Aos domingos, 15h30
Reprise aos sábados, 11 horas
Na TV Brasil

terça-feira, 31 de agosto de 2010

S.O.S. PAPO DE MÃE

QUEM PERGUNTA: a telespectadora Maria.
"Assisti o programa sobre o ninho vazio, filhos que saem de casa. Tenho passado por problemas sérios com meus pais. Minha mãe tem 57 anos, moro com ela, meu pai e minhas irmãs. Tenho 29 anos, minha irmã mais velha tem 31 e a mais nova tem 17. Acontece que eu tenho vocação para vida religiosa, até cheguei a ir pro convento aos 27 anos, mas precisei voltar, pois foi extremamente traumática a experiência de encarar minha mãe revoltada com minha saída de casa. No convento, nos fins de semana, nós tínhamos que ligar para nossas famílias, mas eu não queria nunca ligar para casa, porque eu sabia que ela iria destilar a revolta dela em palavras. Me senti culpada demais por isso, me senti realmente vilã, sei lá, ingrata, por sair de casa daquele jeito, principalmente porque comecei a repelir minha mãe e não querer contato. Enfim, voltei, e acho que foi a pior coisa que pude fazer, pois hoje ela demonstra total dependência de mim, e isto tem me apavorado. Tenho que seguir minha vida, mas me sinto de mãos atadas. Não posso nem falar nas irmãs do convento onde eu estava que começa uma guerra aqui em casa. Agora, meu pai exige que eu cuide da educação da minha irmã menor... E minha mãe só come se eu fizer a comida. Certa vez, cheguei em casa e estava uma reviravolta porque eu precisei passar o dia fora, e ninguém fez comida, nem comprou, nem nada. Estava todo mundo com fome dentro de casa, eu entrei e fui cozinhar para meu pai acalmar... Eu, sinceramente, não vejo uma saída para mim no meio disso tudo."

QUEM RESPONDE: a terapeuta Dorli Kamkhagi, especialista que participou do programa Papo de Mãe sobre Ninho Vazio.
"Olá, Maria. Percebo que você tem uma família muito desestruturada e que te cobra tarefas que talvez você não as possa cumprir. O papel dos pais saudáveis é ajudar aos filhos a terem a sua própria independência e a realizar o seu próprio caminho. Tente pensar que a família é um todo, onde as pessoas têm seus papéis e funções, então você não pode dar conta de ser mãe, pai, irmã, cuidadora. Caso contrário, você vai adoecer. Tente buscar ajuda com algum terapeuta, pois vai ser muito importante no teu crescimento emocional livrar-se de tantas culpas. Abraços, Dorli K."

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ATENÇÃO:  No S.O.S. PAPO DE MÃE o telespectador pergunta e o especialista que participou do programa responde. Se você tem alguma  pergunta ou gostaria de relatar sua experiência sobre o tema da semana (Ninho Vazio), escreva para contato@papodemae.com.br. Você  também pode escrever para enviar sugestões de novos temas. A participação de todos é muito importante para nós. Obrigada!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Síndrome do Ninho Vazio é o tema desta semana!

Olá! Neste domingo o Papo de Mãe recebeu convidados para falar sobre um tema muito importante que interessa  a muita gente: a Síndrome do Ninho Vazio.
Você pode nunca ter ouvido falar a respeito, mas certamente conhece alguém que já tenha passado por isto, ou, quem sabe, esteja passando. Trata-se daquela tristeza profunda, daquela sensação de vazio que alguns pais enfrentam quando os filhos crescem e saem de casa. A casa fica parecendo maior, a vida parece não ter mais o mesmo sentido e a solidão passa a incomodar...
Mas como a gente mostrou no programa, esta é mais uma etapa da vida que temos que passar. Embora nosso desejo seja ficar perto dos filhos para sempre, temos que aceitar que, na verdade, criamos nossos filhos para o mundo, e nada mais natural do que um dia chegue a hora deles "voarem com as próprias asas". 
Para dar início às postagens da semana sobre este tema, trouxemos o artigo da nossa convidada, a terapeuta Dorli Kamkhagi, que participou do nosso Papo de Mãe deste último domingo. Confira!

A saída dos filhos
Emocionalmente, a falta das crianças pode ser vivenciada como a perda de um certo lugar, é a "síndrome do ninho vazio"
Por Dorli Kamkhagi
Para algumas mulheres, a saída de casa dos filhos - assim como seu crescimento e evolução – é um sinal de que as coisas andaram bem. Afinal, é quando se percebe que os filhos possuem autonomia e podem pensar em alçar voo solo (às vezes em dupla, no caso de um casamento) que temos mais tranquilidade.
Outras mulheres, porém, sentem uma grande dor neste momento de separação, pois a partida dos filhos remete às questões de temporalidade e da percepção de que novos ajustes deverão ser feitos.
Emocionalmente, a saída dos filhos pode ser vivenciada como a perda de um certo lugar. Alguns especialistas chamam este momento de “síndrome do ninho vazio”. O que nos leva a pensarmos nestes espaços físicos e emocionais que necessitam de novos significados.
Isto quer dizer que o lugar de mãe continua e, talvez, de uma forma mais rica e ampliada. Este filho começa a ter uma outra forma de reconhecer a sua família e pode também, com um certo distanciamento, aprender a reconhecer tudo aquilo que o ajudou a se construir como um adulto que pode e deve ter um caminho próprio a percorrer.
Mas um fenômeno que vem ocorrendo é que muitas mães precisam, ao mesmo tempo, lidar com a saída dos filhos adultos e também encarar o momento em que seus próprios pais estão adoecendo e morrendo. Esta dupla função muitas vezes acaba por adoecer esta mulher, que é mãe, filha e cuidadora. São momentos longos, que podem resultar em adoecimentos e quadros depressivos nestas mulheres que passam por tão difíceis e diferentes situações.
Pode ser necessário uma terapia para conseguir lidar de forma mais tranquila com as perdas. Ter um espaço para poder recuperar a sua história e, principalmente, o desejo de desejar. Este momento de reflexão pode ser de grande eficácia na recuperação de partes desta “mulher” que precisa também reaprender a olhar novamente para si.
Uma imagem baseada na despressurização de um avião me parece própria: “primeiro é preciso colocar a sua própria máscara de oxigênio para depois cuidar dos outros”.

Dorli Kamkhagi é doutora em Psicologia Clínica, mestre em Gerontologia e pesquisadora do Laboratório de Neurociências do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo.

