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Na TV Brasil

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Filhos doentes, mas alunos presentes: saiba mais sobre o Atendimento Escolar Hospitalar e Domiciliar

Olá a todos!
Nosso tema esta semana é "filhos doentes em casa". 
Para darmos início às postagens sobre o assunto,  trouxemos o artigo a seguir, de autoria de uma de nossas convidadas, a pedagoga Beatriz Rizek, a quem desde já agradecemos pela participação!
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Filhos doentes, mas alunos presentes: saiba mais sobre o  Atendimento Escolar Hospitalar e Domiciliar
Por Beatriz Rizek*
Antes de iniciar nosso papo, um alerta: a exemplo do que é dito em vários materiais de divulgação, preciso lembrar a todos que de forma alguma este artigo substitui uma avaliação médica e o devido encaminhamento. Sou pedagoga, tenho formação sólida, muita experiência em sala de aula, estudo as neurociências, mas não sou exatamente da área da saúde, portanto, leiam-me com moderação! O que descrevo aqui limita-se muito mais a divulgar nossos direitos à educação em condições adversas - hospitalar, domiciliar e no leito – do que a esclarecer sobre uma ou outra situação, até porque os exemplos que utilizo têm apenas finalidade didática. Na dúvida, não ultrapasse: procure um profissional da saúde! Isto posto, vamos ao que nos interessa.
Muitas vezes, a vida escolar de nossos filhos se transforma de uma caixinha de surpresas para uma caça ao tesouro. Refiro-me, especificamente, à busca pelo tesouro em forma de saúde, elemento fundamental para que a aprendizagem informal e a rotina escolar não sejam interrompidas. Às vezes, começa com um choro, evolui para manhas frequentes, mal humor, irritação, hiperatividade...os “inícios” são muitos e bastante variados e a caça ao tesouro é identificar a causa, já que os sintomas são geralmente conhecidos. Desvendada a causa, começam os cuidados necessários ao pronto restabelecimento do pequeno paciente. Isso, algumas vezes, pode significar perder muitas aulas importantes e até mesmo a impossibilidade de executar tarefas até então simples, como montar um quebra cabeça, ler, escrever, digitar ou, em situações mais graves, falar de maneira clara, mantendo uma comunicação efetiva.
Doenças infantis fazem parte de uma vida saudável pois, em certa medida, é tranquilizador saber que algumas dessas doenças dificilmente surpreenderão a criança em fases futuras de seu desenvolvimento. Um adulto com catapora ou caxumba, por exemplo, além de ser algo bastante constrangedor, pode vir a sofrer sérias mudanças em sua vida profissional ou estudantil. Infelizmente, não é só isso: atualmente, nossa vida está mais fragilizada e exposta a episódios decorrentes de violência urbana que, algumas vezes, resultam em síndromes do pânico, transtornos de comportamento, fobia social, déficit de atenção e, em contextos mais graves, comprometimento de uma ou mais partes do cérebro, como no caso de acidentes de trânsito ou de acidentes vasculares. Nessas situações extremas, são desencadeados processos de tratamento intensos e ininterruptos, onde a exigência de internação se faz presente e é inquestionável. Da mesma forma, em situações nas quais o indivíduo encontra-se mental e psicologicamente incapacitado ou impedido de ter vida social e/ou escolar, tratamento e atendimento pedagógico hospitalar / domiciliar estão previstos e podem ser requeridos. Pessoas com comprometimento neurológico ou com transtornos globais de desenvolvimento, por exemplo, também podem ser enquadradas em tais serviços de saúde.
Evidentemente, o aproveitamento escolar varia de acordo com a enfermidade e com as condições apresentadas pelo aluno/paciente. Nem sempre a educação hospitalar atende às exigências curriculares impostas pela escola de origem, mas isso é outra história! O fato é que, independentemente da idade ou da fase de vida em que estejam, pais com filhos doentes e que frequentam escola regular têm amparo legal para não interromper ou suspender por tempo indeterminado seus estudos nem comprometer o cumprimento das atividades previstas no calendário escolar. Trabalhos, pesquisas, lições de casa diárias e até mesmo as tradicionais avaliações e provas podem ser feitas em domicílio e/ou na sala de aula hospitalar, quando for o caso. Aliás, habitue-se a perguntar se o hospital que lhe atende dispõe de uma sala de aula própria para estudos mesmo; não para brincadeiras livres nem para atividades conduzidas por terapeutas. Para isso, respectivamente, existem (ou deveriam existir) as brinquedotecas e as ludotecas.
Limitando-me a mencionar políticas públicas que promovem a educação escolar em condições especiais, inicio com o documento elaborado pelo Ministério da Educação, em parceria com a Secretaria de Educação Especial, intitulado “Regulamentação da Classe Hospitalar e Atendimento Pedagógico Hospitalar”. Por meio dele, o indivíduo hospitalizado ou com assistência domiciliar tem direito até mesmo ao atendimento educacional no leito. Na Regulamentação encontram-se estratégias e orientações específicas. Em seguida, temos a Portaria nº 2.529 de 19 de outubro de 2006, que institui a Internação Domiciliar no Âmbito do SUS. Tanto a Regulamentação como a referida Portaria são documentos praticamente desconhecidos pelas entidades e pela população. No entanto, os direitos existem, podem e devem ser cobrados e aplicados, seja na rede pública, seja na rede particular da saúde ou da educação.

Referências:
• Brasil. Ministério da Educação. Classe hospitalar atendimento pedagógico hospitalar: estratégias e orientações. / Secretaria de Educação especial – Brasília : MEC; SEESP, 2002.
• Escolarização hospitalar: educação e saúde de mãos dadas para humanizar. Elizete L. Moreira Matos (org) – Petrópolis;RJ: Vozes, 2009.

