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Na TV Brasil

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Entrevista com a antropóloga Rosa Maria Monteiro Lopez

Olá a todos!!!
Esperamos que tenham gostado do programa sobre filhos únicos. Sabe, vocês devem imaginar... tem tanta coisa para falar que 1 hora de programa nem sempre é suficiente! É por este (e outros motivos) que criamos este blog. Queremos passar o máximo de informações para vocês e ter um canal direto com nossos telespectadores. É por esta razão que é muito importante a participação, os comentários, as perguntas e as sugestões de todos vocês!

A entrevista de hoje é com a antropóloga Rosa Maria Monteiro Lopez. Nossa repórter, Rosângela Santos, conversou com ela sobre o perfil das famílias de hoje e sobre o tema da semana: filhos únicos. Confiram e comentem! 

RS: Existe um modelo ideal de família?
RL: A gente pode falar que existe uma dinâmica grande nos modelos de família que muda sempre. Ultimamente, é mais difícil achar um modelo que seja ideal, apesar de ainda existir uma pressão social para que se tenha uma família mais certinha com pai, mãe, filhos, avós e todo mundo vivendo em harmonia. Mas isso é muito mais ficção do que realidade...

RS: E a quantidade de filhos?
RL: A gente pode dizer que existe uma tendência nas sociedades ocidentais capitalistas de se ter um número reduzido de filhos. Isto faz mais parte da classe média. Você verifica que casais têm menos filhos quando eles pensam num projeto para ele. Tudo é calculado pela família. Pensam em investir nele, até para que um dia ele possa ajudar a família. Já nas camadas mais populares, não se pensa num projeto futuro. Muitas vezes, a família de referência é outra. Incorpora-se uma rede mais extensa de agregados que se ajudam mutuamente. A criança é pensada num ser que alegra a casa, que cria mais laços entre as pessoas, que amplia a rede de ajuda. Mas nem sempre elas são criadas pelos pais biológicos. Existe uma circulação maior de crianças e isso não é traumático – o que seria considerado na classe média.

RS: O que dizer sobre os filhos únicos?
RL: Filho único é uma preocupação mais das classes médias. Quem está acima não tem os recursos tão controlados, então pode ter mais filhos. Quem está abaixo, não se dá ao luxo de pensar em futuro porque pensa no presente. Para classe média, é mais importante a realização pessoal do que o todo. Nas classes populares, o grupo é mais importante... Na China, tem se falado muito numa geração de filhos únicos. Mas a sociedade parece que não está gostando do resultado destes “pequenos imperadores”, que seriam pessoas com dificuldades em lidar com a frustração. Aparentemente, os filhos únicos são menos sujeitos a frustrações porque os pais acabam mimando e dando tudo o que querem. Não tem aquela competição comum entre irmãos, que acaba exercitando papéis sociais, os quais serão importantes lá na frente. Parece que o resultado não é tão bom. A gente vê pelas crianças mal educadas que estão por aí que a educação está sem limites. Este “pode tudo” não é favorável para vida social, nem para cidadania. Você tem que respeitar o espaço do outro e isso não tem acontecido.

RS: E o que dizer sobre as atuais relações familiares?
RL: Agora, com casamentos mais breves, uniões menos estáveis, o casal se separa mais, mas a mãe do marido que se separou continua tendo vínculo afetivo com o neto. Os laços vão ficando... Nas classes médias e altas, as uniões eram mais longas, mas agora tem sido diferente. O filho de um outro casamento, o meio irmão, acaba sendo mais afetivo do que o consanguíneo... Vão se criando novos modelos, novos laços, os quais também são enriquecedores.
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E a DICA DE HOJE é o leilão beneficente da Make a Wish Brasil. Trata-se de um leilão online com finalidade social, onde toda renda obtida será destinada à realização de sonhos de crianças e adolescentes. Serão vendidos mais de 100 lotes que incluem as luvas autografadas do piloto campeão da F1 Jenson Button, camisas autografadas do Kaká, do goleiro Marcos e de alguns jogadores do São Paulo FC, jóias, relógios, vestidos de grife e peças de arte. Além disso, estarão disponíveis vinhos, almoços e jantares em restaurantes badalados e viagens para os mais fantásticos destinos turísticos internacionais como Austrália, Turquia, Inglaterra e França. O leilão será realizado pela empresa Superbid, sendo a comissão do leilão também revertida para a instituição. Os interessados em participar devem acessar o site http://www.superbid.net/, onde poderão ser visualizadas as fotos e descritivos completos dos bens. A data de encerramento do leilão é nesta sexta-feira, 06/11. Portanto, corra que ainda dá tempo de dar o seu lance e ajudar a realizar o sonho de uma criança!
Obrigada, pessoal!!!

