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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Choque elétrico: entenda os riscos. Saiba como proteger seu filho

Reveja neste sábado, 11 horas, na TV Brasil, o Papo de Mãe sobre ELETRICIDADE!!!

Por Fernanda Carpegiani
Revista Crescer

Três buraquinhos que parecem inofensivos aos olhos de uma criança podem provocar um grande estrago. Entre janeiro e junho, 165 crianças brasileiras de até 9 anos foram hospitalizadas devido a choques elétricos, segundo o Datasus, banco de dados do Sistema Único de Saúde. Sem contar os casos não notificados. Uma descarga fraca só assusta e causa formigamento, mas um choque intenso pode ser fatal. Em 2011, foram registradas 95 mortes na mesma faixa etária. Ou seja, o alerta é para manter seu filho longe de tomadas e fios.


Os riscos
Cabos de aparelhos que acabaram de ser retirados da tomada ainda podem conter corrente elétrica e, por isso, não devem ir direto para as mãos das crianças. Converse com seu filho e explique que ele não pode, de jeito nenhum, mexer em tomadas e fios. Assim, ele aprende a se precaver, mesmo quando você não estiver por perto. Em ambientes molhados, coloque calçados emborrachados, porque eles isolam a corrente elétrica, e não deixe aparelhos eletrônicos próximos a chuveiros, banheiras e pias. Na rua, mantenha distância de postes de luz e cabos de alta tensão.

Cuidados básicos
Para vedar as tomadas, use protetores próprios ou esparadrapo, mais difícil de arrancar. O ideal é não ligar mais de um aparelho por tomada, com benjamins e extensões, o que pode provocar uma sobrecarga de energia. Se precisar usar esses dispositivos, deixe-os em um local inacessível, atrás de móveis, por exemplo. A cada cinco anos, faça uma verificação completa da rede elétrica da sua casa. Desde 1997, é obrigatória a instalação do Dispositivo Diferencial Residual, um sistema que desliga a energia quando há uma sobrecarga. Outra medida preventiva é colocar fio terra em todas as tomadas, para desviar para o solo eventuais escapes de eletricidade. Se você puder escolher o local dos pontos elétricos, peça para que todos fiquem na metade superior da parede, fora do alcance das crianças.

Qualquer voltagem é perigosa
Choques acima de 50 volts (voltagem mais baixa do que a da maioria dos eletroeletrônicos) já podem machucar. Quanto menor o corpo, menor é a resistência à corrente. Isso significa que crianças têm mais risco de sofrer danos como queimaduras (internas e externas), arritmia, insuficiência renal e até parada cardíaca e respiratória. Sem contar que existe a possibilidade de a criança ficar presa na tomada ou no fio, porque a descarga trava a musculatura, impedindo-a de abrir as mãos e se soltar. Se isso acontecer, não toque nela, ou a corrente passará para você. Primeiro, desligue a força. Depois, use um material isolante, como um cabo de vassoura ou pedaço de madeira, para separar seu filho da fonte de energia. Cheque se ele está respirando, pois pode ser necessário fazer uma massagem cardíaca. Mesmo que o choque seja leve e que ele não fique grudado na tomada, é importante a avaliação médica. Por isso, o conselho é sempre ir para o hospital para excluir a possibilidade de danos internos.

Fontes: Alessandra Françoia, coordenadora nacional da ONG Criança Segura; Edson Martinho, diretor executivo da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel); Milena de Paulis, pediatra do Hospital Israelita Albert Einstein (SP); Simone Abib, cirurgiã pediátrica, professora do Departamento de Cirurgia da Unifesp e presidente da ONG Criança Segura-Safe Kids Brasil.


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