*Beatriz Rizek é Psicopedagoga, Psicomotricista, Pedagoga Hospitalar e aluna dos cursos Reabilitação Neuropsicológica e Neuroaprendizagem e Transtornos do Aprender. Realiza atendimento educacional domiciliar com apoio de equipe multidisciplinar. Participou do Programa Papo de Mãe sobre "filhos doentes em casa" exibido em 27.02.2011. Site: www.biarizek.com.br E-mail: [email protected].br.

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UTILIDADE PÚBLICA
 Saúde convoca população para doar sangue antes do Carnaval
Objetivo é garantir estoques para o feriado prolongado, período de movimento e acidentes nas estradas
A Secretaria de Estado da Saúde está convocando os paulistas a doarem sangue no período pré-Carnaval. O objetivo é reforçar os estoques dos hemocentros no Estado. Em feriados prolongados, como o de Carnaval, os estoques dos bancos de sangue chegam a baixar 30%. Neste período, geralmente aumenta o número de casos nos quais há necessidade de sangue, como atendimentos de emergência a vítimas de acidentes, por exemplo. O doador deve ter idade entre 18 e 65 anos, peso acima de 50 quilos, estar bem alimentado e apresentar documento original, com foto. Não pode doar sangue quem teve hepatite após os 10 anos de idade, seja portador de hepatite B, hepatite C, Aids e usuários de drogas injetáveis. A lista com endereços dos postos de coleta de todo o Estado pode ser consultada no site da Secretaria de Estado da Saúde: www.saude.sp.gov.br.
Em outras cidades brasileiras vocês podem descobrir como fazer para doar sangue ligando  gratuitamente para o Disque Saúde: 0800-611997.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Filhos doentes em casa é o tema do Papo de Mãe deste domingo!

Seja por virose ou algum motivo mais grave, o fato é que ter um filho doente em casa não é nada fácil. E dependendo da gravidade da doença e do tempo que o filho ficará em tratamento, muitas vezes, é necessário faltar ao trabalho ou até mesmo largar o emprego. Como será que cada família lida com isto?
Para falar sobre como é a experiência de ter um filho doente em casa é que Mariana Kotscho e Roberta Manreza recebem convidados e especialistas, entre eles a Dra Mariza Dias, médica que trabalha com atendimento domiciliar, o Dr. Rafael Robba, advogado especializado na área de saúde, e a pedagoga Beatriz Rizek.
Rosângela Santos mostra para gente como é a rotina escolar de crianças que passam muito tempo internadas em hospital. Davi de Almeida, na "vez do pai", bate um papo com Fernando, pai de um menino portador de uma doença rara conhecida como "ossos de vidro", e Pedrinho Tonelada conversa com o povo nas ruas. 
Após o programa, até às 21 horas, converse com a gente pelo chat aqui no blog. E, durante a semana, acompanhe as nossas postagens sobre o tema. Siga o programa pelo Twitter (@papodemae), pelo Facebook e pelo Orkut. Assine o nosso Feed para receber nossas atualizações e torne-se nosso seguidor. E para entrar em contato com a nossa equipe escreva para [email protected].
Papo de Mãe é um programa imperdível para quem vive as dores e as delícias da vida em família. Informal com informação. Emocionante. Interativo. E com muita prestação de serviço. Neste domingo, 27/02, às 7 da noite, na Tv Brasil.





quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Relato de telespectador sobre racismo + dica

Olá, estamos de volta para falar sobre racismo, tema do Papo de Mãe deste último domingo. Vocês que acompanham o programa e o blog já sabem que sempre abrimos espaço para publicar relatos que chegam até nós (desde que autorizados). Pois bem, desta vez quem nos escreve é o nosso amigo e telespectador Laércio Dativo, advogado e professor de direito, do Rio de Janeiro, que costuma contribuir muito com o nosso blog. Laércio é negro com muito orgulho  e tem muitas histórias para contar. Selecionamos uma delas, na qual ele relata a humilhação que presenciou com uma de suas alunas. Confiram.
“É um assunto que para alguns não existe, porém, para aqueles que o sentem, principalmente, na pele, dói profundamente. Já sabem do que falo, não é!? O Racismo.Vou lhes descrever uma situação a qual vivi e me senti impotente em não ter instrumentos hábeis para coibir essa prática tão pequena da alma humana. Vamos lá!
Em meados de 2009, estava substituindo uma professora que estava de licença. Após a exposição da aula de direito empresarial, apliquei casos práticos para que os alunos vivessem a disciplina na prática. Contudo, ao visualizar a turma de minha mesa, já sentado, percebi que faltava uma aluna, na verdade, uma das melhores que tinha. Era uma senhora negra que sempre foi muito aplicada nos estudos e gostava de debater oralmente casos práticos em aula.
Por volta da metade do tempo de aula, ela apareceu, muito triste, e seus olhos refletiam isso. Perguntei-lhe o motivo. Ela me relatou que um professor “branco” que ela considerava um jovem educado e de grande conhecimento a insultou, e o pior é que todos da turma dela começaram a rir. Ela me relatava o fato e chorava, e eu conhecendo este docente, fiquei deveras revoltado, porque o mesmo defende a imagem de "garantidor dos direitos humanos".
Somente pude lhe dizer que por muitas vezes passei por situações semelhantes na infância porque era conhecido como o "filho da costureira", mas isto não me impediu de atingir meus sonhos.
Consegui estabilizá-la, porém, internamente, permaneci em reflexão: será mesmo que a pele é o resultado deste tratamento desumano, ou a alma humana, com suas experiências, traz em si um temor indefinido? Na verdade, não sabemos. Somente devemos coibir práticas desumanas como esta. Somos todos seres humanos, e a cor da pele, digamos, foi uma forma de que Deus se utilizou para diversificar a beleza e demonstrar sua sabedoria”. Por Laércio Dativo.
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DICA DE HOJE
Inscrições para o 20º Concurso de Pintura Infantil Bayer terminam em 28 de fevereiro
Faltam poucos dias para o encerramento das inscrições do 20º Concurso Internacional de Pintura Infantil sobre o Meio Ambiente, uma iniciativa da Bayer em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). A partir do tema “Vida nas Florestas”, crianças e adolescentes de 6 a 14 anos são incentivados a soltar a imaginação em seus desenhos e refletir sobre a importância de cuidar e preservar a natureza. A Bayer receberá inscrições até 28 de fevereiro de 2011.
Os participantes concorrerão a prêmios em 2 etapas: uma no Brasil e outra internacionalmente. A etapa brasileira será dividida em quatro categorias: de 6 a 7 anos, 8 a 9; 10 a 11 e 12 a 14. Os três primeiros colocados de cada categoria serão premiados com um computador portátil, aparelho MP4 e kit de desenho, respectivamente. As pinturas serão julgadas seguindo os critérios de criatividade e adequação ao tema. Todos os participantes da etapa brasileira estarão automaticamente inscritos no concurso internacional e concorrerão, em uma única categoria, com outras pinturas da América Latina e das regiões da América do Norte, Europa, África, Ásia-Pacífico e Ásia Ocidental a diversos prêmios, incluindo uma quantia em dinheiro e uma viagem com acompanhante para a Conferência Internacional da Tunza para as Crianças. Para saber mais sobre o regulamento clique aqui.
Serviço: 20º Concurso Internacional de Pintura Infantil Bayer-PNUMA - Inscrições até 28 de fevereiro de 2011.  Os desenhos devem ser enviados para a Bayer: Rua Domingos Jorge 1.100, 8º andar - CEP 04779-900 - Bairro Socorro - São Paulo - SP.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

