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Na TV Brasil

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Mães que amam demais - por Dorli Kamkhagi

Olá a todos!
A partir de hoje começaremos uma série de postagens em homenagem ao Dia das Mães. Espero que gostem!
O texto de hoje é de autoria da nossa amiga Dra. Dorli Kamkhagi, que já participou algumas vezes do Papo de Mãe. Dorli é mestre em Gerontologia pela PUC-SP e psicóloga do Centro de Estimulação Cognitiva e Funcional do Idoso do Programa de Psicogeriatria do Hospital das Clínicas, além de colunista do site Delas.

Mães que amam demais
Escolhas certas ou erradas, amores que trazem dores, estes são alguns dos caminhos que os filhos precisam trilhar...
Por Dorli Kamkhagi
Desde pequenos, vivemos em um estado de desamparo que precisa ser acolhido e bem adaptado na relação mãe e filho. A mãe desenvolve a capacidade de decodificar as mais tênues necessidades e, segundo Winnicott (psicanalista que desenvolveu teorias sobre as relações infantis), deve ser "suficientemente boa" na contenção das angústias e necessidades do filho.
Conforme a criança vai crescendo e desenvolvendo suas habilidades, ela necessita de outros estímulos e relações para tornar-se saudável. A mãe, então, precisa aprender a lidar com as necessidades do filho, que se torna mais independente. Este seria um desenvolvimento harmônico e saudável, no qual ambos, filho e mãe, têm suas próprias necessidades. Mas, o que muitas vezes ocorre, é que muitas mulheres ficam totalmente aderidas a esta função e isso pode virar algo doentio, mães que não conseguem amadurecer e entender que seus filhos devem fazer voos solos.
Não é fácil este momento, mas ele vai sendo criado por meio de uma história entre mãe e filho, no qual saímos do lugar de protagonista para vivermos um novo papel. Não menos importante se soubermos, claro, colocar os nossos desejos e cuidados em torno de um mundo que não necessariamente seja a vida de nossos filhos.
Escolhas certas ou erradas, amores que trazem dores, empregos perdidos, estes são alguns dos caminhos que os filhos precisam trilhar para se perceberem como homens e mulheres completos. Algumas mães que amam demais precisam aprender a construir o seu próprio lugar. Este não é um lugar do vazio, mas o da transformação. Necessitamos nos rever e observar também a nossa trajetória para aceitarmos, de uma forma menos sofrida, que as relações precisam se basear no respeito, na confiança e nos limites.

PITACO DE MÃE – por Clarissa Meyer

Olha, eu tenho muito o que comentar sobre este texto da Dorli, rsrs...
Primeiro porque este texto reflete uma verdade meio cruel: nossos filhos não nos pertencem!
Digo isto porque tenho um filho de 4 anos e aos poucos estou percebendo o quanto ele precisa exercer a sua individualidade e eu a minha.
Até ele completar 1 ano eu sentia como se fossemos uma única pessoa. Tanto é que não imaginava ninguém mais, além de mim, cuidando dele...
A melhor decisão nesta época foi tê-lo colocado na escola. Mas é claro que os primeiros dias foram difíceis para mim (acho que para ele foram ótimos!). Mas depois de um tempo, eu consegui me acostumar com a ideia e  voltar a ter olhos para mim como indivíduo. Percebi que isto estava sendo bom e de fato correto.
A medida que eles vão crescendo, eles vão criando sua independência. É assim que funciona, ou que pelo menos deveria...
Mães que sufocam seus filhos, no futuro, são rejeitadas por eles. Eu já vi muitos casos assim. Não quero ser mais um deles!
Sei que ainda erro, e muito! Ele é filho único e é a coisa mais preciosa que tenho na vida...
Repararam que eu falei "tenho"? Significa que é “meu”, certo??? Não, exatamente...
Meu filho ainda é pequeno e precisa de mim para muitas coisas, mas eu sei que tem horas que preciso deixá-lo resolver suas questões sozinho. Só que isso não me faz ser mais ou menos mãe dele. Eu SOU mãe, ele é MEU filho e eu o  AMO  mais do que tudo na vida! Isso não vai mudar nunca!!!
Mas eu não vou impedi-lo de viver. Vou sim respeitar as etapas, errando, acertando, enfim, aprendendo...
Estou lendo o livro "A auto-estima do seu filho", de Dorothy Briggs. Muito bom! Recomendo a todos. Minhas amigas Patrícia Valente e Roberta Manreza já tinham falado sobre ele...
Enfim, acho que é isto. Vou encerrar por aqui senão acabo não deixando espaço para as dicas de hoje!
Clarissa Meyer,
 mãe, advogada e editora do blog Papo de Mãe .

