
QUEM RESPONDE: a terapeuta Sílvia Lobo, que esteve presente como especialista convidada no Papo de Mãe sobre PERDAS, exibido em 15.05.2011.
"É esperado que um menino de 10 anos já tenha adquirido o controle do seu corpo no que diz respeito ao xixi e ao cocô. Esta permanência do tempo deste comportamento mais infantil nos remete a algo que se passa dentro dele, em seu mundo emocional. Seu filho pode estar às voltas com algum tipo de temor ou confusão, que se expressa deste modo. Converse com ele mais, não só sobre a cama molhada, mas sobre a vida: o que gosta, o que o aborrece, o que talvez o preocupe. Ajude-o a entender um pouco melhor o mundo que o cerca e a sentir- se um pouco mais seguro dentro dele. A ansiedade e o descontrole que expressa através do xixi na cama deve melhorar ou passar. Contudo, se isto não acontecer busque a ajuda de um terapeuta.Boa Sorte. Silvia Lobo"
***
RELATO DE FÉ E SUPERAÇÃO 
“A avó do meu genro ficou viúva quando o pai dele tinha 9 anos. Hoje ele está com 57 anos. Ela conta que no princípio se trancava no banheiro e chorava até não poder mais. Na frente das crianças, nunca. Conseguiu guiar todos pelo caminho reto do bem.
Até hoje ele é o amor da vida dela. Ela está com 92 anos e espera ansiosamente o momento do reencontro. É a pessoa mais alegre e otimista que eu já tive o prazer de conhecer.
Nós somos espíritas, estudamos o Evangelho à luz da codificação de Alan Kardec. E acreditamos piamente que a vida continua, somente mudamos de plano vibracional. É esse pensamento que a mantém viva e feliz. Nas minhas orações, peço ao Pai Criador esse mesmo tipo de coragem e ânimo, porque é isso que Ele espera de nós. Muita paz para todos. Beijos. Tânia Lúcia".
***
PROCURA
Procuro o espelho
a imagem-miragem,
o vestido vermelho,
o perfume de malva
e o carmim na pele alva...
Procuro a anágua de renda,
o velho livro de lenda,
o homem de branco,
o rosto, o jogo
e o olhar de fogo!
Procuro a pintura
a enfeitar envelhecidas paredes...
Procuro a canastra de sedas
a preciosa cesta de costuras
o crivo, o matiz, o bordado,
o tempo guardado em retalhos de vida...
E o vestido vermelho,
dependurado, mudo, agora desbotado,
roto, puído, rasgado,
surrado pelos maus tratos da lida,
continua contando histórias perdidas...
Na minha solidão,
procuro o trilho, o caminho,
e a volta ao encantado ninho...
Vejo tuas mãos sensíveis
ansiosas buscando as minhas,
lembro então teus suaves carinhos...
E a cadeira de balanço, vazia,
continua noite adentro,
embalando os nossos sonhos...
Por Amélia Luz - Pirapetinga/MG
***
DICA DE HOJE
XVIII Noite da Pizza -Projeto Menina Mãe