UNICEF: Por uma infância sem racismo

A campanha Por uma infância sem racismo faz parte da celebração dos 60 anos de atuação da UNICEF no Brasil.  A UNICEF tem como missão colaborar com os governos dos países para que assegurem direitos iguais para cada criança e cada adolescente e considera que promover a equidade racial é de extrema importância para o desenvolvimento social e econômico das nações.
No Brasil e em outros 190 países, esse trabalho é realizado em parceria com governos e sociedade. Por meio da união de forças, a UNICEF acredita que será possível superar as disparidades que ainda impedem a sobrevivência e o desenvolvimento de milhões de meninas e meninos em todo o mundo.

Dez maneiras de contribuir para uma infância sem racismo
1. Eduque as crianças para o respeito à diferença. Ela está nos tipos de brinquedos, nas línguas faladas, nos vários costumes entre os amigos e pessoas de diferentes culturas, raças e etnias. As diferenças enriquecem nosso conhecimento.
2. Textos, histórias, olhares, piadas e expressões podem ser estigmatizantes com outras crianças, culturas e tradições. Indigne-se e esteja alerta se isso acontecer – contextualize e sensibilize!
3. Não classifique o outro pela cor da pele; o essencial você ainda não viu. Lembre-se: racismo é crime.
4. Se seu filho ou filha foi discriminado, abrace-o, apoie-o. Mostre-lhe que a diferença entre as pessoas é legal e que cada um pode usufruir de seus direitos igualmente. Toda criança tem o direito de crescer sem ser discriminada.
5. Não deixe de denunciar. Em todos os casos de discriminação, você deve buscar defesa no conselho tutelar, nas ouvidorias dos serviços públicos, na OAB e nas delegacias de proteção à infância e adolescência. A discriminação é uma violação de direitos.
6. Proporcione e estimule a convivência de crianças de diferentes raças e etnias nas brincadeiras, nas salas de aula, em casa ou em qualquer outro lugar.
7. Valorize e incentive o comportamento respeitoso e sem preconceito em relação à diversidade étnico-racial.
8. Muitas empresas estão revendo sua política de seleção e de pessoal com base na multiculturalidade e na igualdade racial. Procure saber se o local onde você trabalha participa também dessa agenda. Se não, fale disso com seus colegas e supervisores.
9. Órgãos públicos de saúde e de assistência social estão trabalhando com rotinas de atendimento sem discriminação para famílias indígenas e negras. Você pode cobrar essa postura dos serviços de saúde e sociais da sua cidade. Valorize as iniciativas nesse sentido.
10. As escolas são grandes espaços de aprendizagem. Em muitas, as crianças e os adolescentes estão aprendendo sobre a história e a cultura dos povos indígenas e da população negra; e como enfrentar o racismo. Ajude a escola de seus filhos a também adotar essa postura.

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ATENÇÃO PARA ESTE APELO DA AHPAS!
"Caro amigo da AHPAS,
Devido ao trânsito cada vez mais caótico em São Paulo, os veículos da AHPAS estão demorando muito mais tempo para levar e trazer dos tratamentos as crianças e adolescentes com câncer atendidos. Decidimos fazer um apelo ao Secretário Municipal de Transportes, pedindo para que os veículos da AHPAS, devidamente identificados, tivessem autorização para transitar nos corredores de ônibus, o que diminuiria o tempo no trânsito e possibilitaria o atendimento a mais crianças.
Depois de alguns meses do encaminhamento da solicitação, recebemos uma carta da Chefe de Gabinete, com um parecer jurídico indeferindo o pedido sob dois argumentos absolutamente sem sentido: um deles dizendo que não há como autorizar os veículos da AHPAS, pois somente ônibus, ambulâncias e veículos de segurança podem usar o corredor. Isto não é verdade, pois também os táxis e as vans do Atende (serviço de transporte similar ao oferecido pela AHPAS) utilizam os corredores de ônibus. O outro argumento (absurdo!) é o de que os veículos da AHPAS (hoje apenas cinco) iriam causar transtornos ao trânsito e atrapalhar a população.
Fizemos um recurso com embasamento legal, ao qual anexamos todos os apoios que a AHPAS tem recebido dos hospitais e da mídia. O recurso foi entregue na última sexta-feira (dia 18/2) e vamos fazer uma grande campanha para que esse pedido seja aprovado.
Estamos pleiteando o apoio de políticos simpatizantes da causa, de órgãos da imprensa, dos hospitais atendidos, das famílias dos pacientes e dos amigos da AHPAS para que apóiem essa iniciativa. Como apoiar?
• Se você é uma autoridade do setor público ou privado: solicitando diretamente ao Secretário o DEFERIMENTO do justo pedido.
• Se você é profissional da mídia: divulgando o pleito nos seus veículos de comunicação e apontando para a inconsistência da negativa.
• Se você é nosso colaborador ou beneficiário: divulgando o pleito pela internet, para amigos e conhecidos, formando uma grande rede de apoio às crianças e familiares atendidos pela AHPAS.
Detalhamento do processo: recurso entregue em 18/02/2011 na SMT, em ofício AHPAS nº 002/2011, Protocolo nº 60.20.10.001.
Grande abraço a todos!
Tatiana Piccardi
P.S.: Faça já o seu gesto de protesto! Não deixe para amanhã".
Conheça o trabalho da AHPAS pelo site: www.ahpas.org.br