Agora queremos saber a sua opinião: você se considera uma “mãe que ama demais”? Como você percebe isto no convívio com seu filho? Você consegue perceber as diferentes necessidades do seu filho em cada fase da sua vida? Você já conseguiu “construir seu próprio lugar” nesta relação? Reflita sobre o texto e compartilhe conosco a sua opinião!!

DICAS DE HOJE!!!
CINEMA
Programação CINEMATERNA - cinema para toda a família!
São Paulo, 08/05, Sábado - Alice no País das Maravilhas (legendado e 3D)
CineMaterna no Frei Caneca Unibanco Arteplex
Horário: 11h  Preço 3D: R$ 24 (inteira), R$ 12 (meia)
Rio de Janeiro, 08/05, Sábado, Alice no País das Maravilhas (legendado e 3D)
CineMaterna no Unibanco Arteplex Botafogo
Horário: 11h Preço 3D: R$ 25 (inteira), R$ 12,50 (meia)
São Paulo, 11/05, Terça, As Melhores Coisas do Mundo
CineMaterna no Frei Caneca Unibanco Arteplex
Horário: 14h Preço: R$ 16 (inteira), R$ 8 (meia) 
Rio de Janeiro, 13/05, Quinta, Sonhos Roubados
CineMaterna no Unibanco Arteplex Botafogo
Horário: 14h Preço: R$ 16 (inteira), R$ 8 (meia)
São Paulo, 13/05, Quinta, Alice no País das Maravilhas (dublado)
CineMaterna no Shopping Villa Lobos
Horário: 14h Preço: R$ 14 (inteira), R$ 7 (meia)

PALESTRA
Por enquanto é isto pessoal.  Não esqueçam de que a partir desta semana o programa PAPO DE MÃE é aos DOMINGOS, às 19 horas!!!
Um grande beijo e até mais!

3 comentários:

Clarissa Meyer disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Joel Cavalcante disse...

Oi Clarissa Gostei de ver sua foto, assim você não é mais impessoal.O seu pitaco de mãe lembrou-me o rosto da minha nora quando foi deixar o filho na escola pela primeira vez, fui com ela. Mando texto, pedacinho de um monólogo que escrevi.Para quando for, ou já deve ter ido levar o filhão de quatro anos e deixá-lo na escola.
"O primeiro dia...
O meu primeiro dia na escola... Minha avó entregou-me, cheia de felicidade, para a professora, Dona Lila, minha primeira mestra. Ela amava os seus alunos, mais do que apenas filhos dos outros, eram seus filhos de coração...
O primeiro dia de escola do meu primeiro filho, inesquecível de tão maravilhoso e único. Voltei para casa de coração apertado, indeciso, quase com vontade de chorar, porém muito feliz. Feliz pela certeza de que um futuro melhor para ele começava naquele momento.
O primeiro dia de escola do segundo filho. Exatamente igual ao do primeiro, só que eu apresentava sinais de um coração mais mole e as dúvidas mais duras. Tentava descobrir se havia algum pequeno resquício de maldade, por menor que fosse, em sua professora, que a levasse a não ser tão boa para ele quanto eu queria. Impossível? Tolo? É de se rir.
O primeiro dia de escola do meu neto, memória mais recente. Sorri de sua mãe estar do mesmo
jeito que eu quando entreguei o marido dela para sua primeira professora."
Sorriu do meu coração partido três vezes? Achei bonito o jeito que colocou o poema Para Quando. Você sabe mexer no computador e internet, eu não.
O meu micro tem raiva de mim, eu mando ele fazer uma coisa e ele sempre faz outra muito diferente, eu fico maluco e meu filho me ajuda.
Abraço joel

Papo de mãe disse...

Joel, muito legal!
Escreva sempre, ok?
Abs,
Clarissa