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Na TV Brasil

terça-feira, 26 de junho de 2012

PAIS DE CRIANÇAS ÍNDIGO E CRISTAL: MISSÃO ESPECIAL...OU NÃO?

Por Malu Favarato*


“Então eu estava fazendo minha prova e não sabia aquela pergunta porque eu tinha faltado naquela aula. Mas aí eu me lembrei que minha irmã já havia estudado aquilo.  E eu sabia onde ela guardava os cadernos dela. Então eu fui (mentalmente) até a nossa casa, peguei o caderno dela, procurei a página e vi o exercício que ela tinha resolvido. Aprendi e copiei na minha prova. Aí eu acertei!” (M, aos 9 anos).
(durante uma discussão com a mãe) ”Mamãe, o meu Eu é diferente do seu Eu. Então você não pode querer que eu faça as coisas como você”(H, aos 6 anos).
(na escola, em conversa com a Orientadora Pedagógica) “Então, é disto que estou falando. Ele (amigo) tem de mudar. Ele tem de entender que isto não está certo e não é bom. Ninguém gosta e prejudica todo o grupo. Eu mudei, é verdade! E ele tem de mudar também!” (H, aos 9anos).
“É uma tristeza enorme. Eu sinto uma saudade de algo ou algum lugar que não sei onde é. Aqui é muito triste! Tem muita coisa triste e ruim. Queria poder mudar tudo isso. Queria que as pessoas fossem mais felizes. Queria conversar por telepatia e me teletransportar. O planeta seria bem mais limpo; é mais ecológico. Queria que não houvesse maldade e que o ser humano soubesse como a gente brilha igual a anjo. Sinto uma pressão muito grande. Sei que tenho de fazer alguma coisa e não sei por onde começar.” (L, aos 14 anos).
 Parece fácil, mas não é!
O que dizer a um filho depois de ouvir qualquer uma destas afirmações? E esse é o padrão típico de crianças Índigo e Cristal. O que eles dizem com uma naturalidade inata é, na maioria das vezes, assustadora e desconcertante para os pais.
Não sem motivo, é cada vez é maior o número de pais procurando aconselhamento, terapia para os filhos e perambulando de um médico a outro atrás de um diagnóstico. As crianças e adolescentes de hoje realmente apresentam um padrão diferente, mais direto, inquisidor e transcendente que nas gerações passadas. Ocorre que nem sempre é para ter diagnóstico ou manter a criança em terapia.  Essa Nova Ordem, requer dos Pais uma reformulação interior para cuidar e educar seus filhos sem problematizá-los. Ser Índigo, Cristal ou simplesmente ser deste novo estágio de evolução da humanidade não é privilégio e sim uma consequência natural. Portanto, educá-los não é uma missão especial. É sim muito, muito trabalhosa e por vezes desgastante.
Partindo do princípio que esses seres vieram com uma energia vital específica para realizar mudanças, nada mais natural imaginar que a primeira e mais transformadora mudança deve começar dentro da própria família. Os pais se  debatem  hoje em dia entre a permissividade, falta de controle do filhos e o autoritarismo. Nem uma coisa nem outra é eficaz para essas crianças. A palavra chave neste contexto é NEGOCIAÇÃO. Mas para negociar os pais têm de estar muito seguros de qual caminho querem seguir e até onde podem e devem ceder ou não. Um bom negociador deve estar muito centrado em si mesmo, mas ao mesmo tempo conseguir enxergar a si e ao outro. No caso, tem de se ver em primeiro lugar como indivíduos, depois como pais ao mesmo tempo em que percebe a individualidade do filho, um outro ser, diferente e com  necessidades diferentes.
As famílias hoje são, em sua maioria, consumistas, enquanto as crianças necessitam que elas sejam afetivas. Têm medo de frustrar os filhos e eles precisam como nunca de limites claros. São evasivas e nossas crianças precisam de muita verdade, clareza e sinceridade de sentimentos na relação com o mundo.
A melhor dica para os pais que querem verdadeiramente ajudar ao seu filho é: comece ajudando a si mesmo. Olhe-se mais com verdade. Interiorize-se e tenha bem claro quais são seus valores, sua inspiração. Viva de acordo com a Ética humanista de respeito ao próximo e ao planeta. Reformule-se. Redescubra-se. Parafraseando o filósofo: “Conheça-te a ti mesmo e conhecereis a teu filho”.
Não é fácil não e talvez você precise de ajuda para conseguir isso. Mas lembre-se: É POSSÍVEL!!!!.
***
*Malu Favarato é Psicóloga de orientação Junguiana. Trabalha com aconselhamento de Pais e Harmonização do Ser Índigo. Participou como convidada do programa Papo de Mãe sobre Crianças Índigo e Cristal, exibido em 24.06.2012. Contato:  malufavarato.psi@terra.com.br. Site:  www.malufavarato-filhosdourados.blogspot.com.br  

6 comentários:

Silma disse...