Se você tem vontade de relatar sua história ou fazer uma pergunta para os especialistas convidados, escreva para contato@papodemae.com.br. No decorrer da semana continuaremos a abordar o tema. Acompanhe o Papo de Mãe pelo blog, twitter e facebook. Obrigado pelo carinho, audiência e até breve!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Ninho Vazio é o tema deste domingo!

Quando os filhos são pequenos dá a impressão de que eles vão continuar para sempre em torno dos pais. Mas eles crescem, criam asas e deixam o ninho. E neste momento é hora do casal reaprender a viver junto, aproveitar melhor o tempo livre e seguir a vida. O Papo de Mãe deste domingo (29/08) vai tratar sobre a Síndrome do Ninho Vazio, tema importante e de interesse geral. No estúdio, mulheres que já passaram por isso e especialistas, como médico e escritor Ney Amaral e a psicóloga Dorli Kamkhagi. Na reportagem de Rosângela Santos, a história de mães que descobriram novos caminhos depois que os filhos saíram de casa.
Papo de Mãe é um programa imperdível para quem vive as dores e as delícias da vida em família. Informal com informação. Emocionante. E com muita prestação de serviço. Aos domingos, 7 da noite, na Tv Brasil.

E após o programa, converse conosco aqui pelo chat até às 9 horas da noite.
Acompanhe o Papo de Mãe pelo blog, twitter e facebook. Sempre temos novidades para vocês!



A importância do brincar - assista!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

PLANTÃO PAPO DE MÃE - por Roberta Manreza

Olá,  esta semana estamos falando sobre "brinquedo, brincar, brincadeira" e a importância desta atividade na vida da criança. Entretanto, sabemos que não podemos confundir o ato de brincar com o excesso de brinquedos. Por isto, muito apropriado para o momento este artigo de autoria de Roberta Manreza que fala sobre o consumismo infantil. Confira!
Consumismo infantil:
 o comprar pelo simples comprar
Por Roberta Manreza

Comprar, um verbo que as crianças conjugam cada vez mais cedo. Mas o que fazer para que os pequenos de hoje sejam consumidores conscientes amanhã?
Juliana, a minha filha de sete anos, quis comprar um ursinho de pelúcia logo depois de uma sessão de cinema no shopping. Para mim o pedido soou totalmente descabido. A Juliana não brinca mais com bichos de pelúcia, fizemos uma “limpeza” recentemente em casa e doamos tudo o que servia apenas para lotar as prateleiras dos armários. Além disso, o tal ursinho era bem caro. “ Mas mamãe, eu não achei mais nada que eu gostasse para levar”, justificou Juliana, inocentemente.
Como não ser consumista em uma sociedade de consumo? Ninguém nasce consumista. A verdade é que está cada vez mais difícil resistir a tantos apelos - e nem as crianças escapam. Todos são impactados pela publicidade e estimulados a consumir de forma inconsequente. O consumismo infantil atinge todas as faixas etárias e classes sociais. Que mãe não se rende aos pedidos do filho?
Infelizmente, muitas famílias gastam o que não podem para satisfazer os desejos materiais dos pequenos. A babá Solange Fernandes Brasil, que participou do “Programa Papo de Mãe” sobre este tema, e é mãe de cinco filhos, se endividou para comprar um videogame para Ewanderson, de 12 anos. O garoto mal usou o brinquedo. Quando ela ainda pagava as prestações do jogo eletrônico, o adolescente já sonhava com um modelo mais novo...
O “Projeto Criança e Consumo”, do Instituto Alana, foi criado em 2005 para divulgar e debater as consequências do consumismo: a erotização precoce, a obesidade infantil, o uso de tabaco e o abuso do álcool na juventude, o estresse familiar e a banalização da violência. Em entrevista para o “Programa Papo de Mãe”, a coordenadora do projeto e advogada Isabella Henriques, disse que o grande problema é a publicidade que é voltada para o público infantil: a publicidade que “fala” diretamente com as crianças, feita, muitas vezes, em desenho animado.
A psicóloga do Instituto Alana, Maria Helena Marquetti, que também participou do programa, concluiu: “a publicidade nunca diz ‘não’ para a criança”. Ela é sempre bacana e isto cria uma situação desigual: enquanto a publicidade está sempre dizendo ‘sim’, ela obriga os pais a sempre falarem ‘não’. Para a psicóloga, “os pais também são vítimas disso tudo”.
A quantidade de produtos oferecidos para estes consumidores, que são tratados como gente grande pela indústria, é realmente uma tentação para pais e filhos. Para a fotógrafa Drica Lobo, mãe de duas crianças, “a gente se torna muito consumista quando não está feliz”. Entretanto, ela conta que já viu muita criança com a possibilidade de ter tudo, mas que estava infeliz.
O que acontece é que muitos pais tentam compensar a falta de tempo enchendo os filhos de presentes. Para compensar a ausência ou não, os exageros são constantes. Os pais não conseguem se controlar. Eles até tentam negociar com os pequenos, mas não resistem ao jogo de sedução dos filhos e acabam cedendo aos “pedidos melosos” e até às birras. Quem nunca viu uma criança se jogando no chão no meio de uma loja de brinquedos? E os presentes reservados apenas para datas especiais vão se amontoando ao longo do ano...
A cineasta Estela Renner dirigiu o documentário “Criança, a Alma do Negócio” sobre o consumismo infantil. De acordo com o Painel Nacional de Televisores do IBOPE 2007, a criança brasileira passa, em média, quase 5 horas por dia em frente à televisão. A publicidade na TV é a principal ferramenta do mercado para atingir o público infantil. Na opinião da cineasta, para algumas crianças, a necessidade de consumo é tão grande que o comprar virou mais importante do que o brincar. “As crianças estão perdendo a infância, estão virando adultos mais cedo e deixando para trás a fase mais importante da vida”, afirma.
Brincar é possível com e sem brinquedos. O importante mesmo é usar a imaginação. Não podemos confundir a qualidade do brincar com a quantidade de brinquedos. Hoje, as propagandas estão em toda parte e estimulam o consumismo, mas os pais devem ficar atentos e incentivar o brincar, pelo simples brincar.
A minha filha Juliana foi passar uns dias no sítio de uma amiga. Com bastante espaço, tempo de sobra e nenhum brinquedo na mala, pode brincar à vontade. Ela subiu nas árvores, lutou com pedaços de gravetos e ficou horas enchendo os bolsos de pedra para jogar no rio... Contudo, preciso confessar uma coisa: minha filha foi viajar com o ursinho de pelúcia... Isso mesmo, o tal que era caro, que eu sabia que ela acabaria deixando de lado e que jurei não comprar, mas acabei comprando. A Juliana dormiu todos os dias agarrada ao bichinho... Vai entender as crianças, e os pais delas!!!!
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DICA DE HOJE: 
 Programação CineMaterna
São Paulo, 28/08, Sábado, O aprendiz de feiticeiro (legendado) - CineMaterna no Frei Caneca Unibanco Arteplex
Curitiba, 28/08, Sábado, Meu malvado favorito (2D, dublado) - CineMaterna no Unibanco Arteplex Shopping Crystal
Porto Alegre, 28/08, Sábado, O Bem Amado - CineMaterna no Unibanco Arteplex Bourbon Country
São Paulo, 31/08, Terça, Par Perfeito - CineMaterna no Frei Caneca Unibanco Arteplex
Campinas, 31/08, Terça, Meu malvado favorito (2D, dublado) - CineMaterna na Cinemark Iguatemi Campinas
Brasília, 31/08, Terça, O aprendiz de feiticeiro (dublado) - CineMaterna na Cinemark do Píer 21
Curitiba, 02/09, Quinta, Quando me apaixono - CineMaterna no Unibanco Arteplex Shopping Crystal
Porto Alegre, 02/09, Quinta, Quando me apaixono - CineMaterna no Unibanco Arteplex Bourbon Country
Rio de Janeiro, 02/09, Quinta, Quando me apaixono - CineMaterna no Unibanco Arteplex Botafogo
Para maiores informações, consulte o site: http://www.cinematerna.org.br/