quarta-feira, 18 de maio de 2011

PERDAS: mensagens psicografadas

Pessoal, quem acompanhou o programa do último domingo e se emocionou com os trechos das mensagens psicografadas enviadas por Alex Fernandes França (Lekinho), pode agora conferi-las na íntegra. A mãe de Alex, Dona Luísa Betty, e a irmã, Débora França, que estiveram presentes no programa, fizeram questão de compartilhar as mensagens aqui no blog. O intuito é confortar outras famílias, que passaram ou estejam passando pela mesma dor de perder um ente querido, e que acreditam que a morte é apenas uma passagem. Nós só temos a agradecer à Dona Luísa e à Débora pela generosidade. Muito obrigada!
Primeira Mensagem
Lekinho
"Dona Luisa, querida mãezinha Betty, aqui estou para abraçá-la e entregar a você outras notícias que sei, nos ajudarão. Quero que minha mãe sinta com este encontro, que não estamos distanciados um do outro. Que nossos pedidos recebem respostas de alguma forma, tudo porque somos de Deus e a justiça que nos governa não são intenção primeira de nos maltratar. Se às vezes nos sentimos distantes é porque as forças da fé podem diminuir, e as lâmpadas acesas de esperança apagam-se, perdidos pela falta de energia que não podem receber.
Mãezinha Betty, creio ser desnecessário voltar ao assunto do acidente, quando de nosso passeio até Cabo Frio. Apenas me refiro ao acontecido para pedir a todos que não procurem qualquer culpa no Tio Marinho. Ele até hoje carrega esta preocupação, e eu não acho justo encontrá-lo desta maneira, porque a direção do carro para a outra pista, não pode ter sido por vontade do querido Tio. Devemos ajudá-lo, e saibam todos, que seus pensamentos nos chegam como notícias certas daquilo que verdadeiramente estão sentindo.
Devo pedir a você, ao papai Júlio, à Débora, lembrarem sempre, que o corpo é uma casa que a gente mora durante o tempo que temos crédito para ficar abrigado nele. Acaba o corpo, voltamos às raízes do espírito que é a vida sem fim. Se queremos nos martirizar, se procuramos o desânimo, nós vamos encontrar todos estes males, numa prova difícil de que estamos esquecendo, que muitas outras criaturas nos merecem o ânimo e a disposição para ajudá-los.
Mãe, apagar a fé em crescimento na lembrança constante da vida eterna me parece ser o mesmo que alguém que nunca soubesse do nascimento do outro, e não procurasse acreditar que ele nasceu de uma forma, forma esta que é dada a todos os filhos da criação de Deus, que abraça o colo interno de sua mãe. A partir daí, mesmo vindo para o exterior agasalhar em seus braços, fica ele preso ao embrião da afinidade, da gratidão e da própria necessidade de conhecer, que mãe é de Deus, a santa primeira do filho.
Lekinho e a irmã Débora
Sei que é difícil para a vovó Honorina e a vovó Irany aceitarem que sou eu mesmo que escrevo, usando outra mente, dentro do processo que me concede a favorecer este acontecimento, mas devo perguntar a elas: por que amam tanto seus filhos? Por que se agarram tanto à fé em Deus? Por que oram e preocupam-se se a validade da vida é tão pouca, a ponto de podermos considerar este tempo irrisório?
Eu amo minhas avós e procuro sempre que posso abraçar o vovô Heli e aprender com ele e com sua experiência, a ordem de esperar e ficar preso à certeza que o que a boca fala, às vezes, é na tentativa de esconder dos outros o que está falando o coração.
Dona Luisa, o prato de sopa àquelas crianças tem me feito tão bem e é mais uma desculpa que encontro para pedir que me deixem ficar mais tempo com minha mãe. O Marinho, está junto a nós, a Miralda, o Vítor. São suas presenças uma prova de que estamos juntos e estamos pedindo que nos compreendam o tempo chegado a que não podemos fugir, e em cada segundo, alguém tem vindo pra cá, e os que estão daqui estarão voltando para aí.
Beijos mãe, obrigado por sua procura e acredite que de onde venha as suas orações eu as tenho recebido. Não chorem diante minha foto, afinal não tenho uma cara tão triste assim. Diga ao papai Júlio que volto em breve para a continuidade dos meus estudos. As férias, por enquanto, são só o tempo de ajudá-los a sair da fogueira, que tanto tem atormentado seus corações.
Recebam todos os beijos e abraços e não deixe a Débora sem falar sobre mim. Eu não estou esquecido e não adianta a Débora se entregar ao silêncio quanto ao seu irmão, porque estou vivo e quero ser lembrado e comentado em suas alegrias.
Me abençoe, aquele abração no papai e diga a vovó Honorina que o Marinho está bem. A Miralda e o Vitor, também."
Por Alex Fernandes França (Lekinho). Mensagem psicografada pelo médium Celso de Ameida Afonso, em reunião comemorativa do 76º aniversário do Centro Espírita “Paz e Amor”, na noite de 11/06/90, no distrito de Rufinópolis, Veríssimo – MG.
Segunda mensagem
Lekinho no colo da mãe
"Mãezinha Betty, querida mãe, quero encontrar as melhores palavras. Quero fazer tudo certo para que você e o papai Júlio César saibam que na verdade estou bem.
O que fazer, mãezinha Betty? A nossa alegria era contagiante, fazíamos tantos planos naquele passeio em Cabo Frio. Beijamos e trocamos abraços, queria mostrar toda a minha alegria pelo que entregavam em oportunidade de distrair. Entramos novamente no carro para seguirmos viagem, eu, o tio Leomar, o nosso Marinho, o pequeno Vítor, a Miralda, e você, o papai Júlio, a Débora, seguiam à frente.
Se me lembro bem foi mesmo ali perto de Barra Mansa que fomos de encontro à traseira daquele caminhão. Não sei, na verdade, como aconteceu, porque quando consegui notar algo, já foi aquele barulho todo de ferragens. Posso afirmar-lhes que nada vi e nada senti, porque senti, de repente, que um sono me tomou num repente sem me deixar qualquer consciência para saber o que havia acontecido.
Acordei depois de quatro dias em um hospital. Assustado, pedia explicações. O que me acontecia? Eu queria falar com a mãezinha Betty, com o papai, com a Débora. E o Vítor, o Marinho, a Miralda? Onde estavam? Foi difícil, mas as respostas aos poucos me faziam encontrar a verdade que hoje estou vivendo. Não sei como conseguirei ajudá-los porque é difícil encontrá-los diante minha foto com os olhos cobertos de lágrimas.
Sei que pensam que poderiam mudar as coisas se a viagem não acontecesse. Não quero que vocês pensem assim e é o que devo pedir também à vovó Honorina que tanto tem sofrido.
Família reunida
Mãe, é preciso encarar a situação. Sei que não é fácil, mas sei também que podemos. Eu não morri, assim como a Débora, eu continuo a ser seu filho mesmo que esta cortina da vida esteja separando os nossos prazeres de mãe e filho, impedindo-nos de estarmos juntos da mesma forma.
Devo parar porque a disciplina do tempo me pede isto.
Obrigado pela procura e não se entreguem. Não estarei afastado de vocês. O corpo não dava para me servir mais e este acontecimento é notícia de todos os dias e de todas as famílias. Beijo-lhes as mãos, agradecido, e vou de encontro aos seus braços. Me abençoem."
Por Alex Fernandes França (Lekinho). Mensagem psicografada pelo médium Celso de Almeida Afonso, em reunião pública do Centro Espírita "Caminho da Luz", sito à av. Jaime Gomes, 532, em Araguari, MG, na noite de 31/03/09.