6 comentários:

Thelma Torrecilha disse...

Não gosto desse termo meio-irmão... Pode ser do pai ou da mãe, é irmão inteiro!

Mariana Kotscho disse...

Thelma,
muito boa e sensível a sua colocação!

Obrigada mais uma vez por ter participado das gravações do programa sobre amamentação. O programa está lindo. Aguardem.

bjs

Mariana Kotscho

Letícia Godoy disse...

Eu tenho um filho único, não por muito tempo rssss, e ele não é, e nunca foi mal educado.
A má educação é culpa dos pais, tenham eles 1, 2, 3...filhos. O que vejo são pais refens de filhos. Esquecem que temos que cria-los para o mundo, e neste mundo não há cristão que ature criança mal educada e cheia de vontades, eu não suporto. Imagina, se vc não suporta seu filho os outros tem que suportar??? Não esquecer nunca que não é só vc que vai conviver com ele, por isso dê educação ao seu filho, para que ele não sofra e nem vc. Eu fui mãe com 19 anos e dei conta, não sei o que acontece com os pais de hj fico apavorada e me perguntando: ONDE VAMOS PARAR????

Beijinhos meninas, ainda estou fora do ar rssss, amanhã maridão vai dar uma mexida na antena, não aguenta mais me ouvir reclamar rsss

Clarissa disse...

Concordo que educação é algo que deve ser dado pelos pais, independente do número de filhos. Eu não passo a mão na cabeça do meu filho porque ele é único. Ensino o que é certo, corrijo o que é errado.
Esses dias, presenciei uma situação que me deixou desconfortável... Estava no parquinho e, enquanto meu filho brincava, vi dois meninos brigando. O motivo era que um deles tinha empurrado o outro e a mãe do "empurrado" mandou o filho devolver. Sabe aquele coisa do "bateu, levou"? Acho horrível... É chavão, mas violência gera violência! Não sei como as pessoas não se tocam... Depois, mais tarde (acho que o Dr. Içami Tiba concordaria comigo - olha a pretensão!!! rsrs), serão jovens e adultos que acham que podem resolver tudo na base da porrada...
Por favor... Se meu filho bate em alguém - sim, ele bate, é criança -eu o corrijo na hora e faço pedir desculpas! E quando apanha de outra criança, eu não peço para ele bater de volta, mas mostro como é feio o comportamento de quem bate e que bater machuca. Não é mais fácil assim??? Pra que complicar????
Bjs e assistam o programa!!!

Roberta disse...

Olá!!!

Vi o programa de vocês ontem, Domingo! E veio a calhar. Estou muito indecisa sobre o segundo filho. Tenho uma menina que vai completar 2 anos agora dia 26 e queria muito ter outro, mas quando penso nos gastos, nos custos, na vida corrida que temos...começo a questionar se é o mais prudente.
Enfim.....

Tenho um blog com umas amigas sobre a vida das mães de hoje! Chama-se Mães Mothernas. Acessem!!! :)))
Vou levar esse tema pra lá agora mesmo e ainda divulgar o programa de vcs, que AMEI!!!!

Vou virar fã!!!

Bjs,
Roberta Buenaga

Clarissa Meyer disse...

Olá, Roberta!
Que bom que vc gostou do programa!
Visitei seu blog e achei muito bacana. Parabéns!
Obrigada pela divulgação e audiência!
Participe sempre enviando seus comentários!
Beijos,
Clarissa Meyer
Equipe Papo de Mãe