ATENÇÃO!
Se você gosta e assiste o Papo de Mãe ajude-nos a divulgá-lo. Escreva enviando sugestões de temas, perguntas, relatos e comentários. O nosso endereço é contato@papodemae.com.br. A sua participação é muito importante para nós!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Brincadeiras Musicais - entrevista com Paulo Tatit, do Palavra Cantada

Olá, pessoal!
Esta semana estamos falando sobre "a importância do brincar". E, conforme prometido, segue a íntegra da entrevista feita por Davi de Almeida, especialmente para o Papo de Mãe, com o cantor e compositor Paulo Tatit, do Grupo Palavra Cantada, no quadro “a vez do pai”.

DA: No meu tempo, na minha infância, a gente brincava de rodar pião, bater figurinha, jogar bolinha de gude, brincava de pega-pega, esconde-esconde, brincava de queimada e tudo isso no meio da rua. Hoje em dia, parece até que nem existe mais rua para se brincar. Eu estou aqui hoje com o Paulo Tatit, cantor e compositor, que faz parte do grupo "Palavra Cantada". Paulo, me diz uma coisa, a gente é mais ou menos da mesma geração, você vivenciou todas essas brincadeiras que eu acabei de falar?
PT: Olha, todas essas brincadeiras que você acabou de falar, eu brinquei, e brinquei muito. Era uma criança que estudava de manhã, saía de casa, e só voltava à noite pra jantar, encardido. Minha mão vivia encardida por causa da bolinha de gude.

DA: Tinha rua para se brincar, não tinha trânsito, essa loucura que é hoje...
PT: Eu fui criado em Pinheiros, aqui em São Paulo. Em Pinheiros, a rua Arthur de Azevedo era de terra. A gente tinha um campinho e toda essa coisa de aproveitar muito o convívio na rua. A gente tinha que tirar a nossa brincadeira de elementos baratíssimos: bolinha de gude, rolemã, que você pegava de graça nas oficinas, a finca, que era um ferro que a gente afiava pra fincar no chão e fazer o jogo da finca, era tudo assim muito barato, feito à mão. E eram brincadeiras coletivas, a gente convivia com outras crianças no meio da rua.

DA: Hoje, o que aconteceu? O mundo mudou, para as crianças brincarem hoje precisa ter computador, playstation, videogame, é isso, mudou tudo?
PT: É porque a rua se tornou um elemento hostil dentro da sociedade. Esse espaço de rua, só se for muito na periferia que a gente ainda vê criança sair empinando pipa e brincando na rua. Se você começa a ficar mais no centro da cidade, isso aí não tem.

DA: Será que a nossa infância foi “a boa infância” mesmo e hoje as crianças não têm mais essa coisa de convivência, de brincadeira saudável, o que você acha?
PT: Olha, eu acho que as escolas mais legais tentam suprir essa coisa da brincadeira coletiva, da roda, coisas mais corporais. Mas a tendência da criança ficar numa situação mais encolhida, fechada, concentrada aqui nos dedos, eu vejo muito isso. Às vezes, a gente faz umas rodas infantis, e tem crianças que são boas no videogame, mas não têm noção do que está acontecendo na roda de brincadeiras.

DA: Eu li numa entrevista que você deu há pouco tempo que você tem a intenção de criar a sua filha fora de São Paulo, por quê?
PT: Na minha atividade como músico, com a internet e com todas essas facilidades modernas, eu posso me ausentar um pouco da cidade. Posso trabalhar e mandar material, pegar material... E, às vezes, me dá vontade de sair realmente e ter uma vida mais ligada à natureza, ter um pouco mais de verde, um ar mais gostoso para respirar.

DA: Você acha que traz benefícios para quem tem filho viver num lugar mais tranquilo?
PT: Quando você pensa em morar fora de São Paulo, o problema é a escola. Se você tiver uma boa escola numa cidade mais calma, num lugar mais calmo, acho que é muito tentador. Eu gosto muito de passear com silêncio. Prezo muito o silêncio. Então estou “cozinhando” esse sonho. Quem sabe daqui a alguns anos...

DA: Estou reparando que as brincadeiras da sua filha, Luiza, são livros. Que tipo de livros são esses?
PT: Ela tem uma estante que já tem altura dela para ela ir pegando os livros. E ela vai e pega. Ela vê a gente, o pai e a mãe lendo. A gente lê muito aqui em casa, e ela fica no mundinho dela.

DA: E livro é brincadeira de criança?
PT: Eu acho que é porque cria, mexe muito com a imaginação. Justamente por causa dessa preocupação, a gente criou cinco livros de brincadeiras musicais. Na verdade, são livros e dvds. Então, a criança, o professor, vai poder aprender rapidamente. Vai de seis a dez anos. E como essas brincadeiras são, em geral, corporais, você vai pra cá, se movimenta, e tudo no ritmo. A pessoa vai se familiarizando aos poucos com o nosso vocabulário.

DA: É uma brincadeira que leva a criança a ter um conhecimento melhor da história da música?
PT: Sim. Do mundo da música, dos ritmos brasileiros. Ela começa a saber o que é um congado, um maracatu, o que é o samba. Começa a entrar nessa e com instrumentos mesmo. A gente preza muito isto: tem a família de instrumentos de percussão que a gente usa, as baquetas, o jeito que você senta para tocar o instrumento... Esse mundo do instrumento para a criança é uma brincadeira muito bacana para quem quer entrar no mundo da música.