PS: Em 15.05.2011, dia da exibição do programa, Alex (Lekinho) faria 36 anos. Fica registrada aqui a nossa homenagem.

***
DICA DE HOJE
Concurso Cultural Barriga Crescente
 "Descubra o seu  próprio jeito de ser mãe"
Leia o regulamento e faça sua inscrição pelo link: http://goo.gl/wZ3TW.
 Rede das Gestantes: http://barrigacrescente.ning.com/

terça-feira, 17 de maio de 2011

RELATO DE UMA PERDA + DICA DE LEITURA

Olá! Esta semana estamos falando sobre um tema bem delicado: PERDAS. 
No programa, pudemos conferir algumas dicas sobre como abordar este tema com crianças e adolescentes. E como sempre, nossos telespectadores também têm a sua vez! Hoje, quem nos escreve é a  Ana Cristina, de São Pedro da Aldeia/RJ. Neste relato, ela nos conta como foi para seu filho perder a bisavó tão amada.
Este relato serve de alerta aos pais, que na correria do cotidiano, muitas vezes, podem não se dar conta de que deteminados comportamentos dos filhos podem estar ligados a algum tipo de perda, seja ela qual for.
"Eu moro em uma cidade pequena chamada São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, RJ, com mais qualidade de vida que nos grandes centros urbanos. Desde que meu primeiro filho nasceu, ficávamos diariamente na casa da minha avó, que era em frente a minha casa, pois ela morava sozinha e gostávamos de lhe fazer companhia.
Mesmo quando voltei a trabalhar, minha empregada levava o Pietro lá todo dia para visitá-la e depois dar uma volta no quarteirão. Era uma rotina. Minha avó era apaixonada pelo meu filho e adorava mimá-lo. Fazia comidinhas especiais para ele, ficava na cadeira de balanço com ele no colo ou, às vezes, simplesmente ficava junto. Eventualmente, meu pai vinha e passava longas temporadas na casa dela, o que aumentava a convivência com o neto, já que ele morava longe.
Lembrança da "bivó"
Quando Pietro tinha quase 2 anos e meio, minha avó ficou muito doente, e num intervalo de pouco mais de 1 semana faleceu. Ela morava sozinha, apenas com o cachorro, Spike, que meu filho adorava. Quando ela morreu, a casa ficou fechada, ninguém tinha mais vontade de ficar lá. O cachorro foi morar com meu pai, que também não veio mais. Como a minha avó não estava mais lá, as voltas do Pietro no quarteirão também não aconteceram mais e ele nunca mais viu sua "Bivó".
 Como eu fiquei muito triste, não tinha percebido as mudanças na nossa rotina. Estava curtindo minha dor sozinha e não percebi que ele tinha sido o mais afetado. Fui chamada na escola, pois meu filho estava apresentando um comportamento muito agressivo. A coordenadora pedagógica me perguntou o que houve, pois Pietro era muito calmo e participativo, e num passe de mágica ficou agressivo, falando palavras ofensivas (compatíveis com a idade dele: boba, feia, cocô, etc...) e esse comportamento não era normal. Insistiu várias vezes em saber o que tinha mudado na rotina dele e eu dizia “nada”. Ela insistia “você está trabalhando mais, o pai, mudou de empregada...” e eu insistia que nada havia mudado.
De repente não pude me conter e me debulhei em lágrimas. Fazia 1 mês que minha avó tinha morrido e eu não percebi como meu filho sofreu... Me senti péssima, como não vi os sinais de sofrimento dele? Com apenas 2 anos e 6 meses, perdeu da noite para o dia a querida “Bivó”, a casa que ele adorava ir, o cachorro, a presença do avô e os passeios no quarteirão...
Hoje em dia, quando ele lembra da Bivó ele pergunta "por que ela foi morar com Papai do Céu?". Além de tudo, acha que todo mundo que tem cabelo branco vai morrer logo. Tenho que conversar mais com ele sobre isso..." (Por Ana Cristina)
***
Clique aqui e confira também o relato da Edjane, de Aracajú/SE, do Blog Conversinha de Mãe.
DICA DE LEITURA
Menina Nina
Duas razões para não chorar
Nesta obra, o cartunista Ziraldo trata a morte de um jeito simples, como criança entende. Além de fazer uma homenagem à mulher com quem passou mais de 40 anos, ele  tenta confortar os netos, os filhos e a si mesmo. O livro no qual Ziraldo conversa com a neta sobre a morte da avó também virou peça de teatro.
Confira também a matéria da Revista Crescer sobre o tema clicando aqui.