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Papo sobre Racismo



O tema do Papo de Mãe deste domingo (20/02) é Racismo. Segundo dados do IBGE, pela primeira vez no Brasil, o grupo formado por negros superou o número de brancos. Em 2009, as pessoas que se declararam negras ou pardas somaram 51,1% da população do país. Mas será que ainda existe muito preconceito? E se existe, o que fazer para acabar com ele?

Para conversar sobre este assunto Mariana Kotscho e Roberta Manreza recebem convidados muito especiais, entre eles Heber Fagundes, conselheiro da UNEAFRO BRASIL, Tatiana Vieira, coordenadora do Núcleo de Combate à Discriminação, Racismo e Preconceito da Defensoria Pública de São Paulo e Terezinha Bernardo, professora do Departamento de Antropologia da PUC/SP.

Após o programa, até às 21 horas, converse com a gente pelo chat aqui no blog. E, durante a semana, acompanhe as nossas postagens sobre o tema.
Siga o programa pelo Twitter (@papodemae), pelo Facebook e pelo Orkut. Assine o nosso Feed para receber nossas atualizações e torne-se nosso seguidor. E para entrar em contato com a nossa equipe escreva para [email protected].

Papo de Mãe é um programa imperdível para quem vive as dores e as delícias da vida em família. Informal com informação. Emocionante. Interativo. E com muita prestação de serviço.Todo domingo, 7 da noite, na Tv Brasil.








quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

DICA DE ARTE E LEITURA

Instituto Callis promove oficina gratuita de teatro de sombras para educadores
Participantes aprenderão as técnicas básicas do teatro de sombras, montarão uma cena teatral e ainda vão ganhar certificado.
No dia 19 de fevereiro, o Instituto Callis oferece aos educadores a possibilidade de aprender uma nova linguagem artística para aplicar em sala de aula: o teatro de sombras. Na oficina “O Fascínio das Sombras”, a primeira do ano realizada pelo instituto, a atriz e arte educadora Regina Pessoa mostrará aos participantes, por meio de uma vivência prática, como elaborar uma pequena estrutura de teatro de sombras para utilizar em sala de aula. Eles também aprenderão a confeccionar figuras (bonecos de sombra) com recortes e desenhos e ainda vão produzir uma cena teatral usando essa forma de linguagem.
Ao todo, são 20 vagas disponíveis. Para participar, basta enviar um e-mail para in[email protected], com nome completo, instituição em que atua ou estuda, cargo (ou habilitação), telefone e e-mail para contato. Os selecionados irão receber um e-mail de confirmação da vaga e, então, podem comparecer à oficina.
Serviço:  Oficina: “O Fascínio das sombras” - Data: 19/02/2011 – Sábado - Horário: das 10h às 12h  Local: Instituto Callis - Endereço: Rua Oscar Freire, 379, 6º andar -Cerqueira César – São Paulo – SP - Evento gratuito - Nº de vagas: 20
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Buenos Aires com Crianças: aventurinhas na terra do dulce de leche
A Pulp Edições lança mais um título dedicado às viagens com filhos: Buenos Aires com Crianças – aventurinhas na terra do dulce de leche. Escrito pela jornalista carioca Fernanda Paraguassu, o livro é um guia imprescindível para conhecer cada cantinho de Buenos Aires com os filhos a tiracolo. Além de dicas práticas de como entreter as crianças no país vizinho, o guia traz muita informação sobre a cultura local, eventos imperdíveis, lojas incríveis e restaurantes de dar água na boca. O livro tem formato pocket, para caber na bolsa de toda mãe precavida e é recomendado até mesmo para quem não tem filhos mas quer conhecer pontos interessantes da cidade. O texto é leve e divertido e a viagem começa ao abrir a primeira página.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Programa sobre Diabetes

Olá!
Se você perdeu o programa sobre Diabetes, aqui vai mais uma oportunidade para assisti-lo. Recomende aos amigos!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Entenda o Diabetes Juvenil ou Tipo 1