DA: Mas, hoje em dia, tirando a história do livro, que é muito bacana, a criança tem a televisão, o computador e o videogame. Existem outras brincadeiras?
PT: Bom, se você não mora num lugar em que você possa descer, num condomínio, por exemplo, ter oportunidade de encontrar outras crianças para formar suas brincadeiras, então fica complicado. Minha esperança é a escola. Eu deposito muita confiança na educação.

DA: Por falar em escola, eu soube também que você diz que não tem pressa de levar a Luiza pra escola, porque você acha que tem que ter o momento certo. Mas a escola não é um lugar legal para a criança  conviver socialmente?
PT: Eu acho. É que aqui onde eu moro é um condomínio muito grande. Então tem muita criança com quem ela brinca. Mas no ano que vem ela vai estar com três anos e vai para a escola.

DA: O que você pensa do fato dos pais que não têm muito tempo para estar em contato com os filhos? Às vezes, os pais saem cedo para trabalhar, chegam em casa tarde e o filho já está dormindo. Eu vejo que você tem um contato mais próximo... Qual é a importância do contato do pai com os filhos, essa relação de brincadeira e tudo mais?
PT: Isso é fundamental. A família supre muito a parte afetiva, mais do que a parte de educação. Os professores e educadores são mais técnicos. Para ensinar uma criança a ser bem educada, eu confio mais na escola. Mas acho que a parte afetiva, de ficar e você travar uma relação verdadeira com a criança, qualquer que seja a idade dela, eu acho super importante. Às vezes, você tem pouco tempo para ficar com a criança, mas este pouco tempo já é importante. A criança não tem aquela noção de tempo que nós temos. Ela vive o aqui e o agora. A gente não consegue imaginar o que é viver o aqui e o agora porque a gente está sempre planejando: vou fazer isso, vou fazer aquilo... A criança não. Ela está sempre vivendo aquele tempo dela com você. Normalmente, o pai e a mãe ficam com aquela consciência de pesada porque tem pouco tempo com o filho para brincar, para se relacionar, e na verdade, para criança, o tempo não é assim, o tempo não é medido assim. É a qualidade, o que você se dedicou naqueles quinze minutos é que está valendo. E se você precisa sair, não tem que criar um drama. É importante ter uma relação honesta com a criança.

DA: Para finalizar, como é que a música interfere na brincadeira das crianças?
PT: Muitas das brincadeiras de roda, são brincadeiras musicais. É muito legal porque você coloca um ritmo na brincadeira, você coloca um conteúdo mais rítmico que vai dando uma aptidão, uma destreza motora, um entendimento. Às vezes, você tem que pegar uma bola aqui, num ritmo: tum-pá, tum-pá... Então, as brincadeiras já têm muito de música. A criança que brinca com essas brincadeiras de roda já traz muito essa parte musical mesmo sem saber. E a gente inventou outras brincadeiras mais corporais, pulando no ritmo, alternando equilíbrio: perna direita, perna esquerda, pá-pá-pá, e muita coisa também. Daí começa a pegar baqueta, já tem noção de ritmos.

DA: Paulo, todas essas dicas têm aqui nos livros do Palavra Cantada, que logo estará  nas livrarias. São livros com dicas, tem um cd no encarte, um monte de historinhas bacanas contadas pelo “professor Beleléu”. Então, é mais uma opção de brincadeira para criança. Paulo, muito obrigado, muito legal a entrevista. Valeu!

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E como não poderia deixar de ser, a nossa DICA DE HOJE é a coleção de livros "Brincadeiras Musicais" do Palavra Cantada. Assista o vídeo e saiba mais.
Outras informações: http://www.palavracantada.com.br/


Atenção!

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terça-feira, 24 de agosto de 2010

A importância do brincar

Para o educador Rubem Alves, “quem brinca não quer chegar a lugar nenhum - já chegou”. E foi com esta frase que o Papo de Mãe deu início ao programa “Brinquedo, brincar, brincadeira”, tema do programa deste último domingo e das nossas postagens aqui no blog durante esta semana.
Brincar é um direito de toda a criança e reconhecido internacionalmente pela ONU. No Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente também assegura este direito.
A brincadeira é um ato de aprendizagem e uma forma de comunicação, por meio da qual a criança desenvolve a criatividade, aprende a se relacionar, a criar e respeitar regras. É através da brincadeira também que a criança reproduz seu cotidiano e consegue, por vezes, lidar com conflitos e sofrimentos de uma maneira menos dolorosa - como é o caso de crianças que precisam passar por longos períodos de tratamento médico, por exemplo.
Entretanto, não se pode confundir o ato de brincar com a quantidade de brinquedos. Para brincar, a criança não precisa de muitos brinquedos, apenas de materiais que sejam seguros e estimulem a sua criatividade. Infelizmente, hoje em dia, por questões de segurança, as crianças dificilmente têm a opção de brincar nas ruas, como se fazia antigamente. A conseqüência disto é que muitas acabam tendo mais brinquedos do que na verdade precisam.
Durante o programa, além das mamães e seus filhos, pudemos conferir as dicas da educadora Maria Amélia Pinho Pereira, conhecida como Péo, dona de uma escola que prioriza o brincar.
Na reportagem de Rosângela Santos conhecemos o Instituto Brincante, que promove a formação de jovens brincantes na faixa etária de 15 a 25 anos, com aulas de dança e percussão gratuitas. Para maiores informações, basta acessar o site: http://www.teatrobrincante.com.br/
E por falar em tempo para brincar, a Associação Americana de Pediatria já fez um alerta sobre a importância das brincadeiras e a necessidade de tempo livre para as crianças. A autora do livro “Einstein teve tempo para brincar”, Kathy Hirsh-Pasek, acredita que os pais precisam deixar os filhos mais livres. Na visão da escritora americana, a criança de hoje brinca pouco e corre o risco de virar um adulto mais ansioso e menos criativo.
O ato de brincar é tão importante na vida de uma criança que existe até uma organização internacional que defende esse direito em 50 países. No Brasil, a IPA - Associação Brasileira pelo Direito de Brincar existe desde 1997 e tem como missão promover o direito de crianças e jovens de ter acesso a atividades lúdicas e culturais. Para a associação, brincar é a melhor maneira de assegurar o máximo potencial de desenvolvimento de cada indivíduo. Brincar estimula a criatividade e o desenvolvimento emocional, cognitivo e físico da criança e do adolescente como um todo, independentemente do seu grau de capacidade. Para saber mais sobre a IPA acesse: http://www.ipadireitodebrincar.org.br/.
Bom, pessoal, por hoje é isto. Mas amanhã tem mais. Não percam a entrevista exclusiva que Davi de Almeida fez com Paulo Tatit, músico do Grupo Palavra Cantada, no quadro “a vez do pai”.
Continuem com a gente. No nosso blog temos sempre informações de grande utilidade. Sigam nosso twitter e nosso facebook. E para entrar com contato com a equipe Papo de Mãe escrevam para contato@papodemae.com.br. Até logo mais!!!


