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Na TV Brasil

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Filhos Únicos: uma opção da vida moderna

Olá a todos!
Como todos sabem, o tema desta semana no Papo de Mãe foi filhos únicos. Aqui no blog, trouxemos algumas entrevistas com especialistas para que vocês pudessem ter um pouco mais de informação, além daquelas que foram ao ar.
Conforme a Roberta comentou no programa, as taxas de fecundidade nunca estiveram tão baixas pelo mundo. Isto acontece porque os casais de hoje pensam em dar mais atenção e melhores recursos a um único filho. E o Brasil não foge dessa tendência mundial. O índice de fecundidade da mulher brasileira caiu de 6,2 para apenas 1,9 filhos nos últimos cinqüenta anos. Já na China, existem oitenta milhões de filhos únicos. São os chamados “pequenos imperadores”. Lá, desde os anos setenta, ficou proibido por lei ter mais de um filho para impedir o aumento da população. A lei é polêmica e tem sido responsabilizada pelo aumento de abortos, principalmente de fetos do sexo feminino, por causa da tradição chinesa de priorizar o filho homem.
Ainda bem que aqui no Brasil temos a liberdade de escolha! E é graças a esta liberdade que podemos optar por ter um, dois ou mais filhos - ou até mesmo nenhum! O importante é que a família possa, conscientemente, fazer sua própria escolha e ter o número de filhos de acordo com a sua vontade e/ou possibilidade.
Agora, todo mundo concorda que quando se fala em filho único, a primeira imagem que vem à cabeça é de uma criança mimada e birrenta, não é verdade? Felizmente, a realidade não é mais esta. No programa, pudemos observar como a opção pelo filho único tem sido cada vez mais consciente, assim como a educação dada pelos pais.
A psicanalista Sílvia Lobo foi muito feliz em todas as suas colocações, principalmente quando alertou sobre a importância de separar a idéia de filho único de filho mimado ou traumatizado. O cuidado, o carinho e o afeto são essenciais ao desenvolvimento sadio de uma criança, mas não é porque ela recebe todos estes sentimentos de um grande número de pessoas com exclusividade – no caso pais, tios, avós, etc – que ela se tornará um adulto prejudicado. É preciso desmistificar a idéia de que ser filho único implique, necessariamente, em prejuízo.
Os motivos que levam os pais a optarem por apenas um filho podem ser vários. Não cabe a nenhum de nós qualquer julgamento. Cada um tem a sua realidade e sabe bem o que é melhor para si. Porém, alguns conselhos a pais de filhos únicos podem ser de extrema importância. Pequenos cuidados na educação podem fazer uma grande diferença no futuro!
O primeiro ponto que devemos prestar atenção, no caso de um filho único, é que esta criança terá como um dos primeiros desafios o fato de ter que lidar com a solidão. Crescer sem irmãos, ou sem outras crianças por perto, pode fazer com que este filho se torne precoce e isto não é nada bom. Por outro lado, este fato pode ser perfeitamente minimizado pelos pais se eles incentivarem seu filho a conviver com outras crianças, sejam primos, vizinhos, amigos ou colegas. Isto vai trazer experiência de vida, fazendo com que este filho aprenda a se relacionar com pessoas da mesma idade.
Uma das maiores queixas de um filho único é a grande expectativa que os pais criam em torno dele. Muitas vezes, o filho chega a ser idealizado.  Mas os pais não devem e não podem fazer do seu filho uma projeção de si próprios, nem depositar expectativas ou cobranças excessivas em cima dele. É preciso lembrar que um filho - seja único ou não - é um ser humano em formação, portanto sujeito a erros e acertos. Por este motivo, os pais devem respeitá-lo na sua individualidade,  procurando ajudá-lo a enfrentar suas questões, mas sem resolvê-las por ele.
A educação e as atitudes dos pais devem ser muito bem pensadas e o bom senso deve sempre prevalecer. Os filhos (em geral) devem estar conscientes de que o mundo lá fora não é o mesmo que encontram dentro de casa. Portanto, cabe a nós (pais) educarmos nossos filhos para fazer deles homens e mulheres de bem, que saibam lutar por seus ideais, sem desrespeitar o direito e o espaço do próximo.