O Diabetes Juvenil, também chamado de Diabetes tipo1, embora muito menos comum do que o tipo 2 (Diabetes Senil), é muito mais agressivo e menos lento, sendo uma doença crônica e degenerativa com alto risco de complicações graves, além do risco de vida prematura. Trata-se de uma doença que não tem cura, mas tem tratamento preventivo de complicações graves, ou seja, das terríveis doenças associadas ao Diabetes (a exemplo de: cegueira, falência dos rins, mutilação dos membros inferiores, problemas cardiovasculares, dentre outras). 
Aflige, principalmente, crianças e adolescentes na faixa etária de 0-19 anos, de forma abrupta, sem possibilidade de diagnóstico prévio, tornando-as multi-dependentes de imediato e pelo resto da vida de: de injeções de insulina sintética ao menos 2 vezes ao dia; dieta rigorosa e restritiva; prática de atividades físicas programadas; tratamento preventivo diário; dedicação integral do cuidador; controle glicêmico diário; observações constantes e preventivas (físicas e emocionais); assistência médica constante; exames clínicos e laboratoriais periódicos.
Ao contrário do que muitos pensam (inclusive profissionais de saúde), confundindo o tratamento do Diabetes tipo 1 com o do tipo 2, o tratamento preventivo do Diabetes Juvenil (tipo 1) não é fácil, e não está acessível à maioria dos pacientes pertencentes às famílias carentes (desprovidas de toda ordem de recursos para o custeio e o manejo diário em casa desse tratamento, sobretudo em razão do custo elevado e da exigência de dedicação integral).
Para se ter uma idéia, vejam os cuidados que são necessários no tratamento de um paciente portador de diabetes tipo 1:
- Se for administrada uma dose de insulina um pouco menor do que a necessária, não haverá nenhum efeito; se for administrada uma dose de insulina um pouco maior do que a necessária, poderá haver a deflagração de uma crise de hipoglicemia, levando ao coma diabético, e até mesmo à morte do paciente.
- Se for administrada somente insulina, e em doses crescentes - deixando de lado a dieta rigorosa e restritiva, assim como a prática regular de exercícios físicos - haverá o risco de o organismo tornar-se resistente à ação de insulina, tornando o controle preventivo extremamente difícil.
Contribuem também para essa criticidade, as crises de hipoglicemia ou hiperglicemia, às quais o paciente está exposto diariamente. Essas crises, quando não-agudas, são precursoras das complicações graves que, por sua vez, exigem internações e re-internações frequentes, tratamentos de alta complexidade (hemodiálise, laserterapia) e altos custos, culminando com incapacitações e morte prematura do paciente. Além disto, essas crises, quando agudas, podem gerar sequelas gravíssimas, como paralisia cerebral ou provocar até mesmo o óbito.
Outras informações sobre a doença e o tratamento vocês encontram no site http://www.diabetenet.com.br/.


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

ONG Pró-Crianças e Jovens Diabéticos

Olá!

Cláudia Filatro

No Programa deste domingo tivemos o prazer de receber convidadas que compartilharam conosco suas experiências sobre um assunto muito sério: DIABETES.   Contamos com a participação da presidente da ONG Pró-Crianças e Jovens Diabéticos, Cláudia Filatro, que desenvolve um trabalho muito bacana com crianças e jovens de baixa renda. A seguir, conheçam um pouco mais sobre este trabalho.


 ONG Pró-Crianças e Jovens Diabéticos - ONG JD
A ONG Pró-Crianças e Jovens Diabéticos é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, fundada em 01/05/2005, localizada na cidade de Campinas/SP, que presta assistência social gratuita aos portadores de diabetes tipo 1, com prioridade para as crianças e jovens de baixa renda. Sua missão é prover amor, orientação e meios às crianças e jovens diabéticos e às suas famílias.
A ONG JD desempenha essa missão atuando como agente interface – entre quem detém os meios e que deles necessita. Seu papel  é o de defender os direitos, interesses e necessidades dos portadores de diabetes tipo 1 em todas as instâncias, de modo gratuito, com visão holística, compaixão, orientação domiciliar, mobilização e repasse de meios, contribuindo para o rompimento do círculo vicioso cruel - leia-se da DOENÇA SOCIAL (carência de recursos de toda ordem, miséria, desemprego, fome, moradias precárias, ausência de valores morais e afetivos, famílias numerosas, promiscuidade, baixa ou nenhuma instrução, ignorância, incapacitação pessoal e profissional do chefe de família, negligência de toda ordem, violência sexual e doméstica, drogas, alcoolismo, etc.), mediante a prestação de assistência social sem finalidade de lucro – em nível domiciliar, em proveito das crianças e jovens diabéticos, com prioridade para as famílias de baixa renda (até 3 salários mínimos).
Concorrendo com outras 25 entidades da Baixada Santista/SP, e tendo como júri o Instituto Ayrton Senna, a ONG JD recebeu em 2006  o Prêmio "Comunidade em Ação", promovido pelo Jornal "A Tribuna" (filiada Rede Globo Baixada Santista) e CPFL - Companhia Piratininga de Força e Luz , na categoria Melhor Entidade da Baixada Santista ano 2006.
Apesar do pouco tempo de existência (5 anos), a ONG JD obteve conquistas significativas desde sua fundação, atuando em defesa dos direitos dos portadores de diabetes tipo 1, através de gestões conduzidas por Cláudia Regina Filatro, presidente da ONG JD (decoradora, mãe de uma criança com diabetes tipo 1 desde os 3 anos de idade (atualmente com 10 anos), junto aos Ministérios Públicos de Guarujá/SP, Minas Gerais, Santos/SP e Praia Grande/SP, os quais promoveram ações judiciais coletivas contra os Órgãos de Saúde Públicos locais, garantindo, assim, a dispensação gratuita e regular dos medicamentos de alto custo (R$ 600,00/mês por paciente), bem como a especialização, capacitação de profissionais de saúde em Diabetes e a reestruturação da área de atendimento médico aos pacientes portadores de diabetes tipo 1 (leia-se atendimento com hora marcada). Esses benefícios já alcançaram diretamente cerca de 600 (seiscentos) menores de idade da Baixada Santista/SP e cerca de 200 (duzentos) em Uberlândia/MG.
No final do 2.º semestre de 2008, a matriz da ONG JD foi transferida para Campinas/SP ( a filial é mantida no Guarujá/SP). Atualmente, com o apoio do Ministério Público Federal do Brasil e da Procuradoria Geral da União a ONG vem lutando em defesa dos direitos das crianças e adolescentes com diabetes tipo 1 em nível nacional, por meio do ingresso de ações judiciais coletivas.
Em janeiro de 2010, a ONG JD deu início ao Projeto ZELOUS – Telemedicina Preventiva em favor das crianças e adolescentes com diabetes tipo 1, após ter sido selecionada pela Oi Futuro (empresa de telefonia móvel) dentre 1.000 Projetos Sociais. No início de 2011, dará início a outro Projeto patrocinado pela Oi Futuro Novos Brasis denominado "Mapeamento Digital dos Direitos dos Portadores de Diabetes" (selecionado dentre 800 Projetos Sociais), proporcionando ao portador de diabetes a possibilidade de pesquisar em um site todas as leis de seu interesse (já foram selecionadas mais de 500 leis).
Saibam mais sobre a  ONG Pró-Crianças e Jovens Diabéticos - ONG JD no http://www.prodiabeticos.org.br/. Endereço: Rua Dona Anita Mayer, 85 Botafogo - CEP: 13.020-350 Campinas/SP -  - tel: 19-3384.32.97 19-9308.73.29 - skype: claudiafilatro - MSN: [email protected].
Por hoje é isto, mas continuem acessando o blog que durante a semana daremos continuidade ao tema DIABETES. Até + !