"Você aprende mais sobre uma pessoa em uma hora de brincadeirado que em uma vida inteira de conversação." (Platão)

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Calendário Happy Down busca patrocínio

Oi gente!
O tema da semana é a "importância do brincar" para a criança. Mas antes de dar início às postagens sobre o tema, gostaríamos de divulgar este pedido que recebemos da nossa amiga Denilce Martins, que trabalha na produção do Calendário Happy Down.
Para quem ainda não conhece, o Grupo Happy Down é um grupo sem fins lucrativos, virtual, constituído por pais e familiares de crianças e adolescentes com síndrome de Down. O grupo foi criado a partir da necessidade que os pais e familiares sentiam em trocar experiências, vivências, dúvidas, conquistas e informações.
Esse encontro é realizado em um site de grupos de discussão na Internet (http://br.groups.yahoo.com/group/happydown) onde acontecem trocas de mensagens diárias, possibilitando o intercâmbio de informações em diversas áreas e possui mais de 585 associados de países como Brasil, Argentina, Portugal e Estados Unidos.
Com a produção do Calendário Happy Down, o objetivo é proporcionar a inclusão social através das fotos desmistificando a Síndrome de Down e levando as pessoas a refletirem que antes de tudo, essas crianças são indivíduos como quaisquer outros, com potencialidades e direitos que devem ser reconhecidos e respeitados por todos. A idéia é disseminar o conceito da diversidade humana por meio da sensibilização das pessoas.
O Calendário Happy Down tem o apoio do Instituto Meta Social (Ser Diferente é Normal) e o lançamento do Calendário 2011 está previsto para Novembro de 2010. Nele serão fotografadas crianças portadoras de síndrome de down juntamente com grandes músicos brasileiros. O valor arrecadado com as vendas do calendário, tirando o custo, será direcionado ao Grupo Síndrome de Down da Associação das Voluntárias do Hospital Infantil Darcy Vargas, que possui mais de 120 famílias carentes com crianças e adolescentes com Síndrome de Down cadastradas e frequentando mensalmente o grupo no Hospital.
Caso você tenha (ou conheça quem tenha) interesse em ajudar a patrocinar este projeto entre em contato com a Denilce pelos endereços: denilcemb@ig.com.br ou denilcemb@hotmail.com.br.

A princesinha Isis, que já participou do Papo de Mãe, no colo da
 apresentadora Eliana, em foto para o Calendário Happy Down.

Na próxima postagem daremos início ao tema da semana. Acompanhem o blog, o twitter e o faceboock do Papo de Mãe. Sempre temos uma novidade para vocês. E para enviar sugestões de temas, relatos e perguntas, escrevam para contato@papodemae.com.br. Um grande beijo e até mais!!! 

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Brinquedo, brincar e brincadeira!

Brinquedo, brincar e brincadeira. Este é o tema do Papo de Mãe deste domingo, 22/08. E para conversar sobre a importância do brincar, Mariana Kotscho e Roberta Manreza recebem convidados muito especiais, entre eles a pedagoga Maria Amélia Pinho Pereira, conhecida como Péo.
Para a escritora americana Kathy Hirsh-Pasek, autora do livro “Einstein teve tempo para brincar”, os pais devem deixar os filhos mais livres para que as crianças não se tornem adultos ansiosos e estressados. Por isto, brincar é coisa séria!
E tem mais, Rosângela Santos vai mostrar pra gente como funciona o Projeto Brincante. E na “vez do pai”, Davi de Almeida conversa com o músico Paulo Tatit do grupo Palavra Cantada.
Papo de Mãe é um programa para quem vive as dores e as delícias da vida em família. Informal com informação. Emocionante. E com muita prestação de serviço. Neste domingo, 7  da noite, na Tv Brasil.

E após o programa, converse conosco até às 9 da noite aqui no chat. Mande perguntas, relatos, comentários e sugestões. O nosso e-mail  é contato@papodemae.com.br. Acompanhe o blog durante a semana e nossos perfis no twitter e facebook. Obrigado pelo carinho e até mais!!!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

DICA DE LEITURA: Compreendendo seu filho...

A nossa dica de leitura de hoje é recomendada pela psiquiatra Dra. Ana Paula Maia, que participou do programa sobre Filhos Rebeldes. Trata-se de uma coleção de livrinhos (um para cada idade) da Editora Imago, escrito por vários autores da Clínica Tavistock.

Compreendendo seu filho 
(de 0 a 18 anos)
Editora Imago
Clínica Tavistock

Acompanhem sempre nossas dicas aqui no blog. Também estamos no twitter e no facebook. Para enviar perguntas, relatos e sugestões: contato@papodemae.com.br.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

S.O.S. PAPO DE MÃE - FILHOS REBELDES

QUEM PERGUNTA: Telespectadora Kathia 
"Meu filho tem 22 anos e é rebelde e contestador. Faz faculdade e é bom aluno. A última dele foi fazer um corte de cabelo moicano. Eu odiei e o pai quase teve um enfarto. Não sei como agir. Não dá pra dar palmada e nem pra conversar, pois ele é o senhor da verdade. O que faço?"

QUEM RESPONDE: Especialista que participou do programa sobre "filhos rebeldes", Dra. Ana Paula Maia, psiquiatra.
Dra. Ana Paula Maia
"Cara Kathia, podemos pensar nas atitudes do seu filho, rebeldes ou não, como uma forma de experimentação sobre o que ele quer ou não ser, o que fatalmente passará por ser, mesmo que momentaneamente, exatamente o que vocês, como pais, não querem de forma alguma que ele seja (como ter um filho com cabelo moicano). Nesta fase da vida, os conceitos familiares e sociais já foram introjetados, tanto pelos pais como pela sociedade, então, confie no trabalho feito. Ele já tem capacidade de responder pelos próprios atos e pelo exercício de sua liberdade e independência. Vocês, como pais, podem apontar que não gostaram de tal atitude dele ou que agiriam de outra forma em determinada situação, mas pontuem que a decisão é dele e as consequências também, mesmo que vocês estejam disponíveis para ajudá-lo, caso ele precise."