Adorei o programa,acho que a sociedade em geral não está preparada,cabe a nós pais cuidar dos nossos filhos p/ que aprendam a viver e conviver sem se sentirem excluidos.

Patrícia Gomes disse...

Minha filha tem 3 anos. Um dia desses, almoçando com o pai, disse "Pai, eu quero tomate, bota tomate no meu prato, muito tomate..." e enquanto ele a servia, ela completou "Tomate é bom pra a solidão" Ele ficou intrigado e perguntou se ela sabia o que era solidão e ela fez um círculo em torno do coração, dizendo "É uma coisa aqui que a gente sente aqui, ó" Não sabemos de onde veio isso e nem sabíamos que tomate cura solidão :-)

Maeve Vida disse...

Parafraseando Gandhi: "Seja você, a mudança que você quer ver nos seus filhos." Tenho três filhos: 24, 16, 15 anos. Em todos esses anos de maternidade de três seres de luz, percebi que só consigo alterar realmente o comportamento deles, a partir da coerência da transformação do meu próprio comportamento. Mas ainda mais: o que eu penso. Mesmo sem eu dizer que mudei uma forma de pensar algo, eles percebem. A raiz começa no pensamento: mudando esse, mudamos o comportamento e nossos filhos recebem tudo isso por vias intuitivas.
Mas é muito importante a troca, o diálogo, o auto-perdão e o perdão ao filho, por pior que seja a falta, sem agressividade. Comunicação Não-Violenta é a chave. Mas nem sempre a negociação é possível, muitas vezes a autoridade tem que entrar e é bom que eles acostumem com isso desde pequenos: que são muito sabidos, mas que não sabem ainda de tudo...

fazendo arte de um tudo disse...

Olá pessoal do Papo, estou na maior correria, afinal meu filho passou de fase no espectro autista, antes distante e apático nas funções sociais, agora ele tornou-se o garoto "mais popular das escola", virou um verdadeiro dançarino, são ensaios e mais ensaios para as festividades juninas, então estamos super cansados. Acompanho o programa pelas postagens e essa, das crianças índigo e cristal chamou minha atenção.
Meu filho sempre foi "diferente" ele só tem 7 anos, esses dias ele me chamou e disse: "-mãe venha cá, quero falar com vc /parecia até um adulto/ "-escuta, pára um pouco, que cara é essa heim?" Eu fiquei irritada, afinal tinha um monte de coisas para fazer, preparar e deixar em ordem, e ele alí "me fazendo perdem tempo" aí dei uma resposta do tipo:"-Ah tá, se orienta garoto!" E ele: "- Vc não precisa ser assim tão ÁSPERA, eu só queria bater um papinho." Antes de eu cair na gargalhada perguntei: "-E vc sabe o que é ser ápera?" Ele nem gaguejou: "- É ter um jeito RUDE e dar respostas curtas e grossas..." Meu queixo CAIU, ele ainda não lê, os amigos dele tbm têm 7 anos, a única coisa que ele assite são desenhos como backyardigans, me pergunto: De onde saiu isso? Claro que eu entendi o recado, larguei tudo pra lá, fiz pipoca e fomos assistir tv juntos...

Adriana Shimabukuro disse...

Terceira geração, Crianças Arco-Íris: http://planetaazulindigo.blogspot.com.br/2012/10/criancas-arco-iris-imagine-voce-com-um.html

Rosimere Lopes. disse...

Sempre existiu na história da Humanidade pessoas que sabem o que querem e pessoas que não sabem... Todos nós, só não lembramos de como nos comportávamos, é só juntarmos com os familiares pra bater um papo, que vamos descobrir muito de como era nosso comportamento.