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Diabetes é o tema do próximo programa!

Olá!
O Papo de Mãe deste domingo (13/02) vai tratar sobre diabetes juvenil ou tipo 1.
Segundo dados da Federação Internacional de Diabetes, a doença já afeta 246 milhões de pessoas em todo o mundo. E até 2025, a previsão é que esse número chegue a 380 milhões.
No Brasil, há mais de 6 milhões de diabéticos. Trata-se de uma doença que não atinge apenas adultos e que pode ter diferentes causas.
E para conversar sobre este assunto vamos receber convidados muito especiais, entre eles a Dra Denise Franco, endocrinologista e diretora científica da Associação de Diabetes Juvenil e a presidente da ONG Pró-Crianças e Jovens Diabéticos, Cláudia Filatro.
Após o programa, até às 21 horas, converse com a gente pelo chat aqui no blog. E, durante a semana, acompanhe as nossas postagens sobre o tema. Siga o programa pelo Twitter (@papodemae), pelo Facebook e pelo Orkut.
Assine o nosso Feed para receber nossas atualizações e torne-se nosso seguidor. E para entrar em contato com a nossa equipe escreva para [email protected]
Papo de Mãe é um programa imperdível para quem vive as dores e as delícias da vida em família. Informal com informação. Emocionante. Interativo. E com muita prestação de serviço.Todo domingo, 7 da noite, na Tv Brasil.









quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

S.O.S PAPO DE MÃE

QUEM PERGUNTA: a telespectadora Thais
Olá, minha filha de 2 meses tem dor de ouvido quase todo dia, eu não deixo cair água durante o banho, pois já coloco o algodão antes como proteção. Foi receitado antibiótico, mas não houve nenhum comentário sobre mamar deitada, como isso pode influenciar? Eu deixo a cabeça dela elevada para mamar. Minha mãe disse que eu tinha muita dor de ouvido quando pequena. O que eu posso fazer? Obrigada desde já.
QUEM RESPONDE: Dr. Dr Robinson Koji Tsuji, otorrinolaringologista do Grupo de Otologia do HCFMUSP e do Grupo de Implante Coclear do HCFMUSP - Equipe do Prof Dr Ricardo Ferreira Bento. Professor Colaborador da Faculdade de Medicina da USP. Participou como especialista convidado no programa Papo de Mãe sobre “audição” exibido em 17.10.2011.
Dr. Koji
Prezada Thais! Hoje em dia uma infecção no ouvido ou “otite” em crianças pequenas é muito comum, principalmente devido a grande exposição das crianças a outras crianças doentes (creches, escolas, ônibus). O importante é tratar precocemente com medicação, que geralmente é um antibiótico. Agora, se ela começar a ter otites de repetição, aí sim é um problema que deve ser investigado. Entre as principais causas são: o refluxo gastro esofágico (por isso a orientação de mamar sentado), a hipertrofia de adenóide (a famosa “carne esponjosa”) e alergias. Se foi apenas 1 episódio isolado, não se preocupe, ela deve curar totalmente. Abraços, Koji.
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O programa sobre Audição já está disponível para vocês. Confiram!



terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Dia Mundial da Internet Segura

Oi gente!
Hoje, 08 de fevereiro, é o Dia Mundial da Internet Segura (“Safer Internet Day”). Esta data é uma iniciativa que mobiliza 65 países de todo o mundo para promover o uso seguro da Internet. A ideia foi organizada pela Rede Insafe, rede que agrupa as organizações que trabalham na promoção do uso consciente da Internet nos países da União Européia. O tema deste ano é: "Estar online é mais que um jogo. É sua vida".
No Brasil, a organização do evento está sob a responsabilidade da SaferNet Brasil (http://www.safernet.org.br/) , do Ministério Público (http://www.prsp.mpf.gov.br/) e do Comitê Gestor da Internet (http://www.cgi.br/). Parcerias com instituições, como escolas, governos e veículos de comunicação são muito importantes para a realização de oficinas, debates, chats, concursos, cartilhas, matérias de conscientização, e demais atividades relacionadas ao Dia da Internet Segura.
De acordo com a SaferNet Brasil, as atividades para 2011 estão sendo montadas de forma educativa conforme se estabelecem as parcerias. Mais informações podem ser obtidas pelo site: http://www.diadainternetsegura.org.br/.
E o Papo de Mãe está junto nesta campanha! Precisamos ficar atentos em relação aos conteúdos que nossos filhos ficam expostos na internet. Todo cuidado é pouco!!!
 