Outra pergunta:

QUEM PERGUNTA: A telespectadora Cíntia
"Tenho uma filha de 2 anos  que é extremamente pirracenta e a considero rebelde por não obedecer. Converso, ensino, dou amor e acabo me cansando e chamo atenção, brigo com ela e aí é aquela choradeira. Fico enlouquecida, ela não obedece nem ao pai. Tentamos criar regras e nada, tenho certeza que estamos errando em algo, mas ainda não detectamos onde está o erro. Por favor, me dê um conselho. Obrigada pelo carinho e atenção."

DRA. ANA PAULA MAIA RESPONDE: "Cara Cíntia, a sua filha está numa idade paradoxal, entre 2 e 3 anos, considerada pelos pais como a mais terrível do período pré-escolar. Neste período, há muitos impulsos em sentidos contrários e ela necessita experimentar muitas alternativas para descobrir qual é a melhor, por isto parece que muitas vezes ela não obedece. Nesta fase, ela é muito dominadora, autoritária e ritualista, principalmente em casa. Com seus colegas irá brincar e brigar todo o tempo. Nos momentos de maior birra e choradeira, não adiantará tentar conversar, isto terá que ser feito logo depois e de forma pontual. Além disto, ela acabou de fazer a descoberta da palavra NÃO e já compreende o seu impacto nos adultos, e isto é importante no processo de sua independência, mesmo que agora pareça ser uma batalha. Compreender que estes comportamentos são esperados podem ajudá-los, assim como, saber que o período de 3 anos será bem melhor!"

Para participar do Papo de Mãe escreva para contato@papodemae.com.br e relate sua história. Você pode enviar sugestões de outros temas e perguntas aos especialistas convidados. Acompanhe o programa também pelo twitter e facebook. E não deixe de conferir a coluna "Papo de Mãe" no site www.bepantol.com.br. Obrigada a todos pela audiência e participação e continuem acompanhando o blog!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Rebeldia: mensagem de telespectadora

Oi, gente. O tema esta semana é Filhos Rebeldes.
Recebemos por e-mail esta mensagem muito bonita da nossa telespectadora Elda Evelina e gostaríamos de compartilhar com vocês. Desde já agradecemos à Elda pela participação!

"Tenho acompanhado o programa de vocês e aproveito para parabenizá-las pelo alto serviço que oferecem com esse trabalho. Tenho 58 anos e dois filhos, um casal, a filha de 35 anos (casada e com duas filhas - 12 e 7 anos) e o filho de 34 anos (casado e com 1 filha de 2 anos). Assisti o programa e achei muito interessante a abordagem do assunto por ser algo tão presente em todas as famílias.
No meu caso eu acredito que, muitas vezes, os pais acham os filhos rebeldes, no entanto, deveríamos analisar se é rebeldia mesmo ou se simplesmente são filhos que têm opinião própria e bom nível de argumentação. Afinal de contas, hoje nossos jovens têm acesso a muitas informações e têm, por isso, argumentação considerável a seu favor.
Eu optei por oferecer aos meus filhos condição de ter opinião própria, formação e informação que dessem a eles capacidade de escolha e decisão. Eu sabia que ter filhos com esse perfil poderia me trazer mais dificuldade para administrar o dia a dia. No entanto, tinha certeza de estar preparando meus filhos para terem melhores condições de enfrentar a vida com as dificuldades e obstáculos que normalmente temos à nossa frente.
Tinha uma regra a ser obedecida, eu permitia que eles escolhessem o que achassem melhor, me informando sobre a escolha deles para que eu pudesse acompanhar. Havia a conversa, argumentação e, quando eu entendia que a segurança poderia estar em risco, valia a imposição da minha parte. Era uma regra e costumávamos cumprir sem maiores problemas. De qualquer forma, a conversa era sempre franca e a verdade entre nós, era uma questão inquestionável. Sem mentiras e subterfúgios a confiança era mantida entre nós.
Eu, pessoalmente, também sempre apresentei ter muito opinião própria e, como estudava muito e mantinha um bom nível de informação, sempre quis mostrar o que queria e como queria, sem revolta, mas com firmeza. Não só na adolescência, mas também na vida profissional. Reconheço que possa ter sido uma pessoa difícil de ser administrada, mas sempre fui uma pessoa correta, honesta e cumpridora dos meus deveres.
Meus filhos também seguiram o mesmo caminho. Nem sempre foi fácil administrar as questões apresentadas por eles, mas a verdade, a correção de caráter e postura esteve sempre presente entre nós.
A verdade, a honestidade, a correção nas relações entre pais e filhos é algo que tem de estar sempre presente."
Abraços fraternos,
Elda Evelina
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Por hoje é isto. Lembrem que o Papo de Mãe também está no twitter e no facebook. E vocês podem enviar perguntas, sugestões e relatos para nosso e-mail: contato@papodemae.com.br  Só não esqueçam de dizer a cidade em que moram! Contamos com a participação de todos vocês!!! Até mais, pessoal!!!

sábado, 14 de agosto de 2010

Filhos Rebeldes é o tema desta semana!


Será que a rebeldia é uma questão de personalidade ou um problema? E como deve ser para os pais  ter que lidar com um filho rebelde?
Para o educador Paulo Freire “Não se pode ser sem rebeldia. A tarefa dos pais e educadores é ajudar o adolescente a encontrar um sentido produtivo e criador para a sua rebeldia.”
Para conversar sobre este assunto, o Papo de Mãe deste domingo recebe a psiquiatra Dra. Ana Paula Maia e a psicopedagoga Cecília Gaspariam, além de mães e filhos (um tanto rebeldes!). 
Na reportagem de Rosângela Santos, a rebeldia no cinema. E Davi de Almeida traz na "vez do pai" o depoimento de um pai que já foi muito rebelde.
Papo de Mãe é um programa para quem vive as dores e as delícias da vida em família. Informal com informação. E muita prestação de serviços. Neste domingo, 19 horas, na Tv Brasil.

E após o programa converse com a gente aqui no nosso chat! Acompanhe o PAPO diariamente pelo blog, facebook e twitter. Envie relatos, perguntas e sugestões para contato@papodemae.com.br. A participação de todos é muito importante para nós! 

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

S.O.S. PAPO DE MÃE

QUEM PERGUNTA: Ricardo
Minha esposa e eu tivemos um filho, ele está com 6 dias de vida e só quer mamar em um dos seios. Qual o motivo para que isso esteja acontecendo? Podem nos ajudar?