É isso aí, gente. Espero que tenham curtido o programa!!
Nesta quinta-feira (12), às 18h30, o assunto é  SÍNDROME DE DOWN. No estúdio, mães contam como é educar e conviver com crianças com a síndrome. O programa também irá mostrar algumas iniciativas, organizações e associações que auxiliam pais e famílias a lidar com portadores. Além disto, a inserção no mercado de trabalho, a sociabilidade e o aumento da expectativa de vida proporcionado pelos avanços da medicina também são alguns dos temas discutidos. Não percam!!!
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DICA DE HOJE: No dia 14 de novembro acontecerá a Campanha Saúde da Mulher, no auditório do Museu de Arte Moderna (MAM), em São Paulo. O evento é GRATUITO e tem como objetivo conscientizar a mulher quanto à importância dos exames preventivos de rotina e dos cuidados consigo mesma. Durante um dia inteiro, serão realizadas palestras e debates com a participação de convidados especiais e do público sobre assuntos diretamente relacionados com saúde da mulher e qualidade de vida, planejamento familiar, prevenção de DSTs e Câncer de Mama, gestação, nutrição da mulher e do bebê, a beleza e os limites da vaidade, valorização da mulher, saúde sexual e reprodutiva para jovens e adultos e prevenção e combate à AIDS. O evento prevê ainda atividades práticas como técnicas de respiração e relaxamento para gerenciamento do stress e combate da ansiedade, meditação e automaquiagem. A programação completa, inscrições e informações você encontra no site  www.laboratoriodamulher.com.br ou pelos telefones (11) 3889-9792 e (11) 2306-9700.

Em tempo: Pessoal, ainda estamos a procura de alguém que tenha um carrinho de gêmeos para doar. Por favor, se alguém tiver, entre em contato com ivyfarias@gmail.com. Obrigada!!
Beijos, Clarissa

11 comentários:

Carol Freitas disse...

Parabéns pelo programa! Tenho acompanhado a cada semana e está cada vez melhor! Tenho uma filha única e concordo com tudo que foi dito no programa e no texto. Acho muito legal também abordar temas como sindorme de down. Não vou perder. Gostaria de participar de um, mas moro no Maranhão. As gravações são no Rio ou em São Paulo?

Roberta disse...

Oi Carol,

Eu também tenho uma filha única. Que bom que você tem gostado dos programas. As gravações são em São Paulo. Adorariamos recebê-la. Nos avise. Você pode também mandar perguntas ou um depoimento.

beijos.

Roberta disse...

Oi meninas!

Ai ai..cada vez que leio alguma coisa sobre esse tema de filhos únicos me bate a dúvida: "Ter ou não ter!" :) Mas vamos que vamos...acho que vai rolar um projeto antes do 2º filho! Ainda dá tempo né...vou fazer 36 agora dia 23...com 38 tá legal... :)

Vou colocar esse pedido do carrinho lá no Mães Mothernas, quem sabe não conseguimos juntas?

Beijos.

Mariana Kotscho disse...

Legal, Roberta!
Bom, eu que tenho 3 sou super a favor de dar irmãos para as crianças.
Obrigada pela audiência e por nos ajudar a divulgar o programa. E não perca o Papo de mãe inédito de hoje!!!
Também tenho 36....

bjs
Mariana

Roberta Manreza disse...

Oi Roberta,

Também tenho 36 e uma filha única. Obrigada pela ajuda. Eu sou super a favor de tentar o segundo filho. A Mari tem três e dá conta do recado super bem!

beijos.

carmen tereza pagy felipe dos reis disse...