Sobre a SAFERNET:
A Safernet Brasil é uma associação com atuação nacional, fundada em 2005 por um grupo de cientistas da computação, professores, pesquisadores e bacharéis em Direito. Entre outras ações, a entidade criou a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos (http://www.safernet.org.br/site/denunciar), que oferece o serviço de recebimento, processamento, encaminhamento e acompanhamento on-line de denúncias anônimas sobre qualquer crime ou violação aos Direitos Humanos praticado na internet.
Conheça a Cartilha Online: www.safernet.org.br/cartilha


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Transição infância - adolescência

Olá!!!
Estamos muito felizes por estarmos de volta com a nova temporada do Papo de Mãe. Os novos programas estão ficando ótimos, vocês não podem deixar de conferir!
Ontem, a estréia da temporada 2011 foi com o tema “transição entre infância e adolescência” e o programa estava muito instrutivo e divertido.
Pois é, tem gente com filho pequeno que tem medo só de pensar em quando a fase popularmente conhecida como “pré-adolescência” chegar. Por outro lado, a gente sabe que muitos já passaram por isso e que sobreviveram. Na verdade, esta é uma fase como tantas outras pelas quais nossos filhos passam e que deve ser encarada com o máximo de naturalidade.
No nosso papo contamos com as dicas das especialistas convidadas: a psicóloga Luciana Amadi a hebiatra Dulcinea Oliveira. A propósito, para quem nunca tinha ouvido falar em “hebiatra”, aqui vai uma dica: trata-se de uma especialidade médica, dentro da pediatria, que cuida de pacientes dos 10 aos 18 anos. É importante informar que o SUS também conta com este tipo de especialista.
É lógico que para os pais não é fácil quando percebem que seus filhos, que antes só brincavam, demonstram outros interesses. E a inconstância do temperamento e das vontades – uma hora brinca de boneca, outra hora quer ir para festinha, por exemplo -, deixa muitos pais perdidos sem saber como lidar com este tipo de situação.
Segundo uma pesquisa americana publicada na revista “Pediatrics”, cada vez mais as meninas mostram sinais de puberdade precoce. Para se ter uma ideia, 16% das estrevistadas começaram a desenvolver os seios a partir dos 7 anos. O autores sugerem que essa mudança possa elevar o risco de câncer de mama, já que as mulheres passam mais anos expostas à ação de hormônios. Este estudo está relacionado também aos estudos sobre os efeitos do aumento de casos de obesidade infantil.
É importante lembrar que a puberdade nas meninas começa a se manifestar com o aparecimento do broto mamário, e que a menarca - primeira menstruação - é o último sinal da puberdade. No Brasil, em média, a menarca acontece por volta dos 12 anos. Mas quando muito precoce precisa ter acompanhamento médico, uma vez que pode influenciar na estatura final da adolescente. Já nos meninos, o início da puberdade caracteriza-se pelo o aumento dos testículos.
Mas como qualquer período de mudanças, esta fase requer uma certa dose de paciência por parte dos pais, cujo desejo nada mais é de que os filhos passem por esse período de transformação com tranquilidade.
Na reportagem de Rosângela Santos, conversamos com a jornalista Chantal Brissac, que escreveu um livro sobre as alterações que ocorrem no início da adolescência - especialmente nas meninas. O livro “Seja feliz também naqueles dias” é dedicado a mães e filhas, e mostra como é possível passar pela fase de transição infância-adolescência numa boa, desde que haja bastante diálogo e respeito.
Já na “vez do pai”, Davi de Almeida mostrou para gente quais são as maiores dúvidas dos meninos. E como não poderia deixar de ser, o sexo é a principal delas. Sobre este ponto, as especialistas do programa foram unânimes em afirmar que é possível sim conversar sobre sexo e esclarecer as dúvidas dos filhos sem que isto implique numa erotização precoce. É importante apenas que os pais fiquem atentos para o tipo de linguagem utilizada e de que forma a informação será passada aos filhos.
A conversa foi longe. Conversamos também sobre a preocupação dos pais com as baladas, onde menores fazem uso de bebidas alcoólicas, o que é ilegal. Segundo a Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas, o álcool pode causar vários danos à saúde e também é uma porta de entrada para outras drogas. Portanto, é preciso estar alerta.
Este foi um breve resumo do nosso programa. Esperamos que tenham gostado. Ao longo da semana, faremos mais postagens a respeito do tema e nos colocamos à disposição para encaminharmos as dúvidas que forem chegando às especialistas que participaram do programa. O nosso e-mail é [email protected]. Além disto, o Intituto Alana também dispõe de um canal direto para o esclarecimento de dúvidas via Messenger que é o [email protected].
Obrigada a todos pela audiência e continuem conosco. Ajudem a divulgar o Papo de Mãe, sigam nosso twitter (@papodemae), facebook e orkut. Assinem também o nosso Feed para receber as novidades do programa. Até mais!!!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

NOVA TEMPORADA DO PAPO DE MÃE !!!

Oi gente!
A partir deste domingo (06/02), o Papo de Mãe estreia sua temporada 2011 com programas inéditos, temas super interessantes e convidados muito especiais. E para dar início a esta nova fase, nada melhor do que um papo sobre mudanças! Isto mesmo, neste domingo vamos conversar sobre a fase de transição da infância para a adolescência.
No estúdio, Mariana Kotscho e Roberta Manreza recebem mães, filhos e especialistas, entre eles a psicóloga e orientadora sexual Luciana Amadi, do Instituto Kaplan, e a hebiatra Dra Dulcinea Oliveira, do Hospital Sabará de São Paulo. Tem ainda uma entrevista de Rosângela Santos com a jornalista e escritora Chantal Brissac e um papo divertidíssimo de Davi de Almeida com pré-adolescentes na “Vez do Pai”.
Após o programa, até às 21 horas, converse com a gente pelo chat aqui no blog. E, durante a semana, acompanhe as nossas postagens sobre o tema. Siga o programa pelo Twitter (@papodemae), pelo Facebook e pelo Orkut. Assine o nosso Feed para receber nossas atualizações e torne-se nosso seguidor. E para entrar em contato com a nossa equipe escreva para [email protected]
Papo de Mãe é um programa imperdível para quem vive as dores e as delícias da vida em família. Informal com informação. Emocionante. Interativo. E com muita prestação de serviço.Todo domingo, 7 da noite, na Tv Brasil.








quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

S.O.S. PAPO DE MÃE

Oi, pessoal!
Quem acompanha o programa sabe que neste último domingo reprisamos o Papo de Mãe sobre Homossexualidade. Recebemos muitos e-mails de telespectadores que nos enviaram perguntas as quais foram prontamente respondidas pelas especialistas colaboradoras do Papo de Mãe. A seguir vocês conferem algumas delas.

