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Na TV Brasil

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Filhos Únicos

Olá, pessoal!
Hoje o Papo de Mãe reprisa o programa sobre filhos únicos. Para acessar as postagens anteriores sobre o assunto, cliquem aqui. Confiram agora o artigo que trouxemos para vocês!!!

FILHO ÚNICO: CRIANÇA FELIZ?
Por Amarante

Se há alguns anos era raro um casal ter apenas um filho, hoje em dia é cada vez mais comum. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), oito em cada dez famílias se encaixam neste perfil. Entre as principais causas estão a opção das mulheres em priorizar a carreira e deixar para engravidar mais tarde, as dificuldades financeiras; e a pouca disponibilidade de tempo dos pais.
Um outro estudo recente mostrou que uma criança de classe média, desde o nascimento até os 21 anos, custa, em média, R$ 1 milhão. Muito? ''Os gastos aumentaram demais. As escolas são caríssimas e ainda tem os cursos paralelos: natação, balé, futebol. Além disso, os filhos estão cada vez mais exigentes. É bem mais fácil ter somente um'', diz Cristina Milanez Werner, mestre em Psicologia Clínica e Especialista em Terapia Familiar Sistêmica.
Tudo para ele?
Na contramão disso tudo, surgem as dúvidas: É saudável para uma criança não ter irmãos? Ela não vai ficar muito mimada? Como não sobrecarregá-la de cuidados e obrigações? Como prepará-la para a vida? ''O filho único não é nenhum bicho-de-sete-cabeças”, explica a psicóloga. “Muitos pais acham que o ideal é dar tudo para ele, colocá-lo em mil atividades. Uma coisa tem que ficar clara: se ele crescer com excesso de tudo, vai achar que o mundo gira a seu redor. Só que a realidade não é bem assim. Esse tipo de criança será uma eterna insatisfeita, pois não valoriza o que tem e estará sempre à espera do próximo presente. Na maioria das vezes, vai ficar isolada porque não sabe dividir, quer exibir tudo o que ganhou e ditar as brincadeiras para o restante do grupo, o que não dá certo.''
Limite: o segredo
Ser feliz com o que se tem: um dos pontos fundamentais que os pais devem passar para os filhos, segundo Cristina Milanez. ''A criança não pode sofrer porque não tem um brinquedo de última geração. É preciso ensiná-la a esperar uma data especial para ganhar presentes. Se o pai e a mãe vão ao shopping, não necessariamente deverão voltar com alguma lembrancinha para ela.'' A psicóloga adverte: ''Tudo o que vem muito fácil é menos varolizado. Se num dia meu filho quiser um brinquedo e no dia seguinte eu der, muito provavelmente ele o deixará de lado (ou vai destruí-lo) esperando ganhar um novo. Pai de filho único tem que ter esse cuidado, impor alguns limites.''
Grande família
É extremamente saudável para o filho único estar cercado de outras crianças. ''Na ausência de irmãos, o casal tem que valorizar mais o restante da família. Os primos vão ocupar um papel fundamental e essa relação precisa ser incentivada. A criança deve brincar, correr, chegar suja da escola e da festinha. Os pais têm que permitir que o filho interaja. Não podem cercear o convívio dele com o mundo, que está à sua disposição; não podem tratá-lo como se ele fosse um cristal. Claro que devem cuidar das crianças, mas precisam entender que se tiver que acontecer alguma coisa, vai acontecer, independentemente da vontade deles. Excesso de cuidado pode ser prejudicial, sim.''
Meu filho, meu tesouro
Para quem pretende ter apenas um filho, algumas dicas importantes. Viver intensamente a relação com a criança. Acompanhar seu desenvolvimento, mas sem achar que tudo que ela faz é excepcional, porque não é. Seu filho, provavelmente, não é mais bonito, o mais inteligente, nem o mais  esperto. Ele é apenas mais um, especial para você. A maternidade deve ser vivida como se fosse única. Afinal, para se sentir mãe, não é necessário ter três filhos. Apenas um pode completar a família.

Agora queremos saber a sua opinião sobre o tema. Será que ter apenas um filho realmente é prejudicial ou depende da educação dada pelos pais? Qual é a sua experiência? Escreva em nossos comentários. Queremos muito saber a sua opinião!!!
Um grande beijo,
Equipe Papo de Mãe 

Um comentário:

Simone disse...

Olá, em primeiro lugar gostaria de parabenizar pelo programa, tenho aprendido muitas coisas.
Sou mãe de uma menina, e tenho certeza que não é prejudicial ter apenas um filho. Depende muito da educação passada pra ele. Como sempre quis ter apenas um filho (e uma menina) me preparei, educando-me antes para não estragar minha filha. Nunca a mimei a ponto de deixá-la patricinha, mimadinha, pirracenta, egocêntrica etc. Trabalho o dia todo e nem por isso dou tudo o que ela quer para suprir minha ausência. Converso com ela e digo que papai e mamãe precisam trabalhar para ter dinheiro e comprar as coisas que são necessárias, o que inclui diversão tb. Ensinei-a que nem todas às vezes podemos ter algo na hora que queremos, então quando vamos ao shopping e ela se interessa por algo, me pergunta se tenho dinheiro e se pode comprar aquilo, independente da minha resposta ela aceita numa boa, mais para isso precisa de uma grande lição durante e nos primeiros anos de vida. Muitos pais acham que os filhos são pequenos demais para entender certas coisas, certas instruções, enganam-se, são mais espertos que nós.
Showzinho no meio do shopping, nem pensar, basta um olhar e mais nada para ela entender. Era assim que minha mãe fazia comigo e nem por isso fiquei frustrada. Desde pequeninhos devemos mostrar quem está no controle. “ah dar pra ele, bichinho é só uma criança, ele para de chorar, dar pra ele”. É ai que começa, as crianças usam o choro como arma de conquista para obter tudo que querem, fazem aquela carinha de inocente e os pais com pena cedem e dominam a situação.
No meu ponto de vista é nunca ter medo de dizer NÃO, pois sem limites nossas crianças se tornarão adultos egoístas, racistas, sem respeito uns com outros etc.
Abraços,

Simone Viana
Recife/PE