Acabei de enviar um comentário pelo email deste site, sobre o programa Sindrome de Down, exibido hj dia 12/11/09. Preocupou-me saber que os exemplos utilizados pelo programa, foram baseados em filhos ou parentes de pessoas ligadas de alguma forma às mídias. Um é cineasta , o outro escritor, e todos têm dinheiro para promover esses feitos. Aonde estão aqueles exemplos mais próximos da realidade dos 80% de brasileiros que não têm recurso, nem grandes empregos, nem cultura, nem mesmo quem os ajude??? O programa ficou na superficialidade, fazendo promoção de quem vive disse. Sou mãe de uma portadora da Síndrome. Estou entre esses 20% da população e minha filha, hj com 33 anos tem muita história de sucesso. Todavia, estou longe de ser comparada como exemplo de superação. Superar é não ter nada e arranjar um jeito. Superar é buscar sem ter dinheiro, é amar apesar da fome, é chegar a algum lugar usando apenas amor e criatividade. O programa, precisaria ter ido além....muito além das histórias de sucesso retratadas.

Mariana Kotscho disse...

Oi Carmen!
Obrigada por participar aqui do nosso debate. De fato, levamos pessoas com alguma ligação com trabalhos voluntários - inclusive para divulgar o trabalho feito por elas. Ao divulgar serviços gratuitos que estão abertos à população cumprimos o nosso papel de informar a todos. Mas nem todos os personagens do programa são "ligados à mídia". E nem todos tiveram tantas facilidades assim na vida.
O pai da bailarina Aline, por exemplo, não é escritor. Ele apenas decidiu escrever um livro simples para contar um pouco da história da filha. E é sim uma história de superação porque ela venceu o problema que tinha em relação a flacidez muscular. Ninguém ali entre os convidados "vive disso" como você mencionou. Também mostramos no estúdio a pequena Isis e seus pais que ainda estão descobrindo este novo universo. E na nossa reportagem mostramos a enfermeira com a filha já adolescente. Nem todas as mães gostam de falar ou aparecer na televisão. Acho que demos um espaço importante para abrir a conversa sobre o tema. Certamente poderemos gravar um outro programa para abordar o assunto. E será um prazer receber você no nosso estúdio - ou alguém que você queira indicar.
Se tiver a oportunidade assista à reprise do programa!
um beijo, Mariana Kotscho

Letícia Godoy disse...

Eu adorei o programa sobre sindrome de Down. A menina balarina ótimo exemplo, a outra que trabalha, outro grande exemplo do que eles são capazes.
Descordo da nossa amiga Carmen, a partir do momento que o assunto é debatido, mostrado sem preconceitos, já é um grande passo para quebrar mitos, que em relação ao down são muitos.
O programa expos serviços gratuitos que podem ajudar os pais de todas as classes sociais.
Conseguir pessoas que entrem em estudio para gravar um programa, expor sua história, seus filhos, não é nada fácil. Eu sei pq já tentei ajudar várias entrevistas através do meu blog e as pessoas não querem falar e nem se expor.
Eu achei que seria um programa triste e na verdade foi uma lição de vida, adoreiii.
Pena que esta semana não publiquei o assunto no meu blog, mas o próximo eu não vou esquecer.

Parabéns meninas
beijinhos

Andre Cyrillo disse...

Parabéns pelo programa! Sou psicólogo e trabalho em uma escola especial,fiquei muito feliz em ver tanta gente trabalhando de maneira ética em prol de uma causa tão nobre que é o fim do preconceito.
Temos que focar nas potencialidades do ser!
Gostaria de saber se existe a possibilidade da disponibilização do programa para download.

Abraço

Clarissa Meyer disse...

Que bom que gostaram do programa!!!
André, por favor, escreva para nosso contato@papodemae.com.br para que possamos conversar melhor a respeito.
Obrigada!
Bjs a todos!

João disse...

Olá, li com atenção os comentários, sugestões, críticas, bem como as ponderações da produção do programa. Tudo procede.
Sou pai de Aline, a bailarina e nas páginas iniciais do livro que escrevi sem grandes pretensões, falei que com o nascimento de Aline poderia estar surgindo um novo escritor. Eu estava certo. O livro ´já está na quinta edição e recentemente o mesmo foi lançado na europa e estados unidos, no idioma alemão e comercializado no site AMAZON. Escrevi livros sobre outros assuntos e pretendo trilhar pelos caminhos da literatura de forma profissional.
Cora Coralina editou seu primeiro aos 70 anos. Tenho 65 anos ainda e muito pela frente. vide www.bailarinaespecial.com.br
abraços do
João