QUEM PERGUNTA: telespectadora que prefere não se identificar.
Olá. Sou separada e crio meus filhos sozinha. A minha filha, uma menina linda, que até outro dia namorava meninos e estava apaixonada por um rapaz, me informou, recentemente, que gosta de se relacionar com meninas. Fiquei sem chão. Estou tonta, não consigo conversar com ela... A minha vontade era de fugir, fugir do problema, sumir, não sei o que fazer, como resolver... Preciso de ajuda!!

QUEM RESPONDE: Especialista que participou do Papo de Mãe sobre Homossexualidade Edith Modesto, escritora e fundadora da primeira ONG brasileira destinada a acolher pais de filhos homossexuais.
Edith Modesto
Minha querida, nós não fomos preparadas para ter filhos/as homossexuais, nem eles/elas! Sua filha deve ter tentado ser heterossexual e se casar com um rapaz, como você sempre sonhou. Aliás, também era o sonho dela. Amiga, a homossexualidade não é uma escolha, é uma condição natural e espontânea do ser humano. Sua filha deve ter lutado bastante contra a natureza dela. Que filha quer fazer a mãe sofrer? Que filha quer ser diferente da maioria das amigas? Quem sabe você entra no nosso grupo virtual de mães? Você conversará com mães do Brasil todo. Nós nos identificamos umas com as outras, trocamos idéias, e tudo que conversamos é confidencial. Se você for de Sampa, poderá vir às nossas reuniões presenciais. Acesse http://www.gph.org.br/ e entre em contato. Beijos, Edith.

Mais perguntas:
De Jaílson: Sou homossexual e moro com minha mãe. Confessei minha homossexualidade há 5 anos, mas ela não aceita e nem toca no assunto. O que faço, pois ela é policial e não admite tal fato. Socorro. Obrigado!
Edith Modesto: Caro Jailson, o preconceito é internalizado em todos/as nós, desde que nascemos. Sua mãe, como policial, deve ter aprendido que ser gay é uma escolha (opção) de gente safada, sem-vergonha, ou é uma doença... Vc já imaginou como ela deve sofrer com isso? Tente entender o motivo pelo qual sua mãe não o apoiou, amigo. Chegue-se a ela, tente ajudá-la, diga que o amor e o apoio dela são muito importantes para você e, importante, diga que vc é gay, não escolheu! Beijos, Edith.
De Ícaro: Tenho 16 anos e me assumi homossexual para a família com 14 anos. Eu tenho um namoro de 8 meses, minha mãe o conhece e para meu pai ele é somente um amigo meu. No colégio eu tenho sofrido perseguição de um certo grupo, já procurei a diretoria, mas providencias não foram tomadas. O que eu deveria fazer em questão ao colégio?
Edith Modesto: Ícaro, esse tipo de discriminação não se aceita. Na semana próxima, estou indo a BH capacitar 140 diretores de escolas sobre diversidade de orientação sexual e de identidade de gênero. Eu gostaria de falar com a direção da sua escola. Você me manda o contato para [email protected] Eu capacito os professores e tudo vai ficar bem para você, amigo. Beijos, Edith.
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QUEM PERGUNTA: Telespectador Alex
Minha família sabe da minha orientação, mas na rua no trabalho ainda sou hetero e isso me deixa constrangido. Queria saber qual é a melhor maneira de dizer em meu trabalho que não sou hetero e que sou gay?
QUEM RESPONDE: Especialista Sílvia Lobo, terapeuta, colaboradora que já participou do programa Papo de Mãe por duas vezes.
Sílvia Lobo
Você nos conta que pode se abrir com sinceridade, quanto a sua orientação sexual, com as pessoas de sua intimidade. Entendemos que seu constrangimento resulta da experiência de sentir-se disfarçado socialmente, o que, de fato, causa grande desconforto. Contudo, vale a pena considerar que no trabalho espera-se de nós competência de desempenho e não explicitação de nossas escolhas sexuais. Assim, não se apresse em suas revelações e, sobretudo, identifique em você o benefício que teria profissionalmente ao declarar-se gay e identifique nas pessoas que com você trabalham mais de perto e, sobretudo, em sua chefia, a aliança que poderia encontrar ao se apresentar mais pessoalmente. E lembre-se: quanto mais intimamente nos apresentamos, mais confiança precisamos sentir nas pessoas com as quais nos abrimos. Caso não seja assim, não vale a pena a sinceridade.

Outra pergunta:
De Anna: Tenho 21 anos, moro na capital de SP e sou musicista. Sou homossexual e acabei de assistir ao programa Papo de Mãe sobre o tema Homossexualidade. Gostaria muito que você me ajudasse, tenho algumas questões, sabe? Fiz vários anos de terapia (não só por isso, claro) mas não tiraram todas as minhas dúvidas, medos em relação à família. Você pode me ajudar? Desde já agradeço a atenção.Beijos e boa semana!
Sílvia Lobo: Anna, dúvidas e medos são emoções valiosas para nos acompanhar ao longo da vida, pois nos estimulam ao pensamentos e nos alertam a agir com cuidado em relação a pessoas e coisas para nos proteger ou as proteger. Portanto, não lastime a existência destes sentimentos dentro de você, nem tampouco tente liquidá-los. Prossiga como tem feito, procurando entendê-los e buscando ajuda com pessoas de sua confiança.
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É isso aí, gente! Esperamos que vocês tenham curtido as reprises do mês de janeiro. A partir do próximo domingo, entra no ar a programação 2011 da Tv Brasil e os nossos novos programas,  com temas inéditos e muito interessantes.  O nosso PAPO é sempre aos domingos, 19 horas. Fiquem ligados!!!