QUEM RESPONDE: Dra. Bárbara B. Matera A. Sampaio, pediatra e neonatologista do Hospital M Boi Mirim/SP, formada pela Faculdade de Medicina da Santa Casa/SP e pós-graduada pela FMUSP.
Dra. Bárbara
Ricardo, precisa ver se o seio que o bebê não aceita tem um bom mamilo, longo o suficiente para encostar no palato e estimular o reflexo da sucção. Se o mamilo deste lado é mais curto o bebê pode não querer sugar. Neste caso, poderia se tentar fazer uma prega com os dois dedos para tentar aumentar a parte que entra na boca do bebê. Se a mama estiver muito cheia, não se consegue fazer essa prega. Então é melhor esvaziar um pouco e tentar. Se não funcionar, tente usar bico de silicone que se coloca sobre o mamilo, tem 3 furos na extremidade e é bastante longo para encostar no palato. Existem várias marcas. Outra coisa que você pode tentar é mudar a posição do bebê. Ao invés de amamentar do modo tradicional (encostando barriga com barriga, com a cabeça do bebê apoiada no antebraço), tente no modo invertido: a mãe segura a cabeça do bebê, e o corpo dele fica apoiado sobre uma almofada do mesmo lado da mama ou na posição de cavaleiro. De qualquer modo, se a mama estiver muito turgida, esvazie antes um pouco para você conseguir fazer a prega. Espero que ajude. Boa sorte, Bárbara.

DICA DE HOJE
No dia 22 de Agosto, a dupla Paulo Tatit e Sandra Peres estreia o seu novo trabalho, num show interativo, com várias canções inéditas e releituras interessantes.

São Paulo será a primeira cidade a receber o novo show da dupla Palavra Cantada este ano.
BRINCADEIRAS MUSICAIS é o tipo de espetáculo que incentiva a platéia a participar ativamente. Para isso os músicos formataram um roteiro em que as brincadeiras pudessem ser entendidas pelas crianças durante o próprio espetáculo. Nessa seleção entraram grandes sucessos da dupla, como “Sopa”, “Criança Não Trabalha” e “Menina Moleca” e várias canções inéditas, entre elas “Tá Combinado”, “Dança das Caveiras”, “Galinha Não Voa” e “Bolinha de Sabão”, algumas compostas especialmente para o trabalho. É um espetáculo especial dentro da carreira da Palavra Cantada. Um convite às pessoas a penetrarem no universo da música através da experimentação, seja ela corporal, gestual ou com os instrumentos musicais de verdade.
Informações:

Por hoje é isto, pessoal. Para falar com a gente escrevam para contato@papodemae.com.br. Enviem perguntas, relatos e sugestões. Acompanhem também nossa coluna no site http://www.bepantol.com.br/ e nossos perfis no twitter e facebook.

NOVIDADE NO BLOG!!!!

Queridos, a partir de hoje temos a imensa satisfação de contar com a Bayer® como parceira em nosso blog. A parceria inclui, além do banner da pomada antiassaduras Bepantol®, a nossa colaboração na produção de conteúdo para o site www.bepantol.com.br em uma coluna exclusiva do “Papo de Mãe”. Vale a pena conferir e prestigiar porque tudo está sendo feito com muito cuidado e carinho. Obrigada a todos que colaboraram. Esperamos que gostem! 

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Papo sobre Mães Cadeirantes

Esta semana o tema no Papo de Mãe é Mães Cadeirantes!
Quem acompanhou o programa deve ter ficado impressionado com a determinação das nossas entrevistadas, que mesmo diante de uma limitação física, não se deixaram abalar e levaram adiante o sonho de se tornarem mães.
Mamães convidadas
Na reportagem de Rosângela Santos, acompanhamos toda a emoção do primeiro dia como mãe na vida de uma cadeirante. Na “vez do pai”, Davi de Almeida foi conhecer um casal cadeirante muito bem resolvido. E para esclarecer todas as nossas dúvidas, contamos com a presença dos especialistas: Dra. Miriam Waligora, obstetra e urologista, e Dr. Marcelo Reibscheid, pediatra.
Dra. Miriam e Dr. Marcelo
De acordo com uma pesquisa feita pela UNESP, Universidade Estadual Paulista, a maior parte dos cadeirantes deseja construir uma família e o sonho da maternidade é possível, mas exige um pré-natal bastante cuidadoso. Entre os principais cuidados está a prevenção e o correto tratamento de infecções urinárias que porventura estas gestantes venham a ter. Mas se tudo correr bem e a grávida tiver um bom acompanhamento médico é possível até mesmo que ela tenha um parto normal.
Isto mesmo. Existem especialistas que defendem o parto normal para cadeirantes. A terapeuta ocupacional americana Judith Rodgers, por exemplo, escreveu um guia para a gravidez e o parto de mulheres com deficiências. Segundo ela, um dos principais problemas da grávida numa cadeira de rodas é a falta de informação por parte dos profissionais.
Realmente, de acordo com os especialistas convidados pelo Programa, é possível que a cadeirante tenha um parto normal. Contudo, eles alertam que não se pode generalizar, pois cada caso merece ser avaliado individualmente. Assim como, durante a gravidez, a mãe cadeirante vai precisar de uma série de cuidados extras, na hora do parto não vai ser diferente. Por isto, é preciso muita cautela na hora de avaliar qual o tipo de parto mais indicado para esta gestante.
O que pudemos constatar ao longo do programa é que, apesar de alguns esforços localizados, os serviços de saúde (assim como outros tipos de serviços) ainda não estão preparados para atender às necessidades de uma cadeirante. Só para se ter uma idéia, muitas mulheres reclamam que é comum não serem examinadas por ginecologistas em suas consultas de rotina. E tem mais, segundo elas, ainda existem médicos que acreditam que a mulher deficiente não tem vida sexual ativa e que por isto não precisa ser examinada! Ora, uma cadeirante não é diferente de nenhuma outra mulher e precisa sim passar por todos os exames ginecológicos, seja durante a gestação ou ao longo de sua vida.
Felizmente, existem locais que se preocupam com estas mulheres. Em São Paulo, por exemplo, o Hospital Municipal Maternidade-Escola de Vila Nova Cachoeirinha oferece um serviço de atendimento exclusivo à mulher com deficiência. A maternidade tem camas especiais para exames ginecológicos, mamógrafo para que a paciente faça exames sem sair da cadeira de rodas e uma espécie de guindaste para transferi-la da cadeira para a cama. Fica aí o exemplo para que outras instituições de saúde se adaptem melhor para atender suas pacientes...
Enfim, este foi um breve resumo do nosso “Papo” deste último domingo. Para quem perdeu o comecinho do programa, logo mais disponibilizaremos o primeiro bloco aqui no blog.
Se você gosta e assiste o Papo de Mãe, participe escrevendo para contato@papodemae.com.br. Mande relatos, sugestões e perguntas. E lembre-se: aqui no blog, o assunto do programa de domingo permanece em pauta durante toda a semana. Além disto, você também pode acompanhar a gente pelo twitter e pelo facebook. Contamos com a participação de todos! Um grande beijo e até mais!!!

Mães cadeirantes é o tema da semana!

Oi pessoal!
O Papo de Mãe deste domingo foi sobre mães cadeirantes e o programa estava muito legal. Vejam as fotos!

Obrigada a todos que prestigiaram o programa! Continuem ligados aqui no blog porque na sequência teremos mais novidades!

sábado, 7 de agosto de 2010

PLANTÃO PAPO DE MÃE: Feliz Dia dos Pais!!!!

De Mariana para Ricardo Kotscho
"Costumo dizer que com meu pai aprendi que o jornalismo é mais do que uma profissão – é uma opção de vida. Quando pequena ficava fascinada com aquele barulhinho das máquinas de escrever (que já nem existem mais) nas redações e também na minha casa. Isso porque muitas vezes, ao voltar de uma viagem de trabalho, meu pai já começava a escrever a reportagem em casa mesmo!
Pra mim foi algo natural seguir a mesma carreira que ele, pois é como se eu já estivesse aprendendo a ser jornalista desde que nasci. Minha casa estava sempre cheia de jornalistas e também fascinantes eram todas aquelas histórias sobre reportagens e grandes coberturas. Gostava de ir trabalhar com meu pai nos plantões aos finais de semana, ficava lá brincando nas máquinas, vendo a impressão dos jornais, conversando com fotógrafos, motoristas, editores....
Aos 17 anos, quando comecei de fato a trabalhar numa redação, passei a encarar também plantões e mais plantões. Mas não poderia reclamar, eu já estava num ambiente muito familiar para mim. Na minha infância mais de uma vez viajei com meu pai quando ele ia fazer alguma reportagem fora de São Paulo. E quando tive que viajar a trabalho também achei tudo muito natural.
Então às vezes me perguntam: -“Seu pai pediu pra você ser jornalista?” . Eu respondo que nem precisava, né?
Assim como Ricardo Kotscho também amo minha profissão. Ele tem o caminho dele e eu o meu. Meu pai me ensinou ainda que o jornalismo tem uma função social muito importante e que há reportagens que podem até ajudar a quem precisa.
A lembrança que tenho da minha infância não é a de um pai que levava pra escola ou ia buscar nas festas. Até porque ele sempre viajou muito a trabalho ou sempre teve horários malucos. Como pai o que ele me passou foram valores fundamentais de vida, de caráter, de ser bom profissional e continuar sendo, acima de tudo, uma boa pessoa. Sou filha coruja.
E hoje, sempre que pode, ele vai junto com minha mãe pegar meus 3 filhos na escola..."

Ricardo e Mariana Kotscho
Mariana Kotscho é mãe, jornalista com 18 anos de experiência em televisão (sendo 12 como repórter da Rede Globo), criadora e apresentadora do Programa Papo de Mãe – no ar pela TV Brasil aos domingos, às 19h. Ela escreveu este texto a pedido da editora Trip que faz a revista das lojas C&A. O texto foi publicado na revista especial de dia dos pais que está sendo distribuída nas lojas C&A este mês.
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De Janaína para Manoel Moura
Existe algo ilimitado no amor de um pai,
algo que não pode falhar,
algo no qual acreditar
mesmo que seja contra o mundo inteiro.
Nos dias da nossa infância,
gostamos de pensar
que nosso pai tudo pode;
mais tarde,
acreditaremos que seu amor
pode compreender tudo.
(Frederick Faber)
Pai te amo com todas as minhas forças.
Obrigada por tudo!
Beijos, Janaína Moura
Janaína Moura é atriz e interpreta a "boneca sapeca" no programa Papo de Mãe.
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A equipe PAPO DE MÃE deseja a todos os pais um FELIZ DIA DOS PAIS e convida toda a família a prestigiar o programa sobre "mães cadeirantes" neste domingo (08/08) às 19 horas, na TV Brasil. Um beijo a todos e até mais!!!!

S.O.S. PAPO DE MÃE

QUEM PERGUNTA:  Telespectador Alex
Minha família sabe da minha orientação, mas na rua no trabalho ainda sou hetero e isso me deixa constrangido. Queria saber qual é a melhor maneira de dizer em meu trabalho que não sou hetero e que sou gay? 

QUEM RESPONDE:  Especialista Sílvia Lobo, terapeuta, que já participou do programa Papo de Mãe por duas vezes.
Sílvia Lobo
Você nos conta que pode se abrir com sinceridade, quanto a sua orientação sexual, com as pessoas de sua intimidade. Entendemos que seu constrangimento resulta da experiência de sentir-se disfarçado socialmente, o que, de fato, causa grande desconforto. Contudo, vale a pena considerar que no trabalho espera-se de nós competência de desempenho e não explicitação de nossas escolhas sexuais. Assim, não se apresse em suas revelações e, sobretudo, identifique em você o benefício que teria profissionalmente ao declarar-se gay e identifique nas pessoas que com você trabalham mais de perto e, sobretudo, em sua chefia, a aliança que poderia encontrar ao se apresentar mais pessoalmente. E lembre-se: quanto mais intimamente nos apresentamos, mais confiança precisamos sentir nas pessoas com as quais nos abrimos. Caso não seja assim, não vale a pena a sinceridade.

Outra pergunta:
ANNA: Tenho 21 anos, moro na capital de SP e sou musicista. Sou homossexual e acabei de assistir ao programa Papo de Mãe sobre o tema Homossexualidade. Gostaria muito que você me ajudasse, tenho algumas questões, sabe? Fiz vários anos de terapia (não só por isso, claro) mas não tiraram todas as minhas dúvidas, medos em relação à família. Você pode me ajudar? Desde já agradeço a atenção.Beijos e boa semana! 
SÍLVIA LOBO: Anna, dúvidas e medos são emoções valiosas para nos acompanhar ao longo da vida, pois nos estimulam ao pensamentos e nos alertam a agir com cuidado em relação a pessoas e coisas para nos proteger ou as proteger. Portanto, não lastime a existência destes sentimentos dentro de você, nem tampouco tente liquidá-los. Prossiga como tem feito, procurando entendê-los e buscando ajuda com pessoas de sua confiança.